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Perícia aponta frio como causa de explosão mortal em Fábrica de explosivos no Paraná

A perícia da explosão que matou nove pessoas em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras, na Grande Curitiba, identificou que o frio pode ter sido um dos fatores que contribuíram para a tragédia. A baixa temperatura do dia, que registrou 3ºC, teria afetado o comportamento do explosivo chamado pentolite.

16/09/2025 · 10h59 · Atualizado às 19h06
Perícia aponta frio como causa de explosão mortal em Fábrica de explosivos no Paraná

A perícia da explosão que matou nove pessoas em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras, na Grande Curitiba, identificou que o frio pode ter sido um dos fatores que contribuíram para a tragédia. A baixa temperatura do dia, que registrou 3ºC, teria afetado o comportamento do explosivo chamado pentolite.

O pentolite é uma mistura de TNT e nitropenta que é segura de ser manuseada acima de 85ºC, quando está em estado líquido. No entanto, abaixo de 70ºC, o material começa a solidificar e se torna perigosamente sensível ao atrito.

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De acordo com o perito Jerry Cristian Gandin, a baixa temperatura pode ter causado a solidificação do explosivo. Isso, por sua vez, pode ter levado à criação de uma faísca por atrito entre o agitador e o material solidificado, causando a explosão. O laudo da perícia ainda cita um acidente similar que aconteceu nos Estados Unidos em 1998, também causado pela solidificação do pentolite devido ao frio.

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Apesar da influência do clima, a delegada responsável pelo caso ressaltou que a explosão não foi resultado de um único fator. “Como toda fábrica, tem intercorrência, tem falha de equipamento, tem falha humana. Mas nenhuma dessas falhas que foram apontadas nos depoimentos seria grave ao ponto de causar um acidente desse quando considerada isoladamente”, afirmou.

O Ministério Público e o Exército acompanham as investigações e uma reunião com peritos deve ser realizada para definir medidas que reforcem a segurança na fabricação de explosivos.

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A perícia da explosão que matou nove pessoas em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras, na Grande Curitiba, identificou que o frio pode ter sido um dos fatores que contribuíram para a tragédia. A baixa temperatura do dia, que registrou 3ºC, teria afetado o comportamento do explosivo chamado pentolite.

O pentolite é uma mistura de TNT e nitropenta que é segura de ser manuseada acima de 85ºC, quando está em estado líquido. No entanto, abaixo de 70ºC, o material começa a solidificar e se torna perigosamente sensível ao atrito.

De acordo com o perito Jerry Cristian Gandin, a baixa temperatura pode ter causado a solidificação do explosivo. Isso, por sua vez, pode ter levado à criação de uma faísca por atrito entre o agitador e o material solidificado, causando a explosão. O laudo da perícia ainda cita um acidente similar que aconteceu nos Estados Unidos em 1998, também causado pela solidificação do pentolite devido ao frio.

Apesar da influência do clima, a delegada responsável pelo caso ressaltou que a explosão não foi resultado de um único fator. “Como toda fábrica, tem intercorrência, tem falha de equipamento, tem falha humana. Mas nenhuma dessas falhas que foram apontadas nos depoimentos seria grave ao ponto de causar um acidente desse quando considerada isoladamente”, afirmou.

O Ministério Público e o Exército acompanham as investigações e uma reunião com peritos deve ser realizada para definir medidas que reforcem a segurança na fabricação de explosivos.

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