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21 de maio de 2026

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Publicado em 21 de maio de 2026

OMS: 139 mortes suspeitas e quase 600 casos suspeitos de ebola na RDC e em Uganda

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que há quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas relacionadas a surtos de ebola registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

Segundo a agência, 51 casos foram confirmados oficialmente em duas províncias ao norte da RDC, embora a própria OMS reconheça que o alcance do surto na região é provavelmente maior do que esses números refletem.

Em Uganda, foram confirmados dois casos na capital Kampala, ambos em pessoas que estiveram na República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu em decorrência da doença e o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para tratamento na Alemanha.

Em entrevista coletiva na quarta-feira (20), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou preocupação com fatores que podem ampliar o número de casos e de óbitos na região. “Além dos casos confirmados, há quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas. Esperamos que esses números continuem aumentando, considerando o tempo em que o vírus circulou antes que o surto fosse detectado.”

Tedros ressaltou que há relatos de casos em áreas urbanas, especialmente na RDC, e também entre profissionais de saúde. Outro elemento preocupante é o intenso deslocamento de populações na região, que pode contribuir para a disseminação da doença.

O diretor-geral citou especificamente a província de Ituri, na RDC, como uma área insegura devido à intensificação dos conflitos desde o final de 2025, com uma escalada significativa nos últimos dois meses e cerca de 100 mil pessoas deslocadas.

Ambos os surtos foram atribuídos ao vírus Bundibugyo, que provoca uma forma de ebola para a qual ainda não existem vacina ou tratamento aprovados. Sobre a resposta internacional, Tedros afirmou: “A OMS tem uma equipe no terreno apoiando as autoridades nacionais na resposta à crise. Deslocamos pessoal, suprimentos, equipamentos e recursos financeiros”.

Entenda

No início do mês, autoridades sanitárias da RDC alertaram para um surto de alta letalidade de uma doença até então não identificada no município de Mongbwalu, na província de Ituri, com relatos de mortes entre profissionais de saúde.

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Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa analisou 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara e confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito dessas 13 amostras.

Na sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou um surto do mesmo vírus após identificar um caso importado — um congolês que morreu em Kampala.

No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar os Estados-Membros afetados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional.

As autoridades seguem monitorando a situação e ampliando as ações de resposta nos locais afetados.

Com informações de Agência Brasil

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