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Saúde

Patente da semaglutida expira nesta sexta-feira e abre caminho para versões mais baratas

A patente da semaglutida no Brasil vence nesta sexta-feira (20), liberando a possibilidade de produção de medicamentos mais acessíveis com esse...

20/03/2026 · 16h38 · Atualizado às 19h00
Patente da semaglutida expira nesta sexta-feira e abre caminho para versões mais baratas

A patente da semaglutida no Brasil vence nesta sexta-feira (20), liberando a possibilidade de produção de medicamentos mais acessíveis com esse princípio ativo, usado em remédios como o Ozempic e em versões popularesmente chamadas de “canetas emagrecedoras”.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há atualmente oito pedidos em análise para novos medicamentos à base de semaglutida. Desses, dois requerimentos de registro para semaglutida sintética estão com exigências pendentes, ou seja, aguardam a apresentação de documentos ou dados pelas empresas envolvidas.

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A Anvisa informou que, para esses dois processos, o prazo das empresas para responder às exigências vai até o final de junho, o que impede estabelecer um cronograma certo para a conclusão das análises. Na categoria de produtos biológicos, a agência aponta que um pedido está em avaliação e outro ainda não iniciou a análise.

Os demais pedidos em tramitação devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril, ressalta a Anvisa. Essa posição pode resultar em aprovação, reprovação ou em novas exigências técnicas a serem cumpridas pelas empresas.

Desafio técnico e segurança

A Anvisa lembra que os medicamentos já registrados com semaglutida são classificados como produtos biológicos. Os novos pedidos em avaliação se dividem em dois tipos: biossimilares, quando obtidos por via biológica, e análogos sintéticos, produzidos por síntese química — conhecidos também como análogos sintéticos de peptídeos biológicos.

A agência destaca que, por serem biológicos, esses produtos não podem ser registrados como genéricos e devem se enquadrar em categorias específicas. Além disso, a avaliação dos análogos sintéticos representa um desafio técnico para reguladores globalmente. Até o momento, as principais agências de medicamentos — do Japão, da União Europeia e dos Estados Unidos — não registraram análogos sintéticos da semaglutida.

Isso decorre da necessidade de submeter esses produtos a critérios de avaliação tanto aplicáveis a fármacos sintéticos (como controle de resíduos de solventes, catalisadores metálicos e impurezas químicas) quanto aos próprios de biológicos (risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).

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Principais pontos de avaliação

Entre os aspectos técnicos que recebem maior atenção estão ensaios para detectar impurezas, avaliação da formação de agregados, garantia de esterilidade e análise do potencial imunogênico. A preocupação central é evitar reações imunes indesejadas, como a produção de anticorpos anti-fármaco, que podem reduzir a eficácia do tratamento ou causar reações imunológicas mais graves.

Justiça

Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não admitiu pedido de prorrogação do prazo das patentes do Ozempic e do Rybelsus — este último com semaglutida em formulação oral. A ação foi proposta pela dinamarquesa Novo Nordisk e sua filial no país contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), buscando o reconhecimento de mora administrativa na tramitação das patentes.

As instâncias ordinárias negaram a extensão por entenderem que o entendimento consolidado a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 no Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que a vigência da patente de invenção é de 20 anos contados a partir do depósito junto ao Inpi, vedando a prorrogação judicial em razão de eventual atraso administrativo.

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Com a expiração da patente, abre-se a possibilidade de entrada no mercado de produtos concorrentes, sujeita às avaliações e aprovações regulatórias previstas.

 

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A patente da semaglutida no Brasil vence nesta sexta-feira (20), liberando a possibilidade de produção de medicamentos mais acessíveis com esse princípio ativo, usado em remédios como o Ozempic e em versões popularesmente chamadas de “canetas emagrecedoras”.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há atualmente oito pedidos em análise para novos medicamentos à base de semaglutida. Desses, dois requerimentos de registro para semaglutida sintética estão com exigências pendentes, ou seja, aguardam a apresentação de documentos ou dados pelas empresas envolvidas.

A Anvisa informou que, para esses dois processos, o prazo das empresas para responder às exigências vai até o final de junho, o que impede estabelecer um cronograma certo para a conclusão das análises. Na categoria de produtos biológicos, a agência aponta que um pedido está em avaliação e outro ainda não iniciou a análise.

Os demais pedidos em tramitação devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril, ressalta a Anvisa. Essa posição pode resultar em aprovação, reprovação ou em novas exigências técnicas a serem cumpridas pelas empresas.

Desafio técnico e segurança

A Anvisa lembra que os medicamentos já registrados com semaglutida são classificados como produtos biológicos. Os novos pedidos em avaliação se dividem em dois tipos: biossimilares, quando obtidos por via biológica, e análogos sintéticos, produzidos por síntese química — conhecidos também como análogos sintéticos de peptídeos biológicos.

A agência destaca que, por serem biológicos, esses produtos não podem ser registrados como genéricos e devem se enquadrar em categorias específicas. Além disso, a avaliação dos análogos sintéticos representa um desafio técnico para reguladores globalmente. Até o momento, as principais agências de medicamentos — do Japão, da União Europeia e dos Estados Unidos — não registraram análogos sintéticos da semaglutida.

Isso decorre da necessidade de submeter esses produtos a critérios de avaliação tanto aplicáveis a fármacos sintéticos (como controle de resíduos de solventes, catalisadores metálicos e impurezas químicas) quanto aos próprios de biológicos (risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).

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Principais pontos de avaliação

Entre os aspectos técnicos que recebem maior atenção estão ensaios para detectar impurezas, avaliação da formação de agregados, garantia de esterilidade e análise do potencial imunogênico. A preocupação central é evitar reações imunes indesejadas, como a produção de anticorpos anti-fármaco, que podem reduzir a eficácia do tratamento ou causar reações imunológicas mais graves.

Justiça

Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não admitiu pedido de prorrogação do prazo das patentes do Ozempic e do Rybelsus — este último com semaglutida em formulação oral. A ação foi proposta pela dinamarquesa Novo Nordisk e sua filial no país contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), buscando o reconhecimento de mora administrativa na tramitação das patentes.

As instâncias ordinárias negaram a extensão por entenderem que o entendimento consolidado a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 no Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que a vigência da patente de invenção é de 20 anos contados a partir do depósito junto ao Inpi, vedando a prorrogação judicial em razão de eventual atraso administrativo.

Com a expiração da patente, abre-se a possibilidade de entrada no mercado de produtos concorrentes, sujeita às avaliações e aprovações regulatórias previstas.

 

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