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Aracaju, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Perícia do TSE não encontra conteúdo falso no canal ‘Exército do Lula’

Relatório técnico do TSE não localizou publicações falsas no canal 'Exército do Lula', mas apontou atuação coordenada e linguagem polarizadora.

12/10/2026 · 16h33
Perícia do TSE não encontra conteúdo falso no canal ‘Exército do Lula’

A equipe técnica do TSE avaliou textos e vídeos do canal criado por André Janones e não identificou publicações falsas. O grupo foi reativado após decisão do corregedor Ricardo Villas Bôas Cuêva, em confronto com Kassio Nunes Marques.

Um relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identificou publicações falsas no canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, criado para apoiar a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O canal havia sido alvo de decisões conflitantes: no domingo (11) o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, derrubou decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e determinou a reativação do grupo. O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

O setor de combate à desinformação do TSE avaliou textos e vídeos publicados no canal, a pedido de Nunes Marques, em consequência dessas decisões divergentes sobre a liberação do espaço.

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”.

O relatório técnico, porém, fez ressalvas sobre o padrão das postagens. De acordo com as conclusões da perícia, foi identificada uma atuação coordenada para a disseminação de conteúdo e o uso recorrente de linguagem polarizadora.

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“Registra-se, ainda, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.

Antes das decisões assinadas por Kassio Nunes Marques e por Villas Bôas Cuêva, a legalidade do canal já estava judicializada no TSE. A campanha do candidato Flávio ajuizou ação que pede a cassação do mandato de André Janones e requereu a suspensão do canal.

No sábado (10), o ministro Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, solicitou que o presidenciável apresentasse informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal. Ao autorizar a reativação no domingo, Vilas Bôas Cuêva informou que o pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) para derrubar sua decisão foi protocolado na presidência do TSE em apenas 41 minutos.

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O documento técnico traz, assim, uma combinação de constatações: ausência de reprodução das afirmações específicas investigadas no período analisado, e ao mesmo tempo apontamentos sobre coordenação e linguagem polarizadora nas publicações. As decisões judiciais sobre o canal seguiram o trâmite no tribunal nos dias 10 e 11 de outubro de 2026, com repercussões imediatas sobre sua operação no WhatsApp.

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A equipe técnica do TSE avaliou textos e vídeos do canal criado por André Janones e não identificou publicações falsas. O grupo foi reativado após decisão do corregedor Ricardo Villas Bôas Cuêva, em confronto com Kassio Nunes Marques.

Um relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identificou publicações falsas no canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, criado para apoiar a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O canal havia sido alvo de decisões conflitantes: no domingo (11) o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, derrubou decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e determinou a reativação do grupo. O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

O setor de combate à desinformação do TSE avaliou textos e vídeos publicados no canal, a pedido de Nunes Marques, em consequência dessas decisões divergentes sobre a liberação do espaço.

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”.

O relatório técnico, porém, fez ressalvas sobre o padrão das postagens. De acordo com as conclusões da perícia, foi identificada uma atuação coordenada para a disseminação de conteúdo e o uso recorrente de linguagem polarizadora.

“Registra-se, ainda, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.

Antes das decisões assinadas por Kassio Nunes Marques e por Villas Bôas Cuêva, a legalidade do canal já estava judicializada no TSE. A campanha do candidato Flávio ajuizou ação que pede a cassação do mandato de André Janones e requereu a suspensão do canal.

No sábado (10), o ministro Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, solicitou que o presidenciável apresentasse informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal. Ao autorizar a reativação no domingo, Vilas Bôas Cuêva informou que o pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) para derrubar sua decisão foi protocolado na presidência do TSE em apenas 41 minutos.

O documento técnico traz, assim, uma combinação de constatações: ausência de reprodução das afirmações específicas investigadas no período analisado, e ao mesmo tempo apontamentos sobre coordenação e linguagem polarizadora nas publicações. As decisões judiciais sobre o canal seguiram o trâmite no tribunal nos dias 10 e 11 de outubro de 2026, com repercussões imediatas sobre sua operação no WhatsApp.

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