Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sábado, 29 de agosto de 2026
Pular para o conteúdo

Nepal intensifica monitoramento de dois lagos após transbordamento

Mundo

Nepal intensifica monitoramento de dois lagos após transbordamento

Nepal monitora dois lagos após transbordamento nesta sexta (28); risco de enchentes permanecerá até os lagos escoarem totalmente.

28/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h15
Nepal intensifica monitoramento de dois lagos após transbordamento

Um dos lagos começou a transbordar nesta sexta (28), dizem autoridades nepalesas. Monitoramento por satélite e equipes em terra avaliam níveis e risco a comunidades; o perigo segue até o escoamento total.

O Nepal está monitorando dois lagos próximos à área de inundação, e um deles começou a transbordar nesta sexta-feira (28), informou um representante da Autoridade de Gestão de Desastres do Nepal. O acompanhamento envolve vigilância por imagens de satélite e ações em terra para avaliar a evolução do nível das águas e o risco para comunidades a jusante.

Publicidade

O risco de enchentes permanecerá até que os dois lagos tenham escoado totalmente, acrescentou o representante. As operações de monitoramento, segundo autoridades, seguem limitadas pela disponibilidade de imagens de satélite, o que tem condicionado a frequência e a precisão das avaliações remotas.

Para reforçar a vigilância, o Nepal planeja instalar câmeras e sensores a jusante, inclusive perto da cidade fronteiriça de Timure, e está avaliando opções de implantação por meio de helicópteros, afirmou o representante. A intenção é obter informações em tempo real sobre o comportamento dos rios e detectar rapidamente novas elevações no fluxo de água que possam causar enchentes a jusante.

Cientistas destacam que as mudanças climáticas estão contribuindo para condições que podem desestabilizar rochas e gelo nas altas montanhas, aumentando a probabilidade de desastres hidrológicos e geológicos. Esse cenário de maior instabilidade tem sido apontado como fator que aumenta a chance de eventos como a enchente ocorrida nesta quarta-feira (26) no Himalaia, ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A enchente de quarta-feira provocou uma enorme parede de lama e rochas que desabou em um rio do Himalaia, causando inundações catastróficas em cidades e vales. O episódio causou a morte de centenas de pessoas, segundo autoridades, e deixou um número significativo de desaparecidos.

Pelo menos 800 estrangeiros estão entre os quase 1,5 mil desaparecidos, informaram as autoridades. Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, os cientistas afirmam que ele provavelmente teve início com uma enorme avalanche de gelo e rochas nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, que desceu até o rio Lhende Khola, no lado tibetano.

As equipes de resposta continuam mobilizadas, enquanto o monitoramento dos lagos e a instalação de equipamentos visam reduzir a incerteza sobre novos transbordamentos e mitigar riscos às comunidades a jusante.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Um dos lagos começou a transbordar nesta sexta (28), dizem autoridades nepalesas. Monitoramento por satélite e equipes em terra avaliam níveis e risco a comunidades; o perigo segue até o escoamento total.

O Nepal está monitorando dois lagos próximos à área de inundação, e um deles começou a transbordar nesta sexta-feira (28), informou um representante da Autoridade de Gestão de Desastres do Nepal. O acompanhamento envolve vigilância por imagens de satélite e ações em terra para avaliar a evolução do nível das águas e o risco para comunidades a jusante.

O risco de enchentes permanecerá até que os dois lagos tenham escoado totalmente, acrescentou o representante. As operações de monitoramento, segundo autoridades, seguem limitadas pela disponibilidade de imagens de satélite, o que tem condicionado a frequência e a precisão das avaliações remotas.

Para reforçar a vigilância, o Nepal planeja instalar câmeras e sensores a jusante, inclusive perto da cidade fronteiriça de Timure, e está avaliando opções de implantação por meio de helicópteros, afirmou o representante. A intenção é obter informações em tempo real sobre o comportamento dos rios e detectar rapidamente novas elevações no fluxo de água que possam causar enchentes a jusante.

Cientistas destacam que as mudanças climáticas estão contribuindo para condições que podem desestabilizar rochas e gelo nas altas montanhas, aumentando a probabilidade de desastres hidrológicos e geológicos. Esse cenário de maior instabilidade tem sido apontado como fator que aumenta a chance de eventos como a enchente ocorrida nesta quarta-feira (26) no Himalaia, ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete.

A enchente de quarta-feira provocou uma enorme parede de lama e rochas que desabou em um rio do Himalaia, causando inundações catastróficas em cidades e vales. O episódio causou a morte de centenas de pessoas, segundo autoridades, e deixou um número significativo de desaparecidos.

Pelo menos 800 estrangeiros estão entre os quase 1,5 mil desaparecidos, informaram as autoridades. Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, os cientistas afirmam que ele provavelmente teve início com uma enorme avalanche de gelo e rochas nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, que desceu até o rio Lhende Khola, no lado tibetano.

As equipes de resposta continuam mobilizadas, enquanto o monitoramento dos lagos e a instalação de equipamentos visam reduzir a incerteza sobre novos transbordamentos e mitigar riscos às comunidades a jusante.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA