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Aracaju, Sábado, 24 de outubro de 2026
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Política

Lula rebate Flávio; acusações e pedido de desculpas aquecem debate presidencial

Debate na TV Globo teve troca de acusações, pedido de desculpas e confrontos sobre políticas sociais, endividamento e o SUS.

24/10/2026 · 14h15
Lula rebate Flávio; acusações e pedido de desculpas aquecem debate presidencial

Na TV Globo, Lula reagiu a provocações de Flávio Bolsonaro e houve intensa troca de acusações sobre políticas sociais, endividamento e saúde pública. Uma observação sobre a condição física do presidente desencadeou o embate.

O debate na TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por uma forte troca de acusações, um pedido de desculpas e defesa de propostas sobre políticas sociais, endividamento e saúde pública. O embate começou com uma reação do presidente a uma fala do adversário sobre sua condição física.

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Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda quando trabalhava como torneiro mecânico, em 1964, aos 17 anos. Em reação à observação, o presidente rejeitou a insinuação e vinculou a queixa a experiências pessoais e à defesa do mundo do trabalho.

“Ele disse uma grande asneira e eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar”.

Em seguida, Flávio pediu desculpas no ar.

“Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Peço desculpa de verdade”.

O debate prosseguiu com críticas mútuas sobre políticas sociais. Flávio cobrou do presidente desculpas à população em situação de rua e questionou a atuação do governo nesse tema. “Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas os moradores de rua que dobraram diante do seu governo. E combate a pobreza esse que você faz?”, disse o senador, que também repudiou ter sido chamado de miliciano.

Sobre a população em situação de rua, o programa citou dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas: 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025, número que representa aumento de 55% em relação a 2022. A pesquisa observou que parte do crescimento pode decorrer de diferenças metodológicas, busca ativa e inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais, sem que todo o incremento represente necessariamente novas pessoas em situação de rua. A menção de Flávio a um aumento de 100% foi destacada como imprecisa.

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No bloco sobre políticas sociais, Lula questionou Flávio pelo voto contrário à ampliação da licença-maternidade quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu ter votado contra e disse que mudou de posição:

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho, por até mais de 180 dias se possível.”

Lula criticou a justificativa e citou publicações antigas em que o adversário teria se referido ao Bolsa Família como “bolsa-farelo”, classificando isso como falta de respeito com a população em situação de pobreza. Flávio afirmou que pretende manter e ampliar benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

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No tema do endividamento, Flávio atribuiu ao governo a elevação dos juros e o aumento das dificuldades financeiras das famílias, citando uma dívida de R$ 11 trilhões, referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG). Propôs, caso eleito, usar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las. Lula respondeu que medidas de renegociação de dívidas já haviam sido encaminhadas pelo governo ao Senado e mencionou uma operação de R$ 15 bilhões que beneficiou 4,5 milhões de pessoas.

Na discussão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Lula questionou declarações atribuídas a integrante da equipe econômica de Flávio que apontariam ausência de investimentos no SUS e criticou a gestão da pandemia durante o governo anterior, ressaltando o papel do SUS na redução de mortes por covid-19.

“Como é que você quer melhorar a saúde desse país negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes?”

Flávio afirmou que manteria e ampliaria investimentos no SUS, criticou filas de atendimento e financiamento, e disse que o ajuste será feito em áreas como corrupção, burocracia e impostos. Em defesa de medidas ao setor, mencionou a situação das Santas Casas e a necessidade de aumentar a tabela de procedimentos do SUS.

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Na TV Globo, Lula reagiu a provocações de Flávio Bolsonaro e houve intensa troca de acusações sobre políticas sociais, endividamento e saúde pública. Uma observação sobre a condição física do presidente desencadeou o embate.

O debate na TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por uma forte troca de acusações, um pedido de desculpas e defesa de propostas sobre políticas sociais, endividamento e saúde pública. O embate começou com uma reação do presidente a uma fala do adversário sobre sua condição física.

Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda quando trabalhava como torneiro mecânico, em 1964, aos 17 anos. Em reação à observação, o presidente rejeitou a insinuação e vinculou a queixa a experiências pessoais e à defesa do mundo do trabalho.

“Ele disse uma grande asneira e eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar”.

Em seguida, Flávio pediu desculpas no ar.

“Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Peço desculpa de verdade”.

O debate prosseguiu com críticas mútuas sobre políticas sociais. Flávio cobrou do presidente desculpas à população em situação de rua e questionou a atuação do governo nesse tema. “Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas os moradores de rua que dobraram diante do seu governo. E combate a pobreza esse que você faz?”, disse o senador, que também repudiou ter sido chamado de miliciano.

Sobre a população em situação de rua, o programa citou dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas: 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025, número que representa aumento de 55% em relação a 2022. A pesquisa observou que parte do crescimento pode decorrer de diferenças metodológicas, busca ativa e inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais, sem que todo o incremento represente necessariamente novas pessoas em situação de rua. A menção de Flávio a um aumento de 100% foi destacada como imprecisa.

No bloco sobre políticas sociais, Lula questionou Flávio pelo voto contrário à ampliação da licença-maternidade quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu ter votado contra e disse que mudou de posição:

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho, por até mais de 180 dias se possível.”

Lula criticou a justificativa e citou publicações antigas em que o adversário teria se referido ao Bolsa Família como “bolsa-farelo”, classificando isso como falta de respeito com a população em situação de pobreza. Flávio afirmou que pretende manter e ampliar benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

No tema do endividamento, Flávio atribuiu ao governo a elevação dos juros e o aumento das dificuldades financeiras das famílias, citando uma dívida de R$ 11 trilhões, referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG). Propôs, caso eleito, usar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las. Lula respondeu que medidas de renegociação de dívidas já haviam sido encaminhadas pelo governo ao Senado e mencionou uma operação de R$ 15 bilhões que beneficiou 4,5 milhões de pessoas.

Na discussão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Lula questionou declarações atribuídas a integrante da equipe econômica de Flávio que apontariam ausência de investimentos no SUS e criticou a gestão da pandemia durante o governo anterior, ressaltando o papel do SUS na redução de mortes por covid-19.

“Como é que você quer melhorar a saúde desse país negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes?”

Flávio afirmou que manteria e ampliaria investimentos no SUS, criticou filas de atendimento e financiamento, e disse que o ajuste será feito em áreas como corrupção, burocracia e impostos. Em defesa de medidas ao setor, mencionou a situação das Santas Casas e a necessidade de aumentar a tabela de procedimentos do SUS.

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