Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Tecnologia

Observatório aponta uso indevido de IA e falta de sinalização em 60% dos posts

Levantamento do Observatório apontou que 2 em cada 3 conteúdos políticos com IA não foram sinalizados; PL e Flávio Bolsonaro lideraram publicações indevidas.

14/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h08
Observatório aponta uso indevido de IA e falta de sinalização em 60% dos posts

Levantamento entre 1º jan e 16 ago de 2026 analisou 413 conteúdos políticos gerados por IA. Desses, 250 (60%) eram sátira sem sinalização e 163 (40%) configuraram desinformação, violando regra da Justiça Eleitoral.

Um levantamento do Observatório IA nas eleições, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, identificou que quase dois em cada três conteúdos políticos produzidos por inteligência artificial publicados nas redes sociais, entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026, não sinalizaram o uso da tecnologia, prática proibida pela Justiça Eleitoral.

Publicidade

Do total de 413 conteúdos analisados, 250 — cerca de 60% — foram classificados como sátira, com objetivo de ridicularizar políticos. Outros 163, aproximadamente 40%, foram classificados como desinformação.

O dado levanta a preocupação dos conteúdos estarem sendo compartilhados sem o cuidado de informar ao público o uso da tecnologia seja por parte das contas que o publicam, como também das próprias plataformas digitais, que, apesar de disponibilizarem os recursos de rotulagem, possivelmente não estão moderando devidamente os conteúdos sintéticos

Aponta o observatório que a maior parte dos conteúdos classificados como desinformação ou sem sinalização de IA foi publicada por usuários anônimos. Entre as publicações atribuídas a candidatos, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) liderou a lista, ao compartilhar 13 conteúdos desse tipo. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) apareceu em seguida, com 10 publicações.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Outros nomes mencionados no levantamento foram o ex-governador Romeu Zema (Novo), com cinco publicações; o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com três; e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), com três.

Entre os partidos, o PL teve o maior número de publicações identificadas como feitas com inteligência artificial de forma indevida, totalizando 28 postagens. O PT compartilhou quatro mensagens nessa classificação e o PSDB, duas.

O relatório também apontou que 81% dos casos identificados de uso de inteligência artificial manipularam imagens ou voz de pessoas públicas, técnica comumente chamada de deepfake. O principal alvo dessas manipulações foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve imagem ou voz modificada de forma pejorativa em 112 publicações. Flávio Bolsonaro foi alvo em 57 publicações.

Publicidade

O documento definiu deepfake como conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que apresenta grau de realismo e reproduz ou altera a imagem, a voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia. O Tribunal Superior Eleitoral proibiu o uso de deepfakes nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Levantamento entre 1º jan e 16 ago de 2026 analisou 413 conteúdos políticos gerados por IA. Desses, 250 (60%) eram sátira sem sinalização e 163 (40%) configuraram desinformação, violando regra da Justiça Eleitoral.

Um levantamento do Observatório IA nas eleições, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, identificou que quase dois em cada três conteúdos políticos produzidos por inteligência artificial publicados nas redes sociais, entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026, não sinalizaram o uso da tecnologia, prática proibida pela Justiça Eleitoral.

Do total de 413 conteúdos analisados, 250 — cerca de 60% — foram classificados como sátira, com objetivo de ridicularizar políticos. Outros 163, aproximadamente 40%, foram classificados como desinformação.

O dado levanta a preocupação dos conteúdos estarem sendo compartilhados sem o cuidado de informar ao público o uso da tecnologia seja por parte das contas que o publicam, como também das próprias plataformas digitais, que, apesar de disponibilizarem os recursos de rotulagem, possivelmente não estão moderando devidamente os conteúdos sintéticos

Aponta o observatório que a maior parte dos conteúdos classificados como desinformação ou sem sinalização de IA foi publicada por usuários anônimos. Entre as publicações atribuídas a candidatos, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) liderou a lista, ao compartilhar 13 conteúdos desse tipo. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) apareceu em seguida, com 10 publicações.

Outros nomes mencionados no levantamento foram o ex-governador Romeu Zema (Novo), com cinco publicações; o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com três; e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), com três.

Entre os partidos, o PL teve o maior número de publicações identificadas como feitas com inteligência artificial de forma indevida, totalizando 28 postagens. O PT compartilhou quatro mensagens nessa classificação e o PSDB, duas.

O relatório também apontou que 81% dos casos identificados de uso de inteligência artificial manipularam imagens ou voz de pessoas públicas, técnica comumente chamada de deepfake. O principal alvo dessas manipulações foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve imagem ou voz modificada de forma pejorativa em 112 publicações. Flávio Bolsonaro foi alvo em 57 publicações.

O documento definiu deepfake como conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que apresenta grau de realismo e reproduz ou altera a imagem, a voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia. O Tribunal Superior Eleitoral proibiu o uso de deepfakes nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA