Com foco no bioma amazônico, mais de dois mil profissionais da educação da rede pública estadual matriculados na formação em práticas de sustentabilidade e educação ambiental
Na rede pública estadual de ensino do Pará, mais de dois mil professores, coordenadores e gestores estão matriculados na formação em práticas de sustentabilidade e educação ambiental. O objetivo é aproximar a prática docente das discussões sobre mudanças climáticas e preservação ambiental e desenvolvimento sustentável — temas que estarão no centro dos debates globais durante a COP30, realizada em Belém (PA).
A pós-graduação gratuita em educação ambiental foi oferecida pela Secretaria Estadual de Educação do Pará (Seduc) e Instituto Ânima, em parceria com universidades locais. A formação dialoga com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que inclui a Educação Ambiental como tema transversal e orienta as escolas a desenvolver competências socioemocionais, científicas e cidadãs relacionadas à sustentabilidade, consciência ecológica e justiça socioambiental.
Para a coordenadora de Formação Docente do Instituto Ânima, Naiane Loureiro dos Santos, ao fortalecer o papel do professor como mediador dessas aprendizagens, a pós-graduação amplia a capacidade das escolas de traduzirem a pauta climática global em experiências concretas e interdisciplinares, propondo soluções para os desafios ambientais. no território paraense.
“A escola é um espaço importante para se aprender os hábitos de consumo responsáveis, o combate ao desperdício e os princípios de economia circular, colocando crianças, jovens e professores como agentes reais da mudança. A formação de cidadãos conscientes molda comunidades resilientes e transforma comportamentos”, afirma Naiane, que complementa: “A educação escolar deve estar no centro da construção de uma cultura de prevenção. Com a escalada dos riscos de desastres ambientais, as escolas precisam estar preparadas para novos contextos socioambientais de mudanças climáticas”.
Desenvolvida com foco no bioma amazônico e sua integração com os povos originários, em articulação com universidades e organizações da sociedade civil, a iniciativa busca fortalecer o papel da escola como agente de transformação climática, estimulando educadores a promoverem práticas pedagógicas que conectam o ensino à realidade ambiental e cultural do território.
Por meio da formação continuada com os educadores, o projeto favorece a replicação dos aprendizados personalizados nas redes de ensino, ampliando o alcance das práticas sustentáveis e tornando a educação ambiental uma ferramenta de transformação social. Para o Instituto Ânima e a Seduc, iniciativas como essa representam um legado educacional da COP30, conectando a agenda global do clima à formação de professores à transformação concreta em favor da preservação do meio ambiente.
Dia da Educação na COP30
Um dos painéis da COP30 abordou o tema da educação ambiental e contou com a participação do Instituto Ânima. Organizado pelo MEC (Ministério da Educação), o convite partiu do secretário de Educação do Pará, Ricardo Sefer, e incluiu outras agendas no estado, como a visita ao CISEB (Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica) e a escolas que desenvolvem projetos de educação ambiental.
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