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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Economia

Petrobras avança para exploração offshore em Gana e amplia atuação na África

Petrobras manifestou interesse em explorar quatro blocos offshore na Bacia de Keta, em Gana; empresa já atua em Namíbia, São Tomé e África do Sul.

22/08/2026 · 18h13
Petrobras avança para exploração offshore em Gana e amplia atuação na África

A Petrobras manifestou interesse em blocos offshore na Bacia de Keta, em Gana, em busca de novas fronteiras de óleo e gás. O governo de Gana aprovou a habilitação da empresa para negociar.

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (21), o interesse em atuar na exploração de petróleo em Gana, país de cerca de 35 milhões de habitantes na costa oeste da África. A iniciativa integra a estratégia da empresa para buscar novas fronteiras de produção de óleo e gás, com o continente africano entre as áreas selecionadas.

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O comunicado enviado a investidores informa que a manifestação de interesse é direcionada a blocos exploratórios em áreas offshore da Bacia de Keta. Segundo o documento, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a habilitação da companhia para negociar contratos referentes a quatro blocos.

“na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração”

A estatal explica que a aprovação coloca a empresa na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração. A movimentação ocorre no momento em que a Petrobras amplia sua presença internacional e já mantém atividades em outros países africanos.

Atualmente, a Petrobras tem atuação na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, há participação em quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela anglo-holandesa Shell. Na África do Sul, a participação ocorre no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela francesa TotalEnergies.

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Na Namíbia, a companhia assinou um contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda a confirmação de entrada pelas autoridades governamentais locais. Uma vez aprovado o consórcio, a operadora será também a TotalEnergies. Além da África, a empresa brasileira está presente na Argentina, na Bolívia, na Colômbia e nos Estados Unidos. Em junho de 2026, a companhia firmou um entendimento para estabelecer cooperação estratégica e técnica com a estatal mexicana Pemex, com foco no Golfo do México.

No Brasil, o anúncio sobre Gana coincide com o avanço da Petrobras na Margem Equatorial, no litoral extremo norte do país. A região é apontada como de grande potencial, à semelhança do pré-sal do Sudeste, de onde saem mais de 83% da produção própria de óleo e gás da companhia, descontada a parte de empresas consorciadas.

Esta semana, a empresa detalhou os primeiros achados no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, localizado a 175 quilômetros do Oiapoque, no Amapá, e cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas. A Petrobras continua o trabalho de perfuração para identificar a capacidade do reservatório e realiza análises laboratoriais para verificar a qualidade do óleo.

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A companhia mantém a projeção de que o pré-sal deve entrar em declínio — atingimento do pico de produção — perto de 2034, caso não haja expansão das reservas.

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A Petrobras manifestou interesse em blocos offshore na Bacia de Keta, em Gana, em busca de novas fronteiras de óleo e gás. O governo de Gana aprovou a habilitação da empresa para negociar.

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (21), o interesse em atuar na exploração de petróleo em Gana, país de cerca de 35 milhões de habitantes na costa oeste da África. A iniciativa integra a estratégia da empresa para buscar novas fronteiras de produção de óleo e gás, com o continente africano entre as áreas selecionadas.

O comunicado enviado a investidores informa que a manifestação de interesse é direcionada a blocos exploratórios em áreas offshore da Bacia de Keta. Segundo o documento, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a habilitação da companhia para negociar contratos referentes a quatro blocos.

“na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração”

A estatal explica que a aprovação coloca a empresa na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração. A movimentação ocorre no momento em que a Petrobras amplia sua presença internacional e já mantém atividades em outros países africanos.

Atualmente, a Petrobras tem atuação na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, há participação em quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela anglo-holandesa Shell. Na África do Sul, a participação ocorre no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela francesa TotalEnergies.

Na Namíbia, a companhia assinou um contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda a confirmação de entrada pelas autoridades governamentais locais. Uma vez aprovado o consórcio, a operadora será também a TotalEnergies. Além da África, a empresa brasileira está presente na Argentina, na Bolívia, na Colômbia e nos Estados Unidos. Em junho de 2026, a companhia firmou um entendimento para estabelecer cooperação estratégica e técnica com a estatal mexicana Pemex, com foco no Golfo do México.

No Brasil, o anúncio sobre Gana coincide com o avanço da Petrobras na Margem Equatorial, no litoral extremo norte do país. A região é apontada como de grande potencial, à semelhança do pré-sal do Sudeste, de onde saem mais de 83% da produção própria de óleo e gás da companhia, descontada a parte de empresas consorciadas.

Esta semana, a empresa detalhou os primeiros achados no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, localizado a 175 quilômetros do Oiapoque, no Amapá, e cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas. A Petrobras continua o trabalho de perfuração para identificar a capacidade do reservatório e realiza análises laboratoriais para verificar a qualidade do óleo.

A companhia mantém a projeção de que o pré-sal deve entrar em declínio — atingimento do pico de produção — perto de 2034, caso não haja expansão das reservas.

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