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Cidades

Perícia conclui feminicídio em caso de mulher que ingeriu sorvete envenenado

A Polícia Civil de Sergipe classificou como feminicídio a morte de uma mulher que consumiu sorvete contaminado por veneno no dia 20 de abril, segundo...

02/06/2026 · 21h37
Perícia conclui feminicídio em caso de mulher que ingeriu sorvete envenenado

A Polícia Civil de Sergipe classificou como feminicídio a morte de uma mulher que consumiu sorvete contaminado por veneno no dia 20 de abril, segundo laudos da Polícia Científica divulgados nesta terça-feira, 2. O suspeito do crime foi preso em 9 de maio.

O delegado Kássio Viana, responsável pelo caso, informou que a ocorrência chegou inicialmente como um possível suicídio envolvendo o casal. No local, a equipe encontrou o homem consciente e sem sinais compatíveis com intoxicação por chumbinho, enquanto a mulher já estava sem vida, o que chamou a atenção dos investigadores.

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Em depoimento, o suspeito relatou que a vítima vivia quadro depressivo e teria sugerido que ambos tirassem a própria vida. Ele disse ainda ter preparado dois potes de sorvete com a substância tóxica e alegou que os dois teriam ingerido o produto. No entanto, os investigadores apontaram inconsistências nessa versão.

Os exames laboratoriais realizados pela Polícia Científica reforçaram as dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo suspeito. Conforme o coordenador-geral de perícias, Victor Barros, o exame microscópico do corpo da vítima revelou sinais compatíveis com intoxicação, e a análise toxicológica identificou a presença de aldicarbe, conhecido como “chumbinho”.

Além das análises toxicológicas, peritos também produziram laudos de perícia em computação forense que examinaram diálogos relacionados ao caso, auxiliando as apurações. A equipe técnica avaliou ainda a hipótese de uma pessoa ingerir a mesma dose e não manifestar sintomas.

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De acordo com Victor Barros, a literatura científica e os conhecimentos técnicos sobre o aldicarbe apontam que, se o investigado tivesse consumido o veneno da mesma maneira que a vítima, ele obrigatoriamente apresentaria sintomas como salivação excessiva, tremores, convulsões e outras manifestações do comprometimento do sistema nervoso.

policiacientifica_casofeminicidio_ssp

A ausência de sinais clínicos compatíveis no homem foi considerada elemento relevante para a elucidação do crime. O perito destacou que o mecanismo de ação do aldicarbe no organismo geralmente provoca reações agudas que não condizem com a descrição do suspeito de que teria tomado o veneno e, em seguida, apenas dormido.

Com base nos laudos e nas contradições do depoimento, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio qualificado por violência contra a mulher.

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A Polícia Civil de Sergipe classificou como feminicídio a morte de uma mulher que consumiu sorvete contaminado por veneno no dia 20 de abril, segundo laudos da Polícia Científica divulgados nesta terça-feira, 2. O suspeito do crime foi preso em 9 de maio.

O delegado Kássio Viana, responsável pelo caso, informou que a ocorrência chegou inicialmente como um possível suicídio envolvendo o casal. No local, a equipe encontrou o homem consciente e sem sinais compatíveis com intoxicação por chumbinho, enquanto a mulher já estava sem vida, o que chamou a atenção dos investigadores.

Em depoimento, o suspeito relatou que a vítima vivia quadro depressivo e teria sugerido que ambos tirassem a própria vida. Ele disse ainda ter preparado dois potes de sorvete com a substância tóxica e alegou que os dois teriam ingerido o produto. No entanto, os investigadores apontaram inconsistências nessa versão.

Os exames laboratoriais realizados pela Polícia Científica reforçaram as dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo suspeito. Conforme o coordenador-geral de perícias, Victor Barros, o exame microscópico do corpo da vítima revelou sinais compatíveis com intoxicação, e a análise toxicológica identificou a presença de aldicarbe, conhecido como “chumbinho”.

Além das análises toxicológicas, peritos também produziram laudos de perícia em computação forense que examinaram diálogos relacionados ao caso, auxiliando as apurações. A equipe técnica avaliou ainda a hipótese de uma pessoa ingerir a mesma dose e não manifestar sintomas.

De acordo com Victor Barros, a literatura científica e os conhecimentos técnicos sobre o aldicarbe apontam que, se o investigado tivesse consumido o veneno da mesma maneira que a vítima, ele obrigatoriamente apresentaria sintomas como salivação excessiva, tremores, convulsões e outras manifestações do comprometimento do sistema nervoso.

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A ausência de sinais clínicos compatíveis no homem foi considerada elemento relevante para a elucidação do crime. O perito destacou que o mecanismo de ação do aldicarbe no organismo geralmente provoca reações agudas que não condizem com a descrição do suspeito de que teria tomado o veneno e, em seguida, apenas dormido.

Com base nos laudos e nas contradições do depoimento, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio qualificado por violência contra a mulher.

 

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