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Segurança Pública

Operações Escudo e Verão custaram R$349 mi e deixaram 84 mortos em SP

Estudo aponta que Operações Escudo e Verão custaram mais de R$ 349 milhões em SP.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h15
Operações Escudo e Verão custaram R$349 mi e deixaram 84 mortos em SP

Instituto Vladimir Herzog detalha destino dos recursos de 2023-24 em São Paulo, com gastos acima de R$349 milhões envolvendo PM, perícia e Judiciário. Relatório registra 84 óbitos, 82% homens negros de baixa renda.

As Operações Escudo e Verão, implementadas em resposta ao crime organizado após a morte de policiais militares na Baixada Santista, custaram mais de R$ 349 milhões aos cofres públicos, conforme levantamento do Instituto Vladimir Herzog. O estudo considera as despesas da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica e do sistema de Justiça de São Paulo.

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Realizadas entre 2023 e 2024, as operações resultaram na morte de 84 pessoas, sendo 82% delas homens, negros e de baixa renda. O relatório aponta que parte dos recursos foi destinada a ações de segurança e procedimentos após as mortes, incluindo gastos com investigações e perícias.

Os pesquisadores que elaboraram o estudo enviaram ofícios e buscaram dados no site de transparência do estado, envolvendo órgãos como a Polícia Civil, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Polícia Militar. Segundo o documento, a operação consumiu 1% do orçamento liquidado em 2023 pela Polícia Militar.

Mais de 7,9 mil policiais participaram das operações, com gastos estimados em R$ 4.461.572,55 apenas em armamentos e materiais operacionais. No entanto, o Instituto critica que as ações mobilizaram recursos públicos para promover mortes, encarceramento em massa e sofrimento social.

A Operação Escudo foi iniciada em julho de 2023 após a morte do policial da Rota, Patrick Bastos Reis, no Guarujá. Em seguida, a Operação Verão começou no início de 2024 após a morte de outros policiais, como Marcelo Augusto da Silva e Samuel Wesley Cosmo.

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O governo de São Paulo alegou que as operações tinham como foco o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Contudo, em janeiro de 2026, a Defensoria Pública de São Paulo, junto com a Conectas Direitos Humanos, denunciou o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos por supostas violações de direitos humanos durante as operações.

O levantamento também revela que o número de denúncias e responsabilizações de agentes não corresponde à quantidade de mortes ocorridas. Apenas quatro policiais da Rota foram denunciados pelos assassinatos de duas pessoas, enquanto outros cinco se tornaram réus pela morte de quatro homens. Dentre 23 casos analisados, ao menos 17 foram arquivados pelo Ministério Público, sem denúncias contra os agentes envolvidos.

Uma das mortes registradas, de um homem de 33 anos, foi documentada por câmeras corporais, mas, segundo o instituto, nenhuma das gravações mostra a vítima armada, e os policiais não foram responsabilizados. O relatório conclui que a operação, sem base investigativa legítima, representa a banalização da morte e a falta de responsabilização do Estado.

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Em nota, o governo de São Paulo afirmou que todas as mortes foram investigadas e destacou ações contínuas para preservar a vida e melhorar o trabalho policial. O estado enfatizou também os resultados das operações, incluindo a prisão de 2.162 criminosos e a apreensão de 238 armas de fogo.

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Instituto Vladimir Herzog detalha destino dos recursos de 2023-24 em São Paulo, com gastos acima de R$349 milhões envolvendo PM, perícia e Judiciário. Relatório registra 84 óbitos, 82% homens negros de baixa renda.

As Operações Escudo e Verão, implementadas em resposta ao crime organizado após a morte de policiais militares na Baixada Santista, custaram mais de R$ 349 milhões aos cofres públicos, conforme levantamento do Instituto Vladimir Herzog. O estudo considera as despesas da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica e do sistema de Justiça de São Paulo.

Realizadas entre 2023 e 2024, as operações resultaram na morte de 84 pessoas, sendo 82% delas homens, negros e de baixa renda. O relatório aponta que parte dos recursos foi destinada a ações de segurança e procedimentos após as mortes, incluindo gastos com investigações e perícias.

Os pesquisadores que elaboraram o estudo enviaram ofícios e buscaram dados no site de transparência do estado, envolvendo órgãos como a Polícia Civil, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Polícia Militar. Segundo o documento, a operação consumiu 1% do orçamento liquidado em 2023 pela Polícia Militar.

Mais de 7,9 mil policiais participaram das operações, com gastos estimados em R$ 4.461.572,55 apenas em armamentos e materiais operacionais. No entanto, o Instituto critica que as ações mobilizaram recursos públicos para promover mortes, encarceramento em massa e sofrimento social.

A Operação Escudo foi iniciada em julho de 2023 após a morte do policial da Rota, Patrick Bastos Reis, no Guarujá. Em seguida, a Operação Verão começou no início de 2024 após a morte de outros policiais, como Marcelo Augusto da Silva e Samuel Wesley Cosmo.

O governo de São Paulo alegou que as operações tinham como foco o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Contudo, em janeiro de 2026, a Defensoria Pública de São Paulo, junto com a Conectas Direitos Humanos, denunciou o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos por supostas violações de direitos humanos durante as operações.

O levantamento também revela que o número de denúncias e responsabilizações de agentes não corresponde à quantidade de mortes ocorridas. Apenas quatro policiais da Rota foram denunciados pelos assassinatos de duas pessoas, enquanto outros cinco se tornaram réus pela morte de quatro homens. Dentre 23 casos analisados, ao menos 17 foram arquivados pelo Ministério Público, sem denúncias contra os agentes envolvidos.

Uma das mortes registradas, de um homem de 33 anos, foi documentada por câmeras corporais, mas, segundo o instituto, nenhuma das gravações mostra a vítima armada, e os policiais não foram responsabilizados. O relatório conclui que a operação, sem base investigativa legítima, representa a banalização da morte e a falta de responsabilização do Estado.

Em nota, o governo de São Paulo afirmou que todas as mortes foram investigadas e destacou ações contínuas para preservar a vida e melhorar o trabalho policial. O estado enfatizou também os resultados das operações, incluindo a prisão de 2.162 criminosos e a apreensão de 238 armas de fogo.

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