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Policial

Operação investiga corrupção policial e financiamento do PCC em São Paulo

MP de São Paulo realiza operação contra financiamento do PCC e corrupção policial.

21/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h16
Operação investiga corrupção policial e financiamento do PCC em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo realizara, nesta terça-feira (21), uma operação contra suspeitos de financiar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de atuar nos chamados “tribunais do crime”. A denúncia do MP trouxe à tona uma rede de “corrupção sistêmica de policiais”, que interferia em investigações que poderiam afetar o sistema financeiro da facção criminosa.

As investigações foram baseadas em mensagens interceptadas e planilhas de transações financeiras, e mencionaram nomes de oficiais de alta patente da Polícia Militar do estado. Contudo, os militares não estão sendo investigados e não foram denunciados.

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Entre os policiais citados no documento, figura o Coronel Pereira Martins, que é descrito como alguém com relações de amizade com os alvos Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, ambos presos durante a ação. Registros indicam que o oficial participava de grupos de mensagens sociais e se dispunha a intermediar contatos com outras autoridades.

Outro nome mencionado é o do Coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar e ex-comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Apareceu em diálogos dos investigados, sugerindo uma possível ligação com o operador financeiro do grupo criminoso Amjad Ahmad, que operava a partir do Tatuapé em parceria com outros lavadores de dinheiro.

Além disso, o Coronel “Patrício” foi identificado em planilhas de despesas do grupo como “cliente”, com registros de pagamentos em dinheiro vivo provenientes de atividades ilícitas conhecidas como “ticketagem”. Mensagens revelaram que os operadores buscavam levantar fundos para “pagar a polícia”.

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O grupo investigado funcionava como uma espécie de “banco” destinado à movimentação de recursos ilícitos. Um dos principais nomes tidos como clientes era Leonador Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, apontado como chefe da facção na Favela do Moinho, no Centro de São Paulo.

A investigação também detalhou que o empresário Cléber Azevedo dos Santos recorreu a “tribunais do crime” do PCC para resolver disputas imobiliárias. Um dos conflitos envolvia um imóvel de luxo em Riviera de São Lourenço, cuja resolução teria passado por uma intervenção direta da liderança da facção.

Na manhã desta terça-feira, 11 alvos foram presos e cinco estão foragidos. “Leo do Moinho” e “Buiu” já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados. De acordo com o MP, os investigados teriam realizado operações que envolviam entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros, além da movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores do PCC.

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A representação embasou os pedidos de busca e apreensão, prisão preventiva e bloqueio do imóvel, que agora estão sendo analisados pela Justiça. Essa investigação faz parte de um desdobramento das operações Bazaar e Recidere, que apuram um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção de policiais civis e financiamento do PCC.

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O Ministério Público de São Paulo realizara, nesta terça-feira (21), uma operação contra suspeitos de financiar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de atuar nos chamados “tribunais do crime”. A denúncia do MP trouxe à tona uma rede de “corrupção sistêmica de policiais”, que interferia em investigações que poderiam afetar o sistema financeiro da facção criminosa.

As investigações foram baseadas em mensagens interceptadas e planilhas de transações financeiras, e mencionaram nomes de oficiais de alta patente da Polícia Militar do estado. Contudo, os militares não estão sendo investigados e não foram denunciados.

Entre os policiais citados no documento, figura o Coronel Pereira Martins, que é descrito como alguém com relações de amizade com os alvos Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, ambos presos durante a ação. Registros indicam que o oficial participava de grupos de mensagens sociais e se dispunha a intermediar contatos com outras autoridades.

Outro nome mencionado é o do Coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar e ex-comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Apareceu em diálogos dos investigados, sugerindo uma possível ligação com o operador financeiro do grupo criminoso Amjad Ahmad, que operava a partir do Tatuapé em parceria com outros lavadores de dinheiro.

Além disso, o Coronel “Patrício” foi identificado em planilhas de despesas do grupo como “cliente”, com registros de pagamentos em dinheiro vivo provenientes de atividades ilícitas conhecidas como “ticketagem”. Mensagens revelaram que os operadores buscavam levantar fundos para “pagar a polícia”.

O grupo investigado funcionava como uma espécie de “banco” destinado à movimentação de recursos ilícitos. Um dos principais nomes tidos como clientes era Leonador Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, apontado como chefe da facção na Favela do Moinho, no Centro de São Paulo.

A investigação também detalhou que o empresário Cléber Azevedo dos Santos recorreu a “tribunais do crime” do PCC para resolver disputas imobiliárias. Um dos conflitos envolvia um imóvel de luxo em Riviera de São Lourenço, cuja resolução teria passado por uma intervenção direta da liderança da facção.

Na manhã desta terça-feira, 11 alvos foram presos e cinco estão foragidos. “Leo do Moinho” e “Buiu” já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados. De acordo com o MP, os investigados teriam realizado operações que envolviam entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros, além da movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores do PCC.

A representação embasou os pedidos de busca e apreensão, prisão preventiva e bloqueio do imóvel, que agora estão sendo analisados pela Justiça. Essa investigação faz parte de um desdobramento das operações Bazaar e Recidere, que apuram um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção de policiais civis e financiamento do PCC.

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