Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta mostra disputa acirrada entre senador e presidente e aponta empate técnico com margem de erro de dois pontos. O levantamento inclui brancos, nulos e indecisos.
A primeira pesquisa Quaest sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 aponta uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Divulgado nesta quarta-feira (14/10), o levantamento mostra o senador com 46% das intenções de voto, enquanto o atual presidente registra 44%.
Com margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos aparecem em empate técnico. O levantamento traz também os percentuais de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar, além dos indecisos.
Os números da intenção de voto estimulada — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — são os seguintes: Flávio Bolsonaro (PL): 46%; Lula (PT): 44%; branco, nulo ou não pretende votar: 9%; indecisos: 1%.
A pesquisa indica ainda que 91% dos eleitores já consideram definitiva a escolha do candidato para o segundo turno, enquanto 9% admitem que ainda podem mudar de opinião até a votação. O levantamento também investigou a rejeição dos presidenciáveis, a avaliação do governo federal e as expectativas dos eleitores sobre o resultado da disputa.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026, conforme consta no registro público da pesquisa.
Analistas costumam destacar que uma margem de erro de dois pontos torna frequente o conceito de “empate técnico” quando as intenções de voto ficam próximas. Neste caso, a diferença de dois pontos percentuais entre os candidatos coloca a disputa em cenário indefinido do ponto de vista estatístico.
Ao longo da campanha, fatores como rejeição, avaliação do governo e expectativas sobre o futuro costumam influenciar os votos de eleitores que ainda podem mudar de opção. A pesquisa mapeou esses índices entre os entrevistados, sem detalhar neste comunicado as faixas etárias, regiões ou segmentos que compõem cada parcela citada.
Os números divulgados nesta quarta (14/10) reforçam a tendência de polarização observada nas fases finais da corrida presidencial, com eleitorado concentrado em poucos nomes e porcentagens altas de definição entre os eleitores.

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