Corpo celeste orbita sua estrela a uma distância tão curta que sua superfície permanece em estado líquido permanente; descoberta ajuda a entender a evolução de planetas como a Terra.
ESPAÇO – A busca por novos mundos revelou um exoplaneta que desafia a nossa compreensão de geologia planetária. Localizado em um sistema estelar distante, este planeta não possui uma crosta sólida como a conhecemos, mas sim uma camada externa maleável e incandescente.
Características do Planeta de Lava
O que torna este planeta único é a combinação de proximidade com sua estrela e sua composição:
- Estado “Pastoso”: Devido às temperaturas extremas, que superam os milhares de graus Celsius, as rochas na superfície nunca se resfriam o suficiente para solidificar, mantendo o planeta em um estado constante de fusão.
- Proximidade Estelar: O planeta completa uma órbita ao redor de sua estrela em pouquíssimas horas. Essa proximidade gera forças de maré tão intensas que o interior do planeta é constantemente “espremido”, gerando calor interno adicional por fricção.
- Atmosfera de Rocha: Em mundos como este, é comum que a própria rocha evapore, criando uma atmosfera composta por vapores de silicatos que, ao esfriarem levemente em certas altitudes, podem gerar “chuvas de pedra”.
Importância para a Ciência
Por que os cientistas estão entusiasmados com um mundo tão inóspito?
- Laboratório de Formação: Este planeta oferece uma visão em tempo real de como a Terra pode ter se parecido logo após sua formação, há bilhões de anos, quando ainda era um oceano de magma.
- Evolução Planetária: Estudar planetas em estado de fusão ajuda a entender como os elementos químicos se separam para formar núcleos metálicos e mantos rochosos.
- Tecnologia de Observação: A detecção foi possível graças à nova geração de telescópios, que conseguem isolar a assinatura térmica (o calor) emitida diretamente pela lava do planeta.
Cenário da Exploração Espacial (16/03/2026)
A descoberta reforça a diversidade impressionante de mundos na nossa galáxia. Enquanto buscamos por “Terras 2.0”, são esses planetas extremos que ensinam aos astrônomos os limites físicos da matéria e como os sistemas solares evoluem ao longo do tempo.
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