Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

“Não há hipótese de o Brasil não superar o tarifaço dos EUA”, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou em entrevista recente que o Brasil está preparado para enfrentar e reverter a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, enxergando a medida como motivação política e sem sustentação econômica.

18/07/2025 · 00h10
“Não há hipótese de o Brasil não superar o tarifaço dos EUA”, diz Haddad

Ministro da Fazenda classifica alíquota de 50% como “insustentável e política” e aposta em diplomacia para reverter medida

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou em entrevista recente que o Brasil está preparado para enfrentar e reverter a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, enxergando a medida como motivação política e sem sustentação econômica.

Publicidade

Segundo Haddad, a alíquota anunciada por Donald Trump não faz sentido econômico, especialmente considerando que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há anos. Ele argumentou que se até uma tarifa de 10% já permitia negociações, os 50% atuais são ainda mais injustificáveis.

O ministro foi enfático ao atribuir a escalada tarifária a articulações da família Bolsonaro, afirmando que se trata de uma “ação política” ligada aos processos judiciais que envolvem o ex-presidente: “a única explicação plausível é que a família Bolsonaro planejou esse ataque com objetivo específico”.

Aspectos econômicos e diplomáticos
Haddad destacou que o Brasil conta com diversos “graus de liberdade” para responder a choques externos, citando reservas internacionais robustas, crescimento da safra agrícola e condições financeiras favoráveis. Esses fatores, segundo ele, tornam o país mais resiliente que outras nações latino-americanas.

Apostando na força de sua diplomacia, o governo mantém canais de diálogo ativos com os EUA e outros parceiros, evitando retaliações automáticas e preferindo estratégias que preservem a cooperação bilateral. “Temos uma diplomacia reconhecida como uma das mais profissionais do mundo”, declarou Haddad.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Setores afetados e repercussões políticas
Produtos agroindustriais como suco de laranja e itens aeronáuticos da Embraer estão entre os mais impactados pela tarifa, o que para o ministro representa um “tiro no pé”, principalmente para o estado de São Paulo. Ele afirmou que até a própria extrema-direita deverá reconhecer os danos causados por essa medida unilateral.

No cenário interno, Haddad reflitiu sobre os desafios legislativos e econômicos para o segundo semestre, reconhecendo que grandes reformas estão fora de alcance antes das eleições de 2026. Ainda assim, defende medidas como a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil como bandeira estratégica de justiça tributária.

Perspectivas e próximo passos
O ministro acredita na possibilidade de negociação antes da entrada em vigor da tarifa, prevista para 1º de agosto, e vê espaço para reverter ou mitigar os impactos por meio de entendimento diplomático.

Publicidade

Haddad concluiu que, embora o cenário internacional esteja tenso, o Brasil está em posição sólida para enfrentar os desafios e impor sua soberania, sem ceder a pressões externas que comprometam seus interesses econômicos e políticos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Ministro da Fazenda classifica alíquota de 50% como “insustentável e política” e aposta em diplomacia para reverter medida

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou em entrevista recente que o Brasil está preparado para enfrentar e reverter a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, enxergando a medida como motivação política e sem sustentação econômica.

Segundo Haddad, a alíquota anunciada por Donald Trump não faz sentido econômico, especialmente considerando que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há anos. Ele argumentou que se até uma tarifa de 10% já permitia negociações, os 50% atuais são ainda mais injustificáveis.

O ministro foi enfático ao atribuir a escalada tarifária a articulações da família Bolsonaro, afirmando que se trata de uma “ação política” ligada aos processos judiciais que envolvem o ex-presidente: “a única explicação plausível é que a família Bolsonaro planejou esse ataque com objetivo específico”.

Aspectos econômicos e diplomáticos
Haddad destacou que o Brasil conta com diversos “graus de liberdade” para responder a choques externos, citando reservas internacionais robustas, crescimento da safra agrícola e condições financeiras favoráveis. Esses fatores, segundo ele, tornam o país mais resiliente que outras nações latino-americanas.

Apostando na força de sua diplomacia, o governo mantém canais de diálogo ativos com os EUA e outros parceiros, evitando retaliações automáticas e preferindo estratégias que preservem a cooperação bilateral. “Temos uma diplomacia reconhecida como uma das mais profissionais do mundo”, declarou Haddad.

Setores afetados e repercussões políticas
Produtos agroindustriais como suco de laranja e itens aeronáuticos da Embraer estão entre os mais impactados pela tarifa, o que para o ministro representa um “tiro no pé”, principalmente para o estado de São Paulo. Ele afirmou que até a própria extrema-direita deverá reconhecer os danos causados por essa medida unilateral.

No cenário interno, Haddad reflitiu sobre os desafios legislativos e econômicos para o segundo semestre, reconhecendo que grandes reformas estão fora de alcance antes das eleições de 2026. Ainda assim, defende medidas como a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil como bandeira estratégica de justiça tributária.

Perspectivas e próximo passos
O ministro acredita na possibilidade de negociação antes da entrada em vigor da tarifa, prevista para 1º de agosto, e vê espaço para reverter ou mitigar os impactos por meio de entendimento diplomático.

Haddad concluiu que, embora o cenário internacional esteja tenso, o Brasil está em posição sólida para enfrentar os desafios e impor sua soberania, sem ceder a pressões externas que comprometam seus interesses econômicos e políticos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA