Comerciantes que fizeram contrato com a Ceasa de Itabaiana foram parar no SPC

Trabalhadores que sequer receberam a chave dos boxes alugados encontraram seus nomes na lista de inadimplentes, após impasses com a empresa responsável pelo estabelecimento

Redação, 29 de Julho , 2021 - Atualizado em 29 de Julho, 2021

Os nomes de muitos comerciantes do Mercadão que firmaram contrato de locação com a empresa que administra a Central de Abastecimento - Ceasa de Itabaiana foram negativados no SPC devido à falta de negociação, por parte da empresa, relacionada a problemas contratuais.

Em entrevista ao programa Jornal da Manhã da rádio FM Itabaiana 93.1, na última terça-feira (27), o advogado dos comerciantes do Mercadão de Itabaiana, Erycles Melo, disse que a informação traz indignação porque os nomes dos trabalhadores estão sendo negativados sem eles sequer terem a chave dos boxes que alugaram na Ceasa. “Essas negativações são referentes à valores das parcelas, sendo que sequer tínhamos o alvará de licença para funcionamento e a obra ter sido concluída. Então, inscreveram indevidamente os comerciantes no SPC, sendo que nem utilizamos o espaço”, disse o advogado, comunicando ainda que o fato será objeto de uma ação coletiva no espaço jurídico.

A problemática envolvendo os comerciantes e a empresa é que o estabelecimento não possui estrutura física adequada e o valor do aluguel é exorbitante. Ou seja, a Ceasa foi inaugurada pelo Governo do Estado, porém não entrou em funcionamento devido à essas queixas por parte dos trabalhadores do Mercadão de Itabaiana que iriam para o novo espaço.

Eles também denunciam que a empresa tem feito anúncios publicitários, oferecendo até três meses de aluguel grátis dos mesmos boxes que já estão alugados a esses comerciantes. “Os boletos de cobrança aos associados continuam sendo enviados e sem possibilidade de renegociação. Além de que, com o nome sujo, esses trabalhadores estão sendo impossibilitados de emitir notas fiscais para outros serviços que prestam. Enquanto isso, estamos tentando rescindir o contrato sem opção e já termos sido prejudicados indevidamente.”, lamenta Erycles Melo.

Como sempre, em desavenças políticas quem perde é o trabalhador!

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