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Sergipe

Perímetros irrigados mantêm produção de amendoim em Sergipe durante todo o ano

A irrigação garantida pelo Governo de Sergipe permite que a cultura do amendoim seja cultivada e colhida de forma contínua no estado, diferentemente de outras regiões brasileiras onde a produção se concentra no período junino. De janeiro a agosto deste ano, os perímetros irrigados de Jacarecica I, em Itabaiana, e Piauí, em Lagarto, colheram 73,25 hectares de amendoim – aumento de 25,6% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O volume produzido chegou a 310 toneladas de vagens para cozimento, 31% superior ao registrado no ano anterior, rendendo R$ 1.752.790, crescimento de 27% para os agricultores irrigantes.

01/12/2025 · 11h40
Perímetros irrigados mantêm produção de amendoim em Sergipe durante todo o ano

A irrigação garantida pelo Governo de Sergipe permite que a cultura do amendoim seja cultivada e colhida de forma contínua no estado, diferentemente de outras regiões brasileiras onde a produção se concentra no período junino. De janeiro a agosto deste ano, os perímetros irrigados de Jacarecica I, em Itabaiana, e Piauí, em Lagarto, colheram 73,25 hectares de amendoim – aumento de 25,6% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O volume produzido chegou a 310 toneladas de vagens para cozimento, 31% superior ao registrado no ano anterior, rendendo R$ 1.752.790, crescimento de 27% para os agricultores irrigantes.

No Perímetro Irrigado Piauí, criado em 1987 no município de Lagarto, produtores destacam que o fornecimento regular de água foi decisivo para a expansão da atividade, especialmente do amendoim cozido, declarado patrimônio cultural e imaterial de Sergipe em 2021. Apenas em 2023, os cinco perímetros administrados pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), cultivaram 169,4 hectares, resultando em 794,6 toneladas de vagens e R$ 4.475.772,00 em receita para os irrigantes.

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Bons resultados no campo

A colheita de fim de ano mobiliza produtores como Antônio Barbosa, 22 anos, que administra 4,8 hectares com a família. “Estamos colhendo para vender na cidade porque os amendoins já estão maduros”, contou. Segundo ele, antes da implantação do perímetro irrigado, o cultivo dependia exclusivamente do regime de chuvas.

Outro lavrador, Raimundo Lisboa, conhecido como Cacá, cultiva 0,33 hectares em sistema rotativo. Na última safra, ele colheu 237 baldes de 12 litros cada, obtendo lucro aproximado de R$ 2 mil. A rapidez do ciclo, de cerca de três meses, permite até quatro plantios anuais sem necessidade de alternância de área.

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Aos 82 anos, Francisco Saturnino dos Santos, o Chiquinho de Neusa, segue ativo em uma área de 7,5 hectares que cultiva com dois de seus cinco filhos. Cada colheita de amendoim rende, em média, R$ 5 mil à família. Já Aguinobaldo José do Nascimento, o Badinho, planeja a sucessão no campo: com 0,6 hectares, prepara o filho de 23 anos para assumir a produção que, segundo ele, encontra mercado o ano todo.

Assistência técnica e diversificação

A Coderse fornece água e apoio técnico nos perímetros, inclusive para a adoção de tecnologias como fertirrigação e plasticultura. No Perímetro Irrigado de Lagarto, a produção agrícola totalizou 11 mil toneladas em 2024, impulsionada por melhorias na infraestrutura, como a instalação de novas motobombas.

Atualmente, a companhia administra seis projetos de irrigação: Califórnia (Canindé do São Francisco), Jabiberi (Tobias Barreto), Jacarecica I (Itabaiana), Jacarecica II (Malhador, Areia Branca e Riachuelo), Piauí (Lagarto) e Poção da Ribeira (Itabaiana).

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A irrigação garantida pelo Governo de Sergipe permite que a cultura do amendoim seja cultivada e colhida de forma contínua no estado, diferentemente de outras regiões brasileiras onde a produção se concentra no período junino. De janeiro a agosto deste ano, os perímetros irrigados de Jacarecica I, em Itabaiana, e Piauí, em Lagarto, colheram 73,25 hectares de amendoim – aumento de 25,6% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O volume produzido chegou a 310 toneladas de vagens para cozimento, 31% superior ao registrado no ano anterior, rendendo R$ 1.752.790, crescimento de 27% para os agricultores irrigantes.

No Perímetro Irrigado Piauí, criado em 1987 no município de Lagarto, produtores destacam que o fornecimento regular de água foi decisivo para a expansão da atividade, especialmente do amendoim cozido, declarado patrimônio cultural e imaterial de Sergipe em 2021. Apenas em 2023, os cinco perímetros administrados pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), cultivaram 169,4 hectares, resultando em 794,6 toneladas de vagens e R$ 4.475.772,00 em receita para os irrigantes.

Bons resultados no campo

A colheita de fim de ano mobiliza produtores como Antônio Barbosa, 22 anos, que administra 4,8 hectares com a família. “Estamos colhendo para vender na cidade porque os amendoins já estão maduros”, contou. Segundo ele, antes da implantação do perímetro irrigado, o cultivo dependia exclusivamente do regime de chuvas.

Outro lavrador, Raimundo Lisboa, conhecido como Cacá, cultiva 0,33 hectares em sistema rotativo. Na última safra, ele colheu 237 baldes de 12 litros cada, obtendo lucro aproximado de R$ 2 mil. A rapidez do ciclo, de cerca de três meses, permite até quatro plantios anuais sem necessidade de alternância de área.

Aos 82 anos, Francisco Saturnino dos Santos, o Chiquinho de Neusa, segue ativo em uma área de 7,5 hectares que cultiva com dois de seus cinco filhos. Cada colheita de amendoim rende, em média, R$ 5 mil à família. Já Aguinobaldo José do Nascimento, o Badinho, planeja a sucessão no campo: com 0,6 hectares, prepara o filho de 23 anos para assumir a produção que, segundo ele, encontra mercado o ano todo.

Assistência técnica e diversificação

A Coderse fornece água e apoio técnico nos perímetros, inclusive para a adoção de tecnologias como fertirrigação e plasticultura. No Perímetro Irrigado de Lagarto, a produção agrícola totalizou 11 mil toneladas em 2024, impulsionada por melhorias na infraestrutura, como a instalação de novas motobombas.

Atualmente, a companhia administra seis projetos de irrigação: Califórnia (Canindé do São Francisco), Jabiberi (Tobias Barreto), Jacarecica I (Itabaiana), Jacarecica II (Malhador, Areia Branca e Riachuelo), Piauí (Lagarto) e Poção da Ribeira (Itabaiana).

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