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Golpistas usam dados de vítimas de enchentes para lavagem de dinheiro

Uma investigação revelou que uma organização criminosa internacional usou dados de moradores vulneráveis do bairro Jardim Pantanal, em São Paulo, para um esquema de lavagem de dinheiro milionário. A quadrilha se aproveitou da situação de pessoas que perderam tudo em enchentes para aplicar golpes e movimentar milhões de reais por meio de fintechs.

16/09/2025 · 11h04
Golpistas usam dados de vítimas de enchentes para lavagem de dinheiro

Uma investigação revelou que uma organização criminosa internacional usou dados de moradores vulneráveis do bairro Jardim Pantanal, em São Paulo, para um esquema de lavagem de dinheiro milionário. A quadrilha se aproveitou da situação de pessoas que perderam tudo em enchentes para aplicar golpes e movimentar milhões de reais por meio de fintechs.

A moradora Santielle de Souza foi uma das vítimas. Após as enchentes de 2022, um grupo de pessoas bateu à sua porta oferecendo um cadastro para receber uma cesta básica e R$ 100, mas pedia o RG para fazer a inscrição. Santielle fez o cadastro e recebeu o dinheiro, mas a cesta nunca chegou. Em compensação, surgiram multas de trânsito, contas bloqueadas e um CPF inválido.

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O Esquema Milionário

Segundo a investigação, os dados das vítimas eram usados para abrir contas bancárias em nome delas, que depois serviam para lavar dinheiro. A informação mostra que os dados eram repassados a empresas de fachada, que transferiam os valores para fintechs ligadas à quadrilha.

Uma dessas empresas, a RMD Administração Empresarial, teria movimentado R$ 480 milhões. Parte do dinheiro passou pela 2GO Instituição de Pagamentos, em nome do policial civil Cyllas Salerno Elias, que foi preso durante a operação.

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O esquema foi descoberto por acaso na cidade de Rosana, após um morador denunciar que perdeu R$ 33 mil em uma plataforma digital. A investigação revelou que a quadrilha é formada por brasileiros e chineses e já fez mais de 3 mil vítimas em todo o Brasil.

Apesar de cinco suspeitos já terem sido presos, as defesas dos investigados negam o envolvimento.

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Uma investigação revelou que uma organização criminosa internacional usou dados de moradores vulneráveis do bairro Jardim Pantanal, em São Paulo, para um esquema de lavagem de dinheiro milionário. A quadrilha se aproveitou da situação de pessoas que perderam tudo em enchentes para aplicar golpes e movimentar milhões de reais por meio de fintechs.

A moradora Santielle de Souza foi uma das vítimas. Após as enchentes de 2022, um grupo de pessoas bateu à sua porta oferecendo um cadastro para receber uma cesta básica e R$ 100, mas pedia o RG para fazer a inscrição. Santielle fez o cadastro e recebeu o dinheiro, mas a cesta nunca chegou. Em compensação, surgiram multas de trânsito, contas bloqueadas e um CPF inválido.

O Esquema Milionário

Segundo a investigação, os dados das vítimas eram usados para abrir contas bancárias em nome delas, que depois serviam para lavar dinheiro. A informação mostra que os dados eram repassados a empresas de fachada, que transferiam os valores para fintechs ligadas à quadrilha.

Uma dessas empresas, a RMD Administração Empresarial, teria movimentado R$ 480 milhões. Parte do dinheiro passou pela 2GO Instituição de Pagamentos, em nome do policial civil Cyllas Salerno Elias, que foi preso durante a operação.

O esquema foi descoberto por acaso na cidade de Rosana, após um morador denunciar que perdeu R$ 33 mil em uma plataforma digital. A investigação revelou que a quadrilha é formada por brasileiros e chineses e já fez mais de 3 mil vítimas em todo o Brasil.

Apesar de cinco suspeitos já terem sido presos, as defesas dos investigados negam o envolvimento.

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