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Economia

Petrobras vende diesel e gasolina abaixo da paridade, aponta BTG

Petrobras continua com preços de combustíveis defasados, mesmo com subsídios.

10/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h22
Petrobras vende diesel e gasolina abaixo da paridade, aponta BTG

Relatório do BTG Pactual aponta que, mesmo com os subsídios federais, o diesel está 19% e a gasolina 12% abaixo da paridade de importação. Sem as subvenções, a defasagem subiria para 39% e 25%.

Apesar dos subsídios do governo federal, a Petrobras segue vendendo gasolina e óleo diesel com preços defasados, o que pressiona as finanças da empresa. A avaliação consta de relatório do BTG Pactual enviado a clientes nesta segunda-feira (10).

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A diferença de preços é significativa: 19% no diesel e 12% na gasolina, valores que já consideram os recursos repassados pelo governo à companhia. Sem as subvenções, a disparidade seria ainda maior, chegando a 39% no diesel e 25% na gasolina. A análise toma como base o preço de paridade de importação (PPI), que define o valor dos combustíveis no Brasil conforme o custo de importação.

No caso do diesel, a Petrobras vende o combustível às distribuidoras por R$ 3,31 por litro. O governo complementa esse valor com uma subvenção de R$ 1,12 por litro, totalizando R$ 4,43. Ainda assim, a estimativa é de que o diesel importado chegaria ao mercado brasileiro a R$ 5,43 por litro — ou seja, mesmo com o subsídio, a companhia recebe cerca de 19% a menos que o valor de referência.

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Na gasolina, o cenário é parecido. A Petrobras cobra R$ 2,63 por litro das distribuidoras e recebe mais R$ 0,44 do governo, totalizando R$ 3,07. O valor fica 12% abaixo dos R$ 3,50 por litro estimados para a gasolina importada.

Essa diferença de preços dificulta a concorrência com o produto importado. As janelas de importação de diesel e gasolina seguem fechadas, o que limita as compras externas a regiões específicas ou a oportunidades pontuais. Recentemente, o diesel importado foi ofertado nos portos brasileiros a preços entre R$ 1,80 e R$ 1,90 por litro acima do cobrado pela Petrobras.

Mesmo nesse contexto, o relatório ressalta que as margens de refino da Petrobras permanecem positivas e indica que há espaço tanto para a companhia elevar os preços dos combustíveis quanto para o governo ampliar as subvenções.

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Relatório do BTG Pactual aponta que, mesmo com os subsídios federais, o diesel está 19% e a gasolina 12% abaixo da paridade de importação. Sem as subvenções, a defasagem subiria para 39% e 25%.

Apesar dos subsídios do governo federal, a Petrobras segue vendendo gasolina e óleo diesel com preços defasados, o que pressiona as finanças da empresa. A avaliação consta de relatório do BTG Pactual enviado a clientes nesta segunda-feira (10).

A diferença de preços é significativa: 19% no diesel e 12% na gasolina, valores que já consideram os recursos repassados pelo governo à companhia. Sem as subvenções, a disparidade seria ainda maior, chegando a 39% no diesel e 25% na gasolina. A análise toma como base o preço de paridade de importação (PPI), que define o valor dos combustíveis no Brasil conforme o custo de importação.

No caso do diesel, a Petrobras vende o combustível às distribuidoras por R$ 3,31 por litro. O governo complementa esse valor com uma subvenção de R$ 1,12 por litro, totalizando R$ 4,43. Ainda assim, a estimativa é de que o diesel importado chegaria ao mercado brasileiro a R$ 5,43 por litro — ou seja, mesmo com o subsídio, a companhia recebe cerca de 19% a menos que o valor de referência.

Na gasolina, o cenário é parecido. A Petrobras cobra R$ 2,63 por litro das distribuidoras e recebe mais R$ 0,44 do governo, totalizando R$ 3,07. O valor fica 12% abaixo dos R$ 3,50 por litro estimados para a gasolina importada.

Essa diferença de preços dificulta a concorrência com o produto importado. As janelas de importação de diesel e gasolina seguem fechadas, o que limita as compras externas a regiões específicas ou a oportunidades pontuais. Recentemente, o diesel importado foi ofertado nos portos brasileiros a preços entre R$ 1,80 e R$ 1,90 por litro acima do cobrado pela Petrobras.

Mesmo nesse contexto, o relatório ressalta que as margens de refino da Petrobras permanecem positivas e indica que há espaço tanto para a companhia elevar os preços dos combustíveis quanto para o governo ampliar as subvenções.

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