Uma operação contra um esquema de rachadinhas na Assembleia Legislativa de Rondônia resultou na prisão de dois servidores comissionados e no afastamento de outros 11 nesta quinta-feira, 09 de julho de 2026.
A ação, realizada pela Polícia Federal, teve como alvo suspeitos envolvidos em lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e formação de associação criminosa. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão na cidade de Ariquemes, incluindo ações na prefeitura local.
Na capital, Porto Velho, os agentes da Polícia Federal também realizaram buscas na sede da Assembleia Legislativa, além de endereços em Manaus, no estado do Amazonas.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens, ativos financeiros e criptoativos relacionados aos investigados. Durante a operação, a PF apreendeu maços de dinheiro, relógios de luxo, automóveis e equipamentos eletrônicos.
A investigação teve início em 2024, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) emitir relatórios que revelaram movimentações suspeitas de uma empresa localizada em Manaus.
A Polícia Federal identificou a existência de uma associação criminosa estruturada em duas frentes: uma dedicada à fraude em licitações e ao direcionamento de contratos públicos em Ariquemes, e outra voltada ao desvio de recursos públicos por meio de rachadinhas, utilizando contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa do Estado.
Foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 9 milhões, valores que são incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos na investigação.
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