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Economia

Petróleo dispara e dólar sobe após ofensiva militar contra o Irã

O preço do petróleo subiu de forma acentuada na manhã de segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e...

02/03/2026 · 15h10
Petróleo dispara e dólar sobe após ofensiva militar contra o Irã

O preço do petróleo subiu de forma acentuada na manhã de segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que deixou, segundo relatos, ao menos centenas de mortos, entre eles o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades do alto escalão.

Pouco depois das 12h, o contrato futuro do tipo Brent, referência internacional, era negociado em Londres perto de US$ 79 por barril, alta em torno de 7,6%. O WTI, negociado em Nova York, estava cotado pouco acima de US$ 71 o barril, avanço perto de 6%.

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No mercado acionário brasileiro, próximo das 13h, as ações da Petrobras na B3 eram negociadas a R$ 44,39, valorização de 3,90%.

Estreito de Ormuz

Analistas apontam que o movimento nos preços reflete apreensão com o Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã que conecta os golfos Pérsico e de Omã e por onde transitam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O economista Rodolpho Sartori, da agência de classificação de risco Austin Rating, afirmou que a rota é fundamental para o escoamento da produção de grandes exportadores como Irã, Arábia Saudita e Iraque, e que um eventual bloqueio reduz de forma significativa a oferta, pressionando os preços.

Sartori destacou ainda que, na manhã desta segunda, o Brent chegou a registrar pico de alta de 13%, superando US$ 80 por barril, e que a volatilidade nos preços tende a persistir enquanto houver risco de interrupção no tráfego pela região.

Problema logístico

Para Otávio Oliveira, gerente da tesouraria do Banco Daycoval, a preocupação global está mais ligada à logística do que à capacidade de produção. Ele lembrou que a Opep+ anunciou no domingo (1º) um aumento da oferta em 206 mil barris por dia como tentativa de mitigar a falta de abastecimento.

Mesmo com capacidade ociosa entre membros da Opep, Oliveira ressaltou que a estreiteza do Estreito de Ormuz facilita o controle do tráfego, e que qualquer fechamento provocaria desorganização nas cadeias produtivas. Segundo ele, o Brasil, embora exportador de petróleo, pode ser afetado por elevar o custo de derivados importados.

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Inflação

Sartori advertiu que uma guerra prolongada pode levar ao repasse do aumento do petróleo para os preços ao consumidor e provocar um novo impulso inflacionário. Oliveira ponderou que o cenário internacional também pode influenciar a profundidade do corte de juros previsto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março, sinalizando que a redução pode ser menor do que a esperada — possivelmente 0,25 ponto percentual em vez de 0,50 p.p.

dolar moeda 0803221206

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano.

Dólar

O dólar acompanhou a aversão ao risco e registrou alta nesta segunda, interrompendo uma sequência de queda das últimas semanas. Por volta do meio-dia, a moeda norte-americana era cotada em cerca de R$ 5,20, valorização próxima de 1%.

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Oliveira explicou que, em momentos de incerteza, há uma migração de recursos de mercados emergentes para ativos considerados mais seguros, o que implica venda do real e compra de dólar e outras moedas como o iene.

Sartori avaliou o quadro cambial como complexo, citando que as ações do presidente Donald Trump têm gerado incertezas que pesam sobre o dólar. Ele considerou natural um repique da moeda americana nos primeiros dias do conflito, estimando que o dólar deva oscilar entre R$ 5,20 e R$ 5,25 enquanto persistirem as incertezas.

As cotações de petróleo e câmbio refletem negociações em mercados que funcionam 24 horas nos dias úteis e reagem imediatamente a desenvolvimentos geopolíticos.

 

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O preço do petróleo subiu de forma acentuada na manhã de segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que deixou, segundo relatos, ao menos centenas de mortos, entre eles o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades do alto escalão.

Pouco depois das 12h, o contrato futuro do tipo Brent, referência internacional, era negociado em Londres perto de US$ 79 por barril, alta em torno de 7,6%. O WTI, negociado em Nova York, estava cotado pouco acima de US$ 71 o barril, avanço perto de 6%.

No mercado acionário brasileiro, próximo das 13h, as ações da Petrobras na B3 eram negociadas a R$ 44,39, valorização de 3,90%.

Estreito de Ormuz

Analistas apontam que o movimento nos preços reflete apreensão com o Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã que conecta os golfos Pérsico e de Omã e por onde transitam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O economista Rodolpho Sartori, da agência de classificação de risco Austin Rating, afirmou que a rota é fundamental para o escoamento da produção de grandes exportadores como Irã, Arábia Saudita e Iraque, e que um eventual bloqueio reduz de forma significativa a oferta, pressionando os preços.

Sartori destacou ainda que, na manhã desta segunda, o Brent chegou a registrar pico de alta de 13%, superando US$ 80 por barril, e que a volatilidade nos preços tende a persistir enquanto houver risco de interrupção no tráfego pela região.

Problema logístico

Para Otávio Oliveira, gerente da tesouraria do Banco Daycoval, a preocupação global está mais ligada à logística do que à capacidade de produção. Ele lembrou que a Opep+ anunciou no domingo (1º) um aumento da oferta em 206 mil barris por dia como tentativa de mitigar a falta de abastecimento.

Mesmo com capacidade ociosa entre membros da Opep, Oliveira ressaltou que a estreiteza do Estreito de Ormuz facilita o controle do tráfego, e que qualquer fechamento provocaria desorganização nas cadeias produtivas. Segundo ele, o Brasil, embora exportador de petróleo, pode ser afetado por elevar o custo de derivados importados.

Inflação

Sartori advertiu que uma guerra prolongada pode levar ao repasse do aumento do petróleo para os preços ao consumidor e provocar um novo impulso inflacionário. Oliveira ponderou que o cenário internacional também pode influenciar a profundidade do corte de juros previsto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março, sinalizando que a redução pode ser menor do que a esperada — possivelmente 0,25 ponto percentual em vez de 0,50 p.p.

dolar moeda 0803221206

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano.

Dólar

O dólar acompanhou a aversão ao risco e registrou alta nesta segunda, interrompendo uma sequência de queda das últimas semanas. Por volta do meio-dia, a moeda norte-americana era cotada em cerca de R$ 5,20, valorização próxima de 1%.

Oliveira explicou que, em momentos de incerteza, há uma migração de recursos de mercados emergentes para ativos considerados mais seguros, o que implica venda do real e compra de dólar e outras moedas como o iene.

Sartori avaliou o quadro cambial como complexo, citando que as ações do presidente Donald Trump têm gerado incertezas que pesam sobre o dólar. Ele considerou natural um repique da moeda americana nos primeiros dias do conflito, estimando que o dólar deva oscilar entre R$ 5,20 e R$ 5,25 enquanto persistirem as incertezas.

As cotações de petróleo e câmbio refletem negociações em mercados que funcionam 24 horas nos dias úteis e reagem imediatamente a desenvolvimentos geopolíticos.

 

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