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Policial

PF abre investigação contra Lulinha por suposto tráfico de influência em cannabis medicinal

PF investiga Lulinha por tráfico de influência e corrupção em negociações sobre cannabis medicinal.

31/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h04
PF abre investigação contra Lulinha por suposto tráfico de influência em cannabis medicinal

Ministro André Mendonça autorizou apuração da suspeita de favorecimento junto ao Ministério da Saúde. A PF quer esclarecer negociações sobre autorização e comercialização da cannabis para uso medicinal.

A Polícia Federal (PF) inicia uma investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é suspeito de tráfico de influência e corrupção, com foco em negociações ligadas ao processo de autorização para a comercialização de cannabis medicinal.

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A suspeita é que Lulinha tenha atuado junto ao Ministério da Saúde para favorecer interesses relacionados ao uso de cannabis para fins medicinais. A investigação da PF também busca apurar conexões de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que é um dos principais operadores em um esquema de desvios de pensões e aposentadorias que envolveu bilhões de reais.

Um dos pontos centrais da investigação é uma viagem que Lulinha fez a Portugal, supostamente custeada por Antunes. Segundo a defesa de Lulinha, ele justificou a viagem como uma oportunidade para avaliar negócios na área de cannabis medicinal.

“Roberta não esteve em viagem a Portugal, mas, do que tem conhecimento, tratava-se de uma viagem de prospecção e de sondagem de negócios, algo fora do escopo de sua prestação de serviços”, declarou a defesa de Roberta Luchsinger, uma empresária amiga de Lulinha que foi interrogada pela PF.

A empresa “World Cannabis”, da qual Antunes é sócio, também está sob investigação. Roberta admitiu ter apresentado Lulinha ao lobista e defendeu a viagem a Portugal como uma busca por oportunidades de negócio.

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O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, criticou a nova investigação, classificando-a como uma “fishing expedition”, termo que se refere a uma busca genérica por provas. Ele afirmou que a PF está ciente de que não há evidências contra seu cliente.

Em uma entrevista concedida após a autorização da investigação, o presidente Lula reiterou que não haverá privilégios para seu filho e que não usará sua posição para protegê-lo. Lula afirmou que, caso seja chamado a depor, Lulinha retornará ao Brasil.

“Se for julgado, ele virá para cá. Não vai se esconder, não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai ter que provar que é inocente”, disse o presidente.

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Além disso, o ministro André Mendonça determinou que todos os atos da apuração sejam imediatamente anexados ao processo que tramita em seu gabinete, e que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação deve ser comunicado previamente a ele. A mudança na equipe de investigação gerou atritos entre a PF e o ministro, que antes havia pedido que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, fosse excluído do caso.

Na última semana, a PF acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar as medidas de controle impostas por Mendonça, evidenciando a tensão entre os órgãos envolvidos na apuração.

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Ministro André Mendonça autorizou apuração da suspeita de favorecimento junto ao Ministério da Saúde. A PF quer esclarecer negociações sobre autorização e comercialização da cannabis para uso medicinal.

A Polícia Federal (PF) inicia uma investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é suspeito de tráfico de influência e corrupção, com foco em negociações ligadas ao processo de autorização para a comercialização de cannabis medicinal.

A suspeita é que Lulinha tenha atuado junto ao Ministério da Saúde para favorecer interesses relacionados ao uso de cannabis para fins medicinais. A investigação da PF também busca apurar conexões de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que é um dos principais operadores em um esquema de desvios de pensões e aposentadorias que envolveu bilhões de reais.

Um dos pontos centrais da investigação é uma viagem que Lulinha fez a Portugal, supostamente custeada por Antunes. Segundo a defesa de Lulinha, ele justificou a viagem como uma oportunidade para avaliar negócios na área de cannabis medicinal.

“Roberta não esteve em viagem a Portugal, mas, do que tem conhecimento, tratava-se de uma viagem de prospecção e de sondagem de negócios, algo fora do escopo de sua prestação de serviços”, declarou a defesa de Roberta Luchsinger, uma empresária amiga de Lulinha que foi interrogada pela PF.

A empresa “World Cannabis”, da qual Antunes é sócio, também está sob investigação. Roberta admitiu ter apresentado Lulinha ao lobista e defendeu a viagem a Portugal como uma busca por oportunidades de negócio.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, criticou a nova investigação, classificando-a como uma “fishing expedition”, termo que se refere a uma busca genérica por provas. Ele afirmou que a PF está ciente de que não há evidências contra seu cliente.

Em uma entrevista concedida após a autorização da investigação, o presidente Lula reiterou que não haverá privilégios para seu filho e que não usará sua posição para protegê-lo. Lula afirmou que, caso seja chamado a depor, Lulinha retornará ao Brasil.

“Se for julgado, ele virá para cá. Não vai se esconder, não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai ter que provar que é inocente”, disse o presidente.

Além disso, o ministro André Mendonça determinou que todos os atos da apuração sejam imediatamente anexados ao processo que tramita em seu gabinete, e que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação deve ser comunicado previamente a ele. A mudança na equipe de investigação gerou atritos entre a PF e o ministro, que antes havia pedido que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, fosse excluído do caso.

Na última semana, a PF acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar as medidas de controle impostas por Mendonça, evidenciando a tensão entre os órgãos envolvidos na apuração.

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