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Economia

Ninguém quer assumir lugar dos Estados Unidos, diz Dilma Rousseff

Na manhã deste sábado (5), durante entrevista coletiva no encerramento da 10ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ex-presidente do Brasil e atual chefe da instituição, Dilma Rousseff, ressaltou que o mercado internacional tem buscado diversificação monetária — mas sem pretensões de substituir o dólar como moeda global.

05/07/2025 · 21h40
Ninguém quer assumir lugar dos Estados Unidos, diz Dilma Rousseff

Mercados apostam em diversificação com moedas locais, afirma presidente do NDB

Na manhã deste sábado (5), durante entrevista coletiva no encerramento da 10ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ex-presidente do Brasil e atual chefe da instituição, Dilma Rousseff, ressaltou que o mercado internacional tem buscado diversificação monetária — mas sem pretensões de substituir o dólar como moeda global.

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Para Rousseff, o aumento nas transações em moedas locais reflete uma estratégia de mercado, e não uma “desdolarização” forçada. “Hoje não tem ninguém querendo assumir o lugar dos Estados Unidos”, afirmou. Segundo ela, “claramente, não há nenhum sinal de desdolarização”. Destacou, ainda, que muitos países estão intensificando o uso de suas próprias moedas no comércio exterior, indicando uma demanda espontânea do setor financeiro internacional.

Ao ser questionada sobre possíveis movimentos dentro do Brics para reduzir a dependência do dólar, Rousseff reforçou que “não são decisões do Banco nem de investidores externos, mas sim do próprio mercado financeiro internacional — que, até onde eu saiba, segue dolarizado”.

Novo membros no NDB

Fundado em 2015 para apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento, o NDB é um banco multilateral ligado ao Brics. Neste sábado, Dilma anunciou a entrada de dois novos membros: Uzbequistão e Colômbia, elevando o total a 11 países — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes, Bangladesh, Egito, Argélia, além dos recém-vinculados.

Prioridades e investimentos

Desde sua criação, o banco aprovou 122 projetos, somando cerca de US$ 40 bilhões em financiamentos. Destes, 29 projetos e aproximadamente US$ 7 bilhões são exclusivos para o Brasil — dos quais US$ 4 bilhões já foram desembolsados (18% do total).

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Rousseff destacou que “para nós, hoje, é fundamental o financiamento de inovação, ciência e tecnologia” como forma de reduzir a disparidade entre os países-membros e as demandas tecnológicas globais. Segundo ela, é vital que esses países deixem de ser meros consumidores para se tornarem produtores de tecnologia — especialmente em áreas como inteligência artificial.

Armazenar vento e sol

A presidente do NDB recordou sua visão durante seu mandato presidencial sobre a necessidade de “armazenar vento e sol”. Na época, muitos duvidaram da viabilidade, mas ela defende que o armazenamento de energia eólica e solar é “uma das áreas mais importantes para resolver falhas no sistema de transmissão”, como as observadas recentemente na Espanha e em Portugal. Rousseff afirmou que esse é um caminho essencial para a transição energética.

O Brics em foco

O Brics, que reúne 11 países permanentes — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes e Indonésia — e diversos países-parceiros, está sendo presidido este ano pelo Brasil. A 17ª Cúpula do grupo acontece no Rio de Janeiro em 6 e 7 de julho.

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Juntos, os 11 países-membros representam 39% da economia mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional. Em 2024, os países do Brics foram responsáveis por 36% das exportações brasileiras e compuseram 34% das importações do Brasil.

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Mercados apostam em diversificação com moedas locais, afirma presidente do NDB

Na manhã deste sábado (5), durante entrevista coletiva no encerramento da 10ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ex-presidente do Brasil e atual chefe da instituição, Dilma Rousseff, ressaltou que o mercado internacional tem buscado diversificação monetária — mas sem pretensões de substituir o dólar como moeda global.

Para Rousseff, o aumento nas transações em moedas locais reflete uma estratégia de mercado, e não uma “desdolarização” forçada. “Hoje não tem ninguém querendo assumir o lugar dos Estados Unidos”, afirmou. Segundo ela, “claramente, não há nenhum sinal de desdolarização”. Destacou, ainda, que muitos países estão intensificando o uso de suas próprias moedas no comércio exterior, indicando uma demanda espontânea do setor financeiro internacional.

Ao ser questionada sobre possíveis movimentos dentro do Brics para reduzir a dependência do dólar, Rousseff reforçou que “não são decisões do Banco nem de investidores externos, mas sim do próprio mercado financeiro internacional — que, até onde eu saiba, segue dolarizado”.

Novo membros no NDB

Fundado em 2015 para apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento, o NDB é um banco multilateral ligado ao Brics. Neste sábado, Dilma anunciou a entrada de dois novos membros: Uzbequistão e Colômbia, elevando o total a 11 países — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes, Bangladesh, Egito, Argélia, além dos recém-vinculados.

Prioridades e investimentos

Desde sua criação, o banco aprovou 122 projetos, somando cerca de US$ 40 bilhões em financiamentos. Destes, 29 projetos e aproximadamente US$ 7 bilhões são exclusivos para o Brasil — dos quais US$ 4 bilhões já foram desembolsados (18% do total).

Rousseff destacou que “para nós, hoje, é fundamental o financiamento de inovação, ciência e tecnologia” como forma de reduzir a disparidade entre os países-membros e as demandas tecnológicas globais. Segundo ela, é vital que esses países deixem de ser meros consumidores para se tornarem produtores de tecnologia — especialmente em áreas como inteligência artificial.

Armazenar vento e sol

A presidente do NDB recordou sua visão durante seu mandato presidencial sobre a necessidade de “armazenar vento e sol”. Na época, muitos duvidaram da viabilidade, mas ela defende que o armazenamento de energia eólica e solar é “uma das áreas mais importantes para resolver falhas no sistema de transmissão”, como as observadas recentemente na Espanha e em Portugal. Rousseff afirmou que esse é um caminho essencial para a transição energética.

O Brics em foco

O Brics, que reúne 11 países permanentes — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes e Indonésia — e diversos países-parceiros, está sendo presidido este ano pelo Brasil. A 17ª Cúpula do grupo acontece no Rio de Janeiro em 6 e 7 de julho.

Juntos, os 11 países-membros representam 39% da economia mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional. Em 2024, os países do Brics foram responsáveis por 36% das exportações brasileiras e compuseram 34% das importações do Brasil.

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