A retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) de Sergipe deu mais um passo na sexta-feira, 12, com a assinatura do contrato entre a Petrobras e a Engeman, vencedora da licitação para operar a unidade.
Quem participa
O acordo envolve a Petrobras, responsável pelas atividades comerciais, e a Engeman, que assume a planta como prestadora de serviços. O processo contou com o apoio do governador Fábio Mitidieri, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e de outras equipes do governo estadual.
Prazo e impacto
O contrato tem duração de cinco anos e inclui também a fábrica da Bahia. Juntas, as duas unidades devem gerar cerca de 800 empregos diretos e indiretos.
Situação anterior
Arrendada à iniciativa privada desde 2020, a Fafen Sergipe paralisou as operações em março de 2024 após a Unigel declarar inviabilidade econômica. Com o fim do arrendamento, a Petrobras abriu nova licitação concluída em julho de 2025. A Engeman apresentou a melhor proposta, estimada em R$ 976 milhões, para operar e manter as linhas de produção de amônia e ureia granulada.
Importância para a economia
Segundo o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a Fafen é considerada estratégica para a cadeia de fertilizantes do estado, complementando a produção de potássio e o trabalho das misturadoras locais. O governo já negocia a renovação das licenças ambientais, contratos de suprimento de água, movimentação de gás natural e incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
Histórico da unidade
Implantada pela Petrobras em 1980, a Fafen de Sergipe impulsionou a infraestrutura regional e tornou-se polo de produção de ureia, amônia e sulfato de amônio no Nordeste. A planta enfrentou problemas operacionais por instabilidade no fornecimento de gás natural, resultando em reduções de turno e paralisações.
Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação como parte do programa de desinvestimentos. O governo estadual interveio e, em 2019, a fábrica foi arrendada à Unigel por dez anos. A retomada ocorreu em 2021 após investimentos superiores a R$ 300 milhões, apoiados por redução de ICMS sobre o gás e incentivos fiscais. Novas paralisações ocorreram em 2023 e, em março de 2024, a produção foi suspensa indefinidamente.
A Engeman
Com mais de quatro décadas de atuação, a Engeman é especializada em manutenção e gestão industrial, operando no Brasil e no exterior em contratos de alta complexidade.
Com a assinatura do contrato, a expectativa é que os preparativos para reativar a fábrica avancem nas próximas semanas, consolidando a reestruturação da cadeia de fertilizantes em Sergipe.
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