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Cultura

Museu Histórico de Sergipe revela séculos de história em sobrado colonial

Conheça a história do Museu Histórico de Sergipe e suas transformações ao longo dos anos.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h48
Museu Histórico de Sergipe revela séculos de história em sobrado colonial

No sobrado do século XVIII em São Cristóvão, o acervo preserva memórias do ciclo da cana e da arte sacra. Documentos e objetos contam também a trajetória de emancipação política de Sergipe.

O Museu Histórico de Sergipe, situado em São Cristóvão, é um importante marco da história sergipana, com sua origem datando do século XVIII. Durante o período colonial, a economia canavieira prosperou, resultando em um embelezamento significativo de igrejas e conventos. Os sobrados que compõem o centro histórico da cidade, que foi sede da Capitania de Sergipe d’El Rey, eram utilizados por burocratas e proprietários de terras, sendo que o sobrado que abriga o museu pertenceu ao tenente Domingos Rodrigues Vieira de Melo, um militar da época.

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A emancipação política de Sergipe da Bahia, ocorrida em 1820, gerou a necessidade de novas instalações para a administração pública, levando à compra do sobrado em 1823. O prédio foi reformado e inaugurado em 12 de outubro de 1825, durante a gestão do Presidente Manuel Clemente Cavalcante de Albuquerque, como parte das celebrações em homenagem ao aniversário de D. Pedro I e à fundação do Império.

Manuel Clemente, que ficou no cargo por 20 meses, implementou diversas medidas inovadoras, como a criação de um jardim botânico e a organização da “Casa do Trem”, visando a formação de trabalhadores. Sua morte repentina em 2 de novembro de 1826 causou grande consternação na população, e ele foi sepultado no Convento São Francisco.

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Em 1855, o Palácio do Governo foi avaliado em 50:000$000 (cinqüenta contos de réis), um valor considerado exagerado por opositores da mudança da capital. Em 1860, o imperador Dom Pedro II visitou Sergipe e foi homenageado no prédio que servia como Câmara Municipal, onde foram realizados vários rituais em sua honra.

João Bebe-Água, um opositor à mudança da capital, também frequentou o local. Apesar das críticas recebidas, ele deixou um legado de amor pela cidade, prometendo celebrar o retorno da capital e expressando seu desejo de nunca conhecer Aracaju.

O Estado adquiriu o prédio que antes pertencia à Fazenda Federal por 2:000$000 (dois contos de réis) em 19 de março de 1918. Após um período de abandono, o local abrigou diferentes instituições, como uma delegacia e uma escola, até que em 5 de março de 1960, foi inaugurado oficialmente como Museu Histórico de Sergipe, sob a gestão de Luis Garcia. O acervo do museu, que é rico e diversificado, foi organizado pelos irmãos Junot Silveira e Jenner Augusto.

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No sobrado do século XVIII em São Cristóvão, o acervo preserva memórias do ciclo da cana e da arte sacra. Documentos e objetos contam também a trajetória de emancipação política de Sergipe.

O Museu Histórico de Sergipe, situado em São Cristóvão, é um importante marco da história sergipana, com sua origem datando do século XVIII. Durante o período colonial, a economia canavieira prosperou, resultando em um embelezamento significativo de igrejas e conventos. Os sobrados que compõem o centro histórico da cidade, que foi sede da Capitania de Sergipe d’El Rey, eram utilizados por burocratas e proprietários de terras, sendo que o sobrado que abriga o museu pertenceu ao tenente Domingos Rodrigues Vieira de Melo, um militar da época.

A emancipação política de Sergipe da Bahia, ocorrida em 1820, gerou a necessidade de novas instalações para a administração pública, levando à compra do sobrado em 1823. O prédio foi reformado e inaugurado em 12 de outubro de 1825, durante a gestão do Presidente Manuel Clemente Cavalcante de Albuquerque, como parte das celebrações em homenagem ao aniversário de D. Pedro I e à fundação do Império.

Manuel Clemente, que ficou no cargo por 20 meses, implementou diversas medidas inovadoras, como a criação de um jardim botânico e a organização da “Casa do Trem”, visando a formação de trabalhadores. Sua morte repentina em 2 de novembro de 1826 causou grande consternação na população, e ele foi sepultado no Convento São Francisco.

Em 1855, o Palácio do Governo foi avaliado em 50:000$000 (cinqüenta contos de réis), um valor considerado exagerado por opositores da mudança da capital. Em 1860, o imperador Dom Pedro II visitou Sergipe e foi homenageado no prédio que servia como Câmara Municipal, onde foram realizados vários rituais em sua honra.

João Bebe-Água, um opositor à mudança da capital, também frequentou o local. Apesar das críticas recebidas, ele deixou um legado de amor pela cidade, prometendo celebrar o retorno da capital e expressando seu desejo de nunca conhecer Aracaju.

O Estado adquiriu o prédio que antes pertencia à Fazenda Federal por 2:000$000 (dois contos de réis) em 19 de março de 1918. Após um período de abandono, o local abrigou diferentes instituições, como uma delegacia e uma escola, até que em 5 de março de 1960, foi inaugurado oficialmente como Museu Histórico de Sergipe, sob a gestão de Luis Garcia. O acervo do museu, que é rico e diversificado, foi organizado pelos irmãos Junot Silveira e Jenner Augusto.

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