Omã e Irã concordaram nesta terça-feira (23) em dar continuidade às discussões sobre a futura gestão da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo os serviços marítimos e os custos associados a eles.
Em uma declaração conjunta divulgada após negociações em Mascate, os dois países afirmaram que um grupo de trabalho conjunto envolvendo seus ministérios das Relações Exteriores seria formado para dar continuidade às discussões e que consultariam outros Estados litorâneos e partes relevantes.
A medida parece implementar uma cláusula do memorando de entendimento assinado na semana passada, que prevê que o Irã mantenha discussões com Omã e outros países litorâneos do Golfo sobre a futura gestão da navegação e dos serviços marítimos no estreito, uma via navegável vital para o abastecimento global de petróleo.
O acordo foi anunciado após uma visita do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Eles se reuniram com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, e mantiveram conversas com o chanceler Sayyid Badr Albusaidi.
No comunicado, os dois países reafirmaram seu compromisso de garatir a passagem segura pela via navegável, em conformidade com o direito internacional, ao mesmo tempo em que ressaltaram a soberania sobre suas águas territoriais.
Desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro, o estreito ficou praticamente fechado à navegação comercial. Os EUA bloquearam os portos iranianos logo depois.
Omã e Irã reafirmaram seu compromisso de garantir que o estreito seja uma rota segura e aberta para a navegação internacional, bem como de promover a segurança marítima, a liberdade de navegação e a estabilidade regional.
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