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Policial

Onde estão os milhões? Investigação apura sumiço de joias e dinheiro apreendidos em cobertura de bicheiro

Inventário da Polícia Civil não coincide com registros de câmeras e relatos de testemunhas; Corregedoria abre inquérito para identificar responsáveis pelo “extravio” de bens de luxo. Uma operação que deveria ser um golpe no braço financeiro do jogo do bicho transformou-se em um imbróglio interno na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Durante a busca […]

08/03/2026 · 10h22 · Atualizado às 18h34
Onde estão os milhões? Investigação apura sumiço de joias e dinheiro apreendidos em cobertura de bicheiro

Inventário da Polícia Civil não coincide com registros de câmeras e relatos de testemunhas; Corregedoria abre inquérito para identificar responsáveis pelo “extravio” de bens de luxo.


Uma operação que deveria ser um golpe no braço financeiro do jogo do bicho transformou-se em um imbróglio interno na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Durante a busca e apreensão realizada em uma cobertura de luxo, agentes recolheram malas de dinheiro em espécie e uma coleção de joias avaliada em milhões de reais. No entanto, ao chegar à delegacia para a lavratura do auto de apreensão, o montante registrado foi significativamente menor do que o que foi visto sendo retirado do imóvel.

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A discrepância foi notada pela defesa do investigado, que apresentou imagens de câmeras de segurança do edifício mostrando a saída de bolsas volumosas que não constam integralmente no relatório final. O caso levanta suspeitas de peculato e corrupção dentro da própria equipe que executou o mandado. A Corregedoria Geral de Polícia (CGPOL) já solicitou a listagem de todos os agentes que tiveram acesso ao imóvel e ao cofre da residência.

O “sumiço” de bens apreendidos é um problema recorrente que mina a credibilidade das instituições. Especialistas apontam que a falta de lacração imediata e filmagem contínua durante a manipulação de valores em espécie facilita esse tipo de desvio. Agora, o Ministério Público também entrou no caso para garantir que o patrimônio — que deveria ser destinado ao Estado após o processo — não se perca nos “buracos negros” do sistema de custódia.


Entenda o Fluxo de Custódia (e onde ele falhou)

  1. Apreensão: O bem deve ser listado e fotografado no local onde foi encontrado.
  2. Lacre: Valores e joias devem ser colocados em envelopes de segurança numerados e lacrados na presença de testemunhas.
  3. Transporte: O material deve ser escoltado diretamente para a delegacia ou depósito de bens apreendidos.
  4. Depósito Judicial: Dinheiro deve ser depositado em conta judicial e joias encaminhadas à Caixa Econômica Federal para avaliação e guarda.

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Inventário da Polícia Civil não coincide com registros de câmeras e relatos de testemunhas; Corregedoria abre inquérito para identificar responsáveis pelo “extravio” de bens de luxo.


Uma operação que deveria ser um golpe no braço financeiro do jogo do bicho transformou-se em um imbróglio interno na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Durante a busca e apreensão realizada em uma cobertura de luxo, agentes recolheram malas de dinheiro em espécie e uma coleção de joias avaliada em milhões de reais. No entanto, ao chegar à delegacia para a lavratura do auto de apreensão, o montante registrado foi significativamente menor do que o que foi visto sendo retirado do imóvel.

A discrepância foi notada pela defesa do investigado, que apresentou imagens de câmeras de segurança do edifício mostrando a saída de bolsas volumosas que não constam integralmente no relatório final. O caso levanta suspeitas de peculato e corrupção dentro da própria equipe que executou o mandado. A Corregedoria Geral de Polícia (CGPOL) já solicitou a listagem de todos os agentes que tiveram acesso ao imóvel e ao cofre da residência.

O “sumiço” de bens apreendidos é um problema recorrente que mina a credibilidade das instituições. Especialistas apontam que a falta de lacração imediata e filmagem contínua durante a manipulação de valores em espécie facilita esse tipo de desvio. Agora, o Ministério Público também entrou no caso para garantir que o patrimônio — que deveria ser destinado ao Estado após o processo — não se perca nos “buracos negros” do sistema de custódia.


Entenda o Fluxo de Custódia (e onde ele falhou)

  1. Apreensão: O bem deve ser listado e fotografado no local onde foi encontrado.
  2. Lacre: Valores e joias devem ser colocados em envelopes de segurança numerados e lacrados na presença de testemunhas.
  3. Transporte: O material deve ser escoltado diretamente para a delegacia ou depósito de bens apreendidos.
  4. Depósito Judicial: Dinheiro deve ser depositado em conta judicial e joias encaminhadas à Caixa Econômica Federal para avaliação e guarda.

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