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Pesca de krill na Noruega pode afetar turismo de baleias no Brasil

Pesca de krill na Noruega pode impactar turismo de baleias no Brasil e sua migração.

12/07/2026 · 12h16
Pesca de krill na Noruega pode afetar turismo de baleias no Brasil
Baleia Franca_comparacao Brasil e Georgia do Sul” é sobre a baleia-franca identificada no Brasil foi avistada na área de alimentação próximo à Antártica.

A Noruega é responsável por mais de 60% do krill pescado na Antártica, um pequeno crustáceo que representa uma parte crucial da alimentação das baleias que migram para o Brasil durante a temporada de acasalamento, que ocorre entre junho e novembro. Este cenário levanta preocupações sobre o impacto da pesca no turismo de observação de baleias no país.

Uma pesquisa realizada pela campanha ‘Our Antarctica’ revela que 53% dos noruegueses não conhecem o krill ou apenas sabem o nome do crustáceo, e cerca de 81% admitiram não ter familiaridade com a pesca comercial na Antártica. Desde 2020, a pesca industrial de krill aumentou quase 140%, impulsionada pela demanda por rações de aquicultura, alimentos para animais de estimação e suplementos de ômega-3.

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“Quando confrontados com a importância do krill, 53% dos cidadãos noruegueses demonstram preocupação com a exploração do recurso”, afirmam os autores da pesquisa.

O debate anual entre os países signatários do Tratado Antártico acontecerá em outubro de 2026, onde será discutida a Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR). Espera-se que as práticas de pesca predatória do krill sejam debatidas e que novas convenções para ampliar áreas de proteção contra exploração comercial sejam propostas.

A Noruega, reconhecida por sua liderança em questões ambientais, enfrenta críticas em relação à pesca do krill. Em outubro de 2025, durante a última reunião do CCAMLR, uma fonte do governo brasileiro expressou preocupações sobre a pesca predatória e afirmou que o Brasil apoia a criação de Áreas Marinhas Protegidas. A fonte também destacou que o Brasil está aberto a discutir o aumento dos limites de captura, desde que haja respaldo científico e mecanismos efetivos de monitoramento ambiental.

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“O Brasil apoia a criação da Área Marinha Protegida e se preocupa com a captura do krill, mas não se opõe ao aumento do limite, desde que seja sustentável”, afirmou a fonte.

O krill, que mede cerca de um centímetro, é fundamental para a alimentação das baleias, e sua escassez pode impactar diretamente o turismo no Brasil, que pode gerar até R$ 140 milhões por ano. As baleias nadam da Antártica até as costas brasileiras em busca de águas mais quentes para se reproduzir. Sem o alimento disponível, esses cetáceos podem não conseguir realizar a migração de quase 4 mil km até o litoral brasileiro.

A campanha ‘Our Antarctica’, lançada em junho de 2025, uniu líderes oceânicos, cientistas e personalidades públicas como o ator Benedict Cumberbatch e a oceanógrafa Sylvia Earle. O relatório da campanha foi apoiado por mais de 70 líderes e alerta sobre os impactos devastadores da pesca industrial de krill, que ameaça a vida selvagem antártica, incluindo as baleias que migram para as águas da América Latina, do Pacífico e da África.

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A Noruega é responsável por mais de 60% do krill pescado na Antártica, um pequeno crustáceo que representa uma parte crucial da alimentação das baleias que migram para o Brasil durante a temporada de acasalamento, que ocorre entre junho e novembro. Este cenário levanta preocupações sobre o impacto da pesca no turismo de observação de baleias no país.

Uma pesquisa realizada pela campanha ‘Our Antarctica’ revela que 53% dos noruegueses não conhecem o krill ou apenas sabem o nome do crustáceo, e cerca de 81% admitiram não ter familiaridade com a pesca comercial na Antártica. Desde 2020, a pesca industrial de krill aumentou quase 140%, impulsionada pela demanda por rações de aquicultura, alimentos para animais de estimação e suplementos de ômega-3.

“Quando confrontados com a importância do krill, 53% dos cidadãos noruegueses demonstram preocupação com a exploração do recurso”, afirmam os autores da pesquisa.

O debate anual entre os países signatários do Tratado Antártico acontecerá em outubro de 2026, onde será discutida a Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR). Espera-se que as práticas de pesca predatória do krill sejam debatidas e que novas convenções para ampliar áreas de proteção contra exploração comercial sejam propostas.

A Noruega, reconhecida por sua liderança em questões ambientais, enfrenta críticas em relação à pesca do krill. Em outubro de 2025, durante a última reunião do CCAMLR, uma fonte do governo brasileiro expressou preocupações sobre a pesca predatória e afirmou que o Brasil apoia a criação de Áreas Marinhas Protegidas. A fonte também destacou que o Brasil está aberto a discutir o aumento dos limites de captura, desde que haja respaldo científico e mecanismos efetivos de monitoramento ambiental.

“O Brasil apoia a criação da Área Marinha Protegida e se preocupa com a captura do krill, mas não se opõe ao aumento do limite, desde que seja sustentável”, afirmou a fonte.

O krill, que mede cerca de um centímetro, é fundamental para a alimentação das baleias, e sua escassez pode impactar diretamente o turismo no Brasil, que pode gerar até R$ 140 milhões por ano. As baleias nadam da Antártica até as costas brasileiras em busca de águas mais quentes para se reproduzir. Sem o alimento disponível, esses cetáceos podem não conseguir realizar a migração de quase 4 mil km até o litoral brasileiro.

A campanha ‘Our Antarctica’, lançada em junho de 2025, uniu líderes oceânicos, cientistas e personalidades públicas como o ator Benedict Cumberbatch e a oceanógrafa Sylvia Earle. O relatório da campanha foi apoiado por mais de 70 líderes e alerta sobre os impactos devastadores da pesca industrial de krill, que ameaça a vida selvagem antártica, incluindo as baleias que migram para as águas da América Latina, do Pacífico e da África.

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