Estudo inédito da Quaest aponta que registrar juridicamente quadrilhas juninas garante acesso a editais e recursos. Manifestação cultural movimenta economia o ano todo.
As quadrilhas juninas, apresentadas em festas típicas, movimentam uma engrenagem cultural que opera durante todo o ano. Um estudo inédito realizado pela Quaest, em parceria com o YouTube, revelou que a formalização jurídica se tornou essencial para a continuidade dessas manifestações culturais. Essa formalização facilita o acesso a editais, programas de incentivo, emissão de notas fiscais, contratação de serviços e a prestação de contas.
A pesquisa, realizada em maio de 2026, focou na cidade de Campina Grande (PB) e ouviu dirigentes e atores culturais de diversas partes do Brasil. Os dados obtidos demonstraram que as quadrilhas juninas não são apenas atividades sazonais, mas exigem planejamento e gestão contínuos. Os grupos, que podem contar com 100 a mais de 300 integrantes, entre dançarinos, dirigentes e artistas, atuam ao longo do ano, gerando renda e oportunidades para as cadeias culturais, turísticas e da economia criativa.
A missão do Sebrae é apoiar esses empreendedores, promovendo a identidade cultural e gerando renda digna, qualidade de vida e cidadania nas comunidades que cercam as quadrilhas e outras manifestações juninas. Isso se reflete em diversas áreas, como música, dança, gastronomia, artesanato e outras atividades ligadas às festas juninas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e humano do Brasil.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, destaca a importância desse movimento.
A estrutura das quadrilhas juninas envolve uma ampla rede de profissionais e pequenos negócios. Costureiras, cenógrafos, músicos, maquiadores, produtores e equipes de comunicação participam da criação dos espetáculos. Muitas vezes, ligas, federações e associações se tornam parceiras na organização administrativa e burocrática dos grupos.
O estudo também ressalta o crescente protagonismo feminino na gestão dessas quadrilhas. Atualmente, mulheres ocupam posições de liderança, como presidência, coordenação de eventos, gestão financeira e direção coreográfica. Em Campina Grande, importante polo junino do Brasil, seis das 14 quadrilhas analisadas são presididas por mulheres, evidenciando a relevância do papel feminino nesse contexto cultural.
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