Dez mensagens de emergência foram disparadas sem autorização na madrugada deste sábado. O governo desativou o sistema e acionou a Polícia Federal para apurar o caso.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional desativou a plataforma Defesa Civil Alerta durante a madrugada deste sábado (20), após a emissão de dez alertas enviados sem autorização para celulares em várias regiões do Brasil. A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem desses disparos.
De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, os envios ocorreram na transição entre a sexta-feira e o sábado. O sistema registrou nove emissões via tecnologia Cell Broadcast e uma por SMS. O Cell Broadcast é um formato que exibe alertas diretamente nas telas de dispositivos conectados às redes 4G ou 5G, com base na localização das antenas. Já o modelo por SMS utiliza uma lista de números previamente cadastrados.
As mensagens disparadas aos aparelhos acionaram avisos sonoros e continham o termo “misantropi4”. Segundo Wolff, o primeiro alerta foi emitido a partir de Curitiba, no Paraná, através de um cadastro criado no sistema. A origem dos acessos ainda está sob investigação.
Os avisos chegaram a dispositivos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul, Acre, Paraná e no Distrito Federal, alcançando milhões de pessoas devido ao alcance da tecnologia utilizada. O secretário reforçou que os indícios apontam para um crime cibernético, possivelmente uma invasão por indivíduos sem acesso regular ao sistema.
As contas usadas para os envios foram bloqueadas pela equipe de tecnologia da informação do ministério após a identificação das ocorrências. O retorno do sistema de alertas dependerá da finalização da troca de credenciais e da revisão dos mecanismos de acesso à plataforma, e não há previsão para a reativação.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que as mensagens enviadas durante a madrugada não foram originadas das autoridades responsáveis pelo sistema. Em comunicado, a agência orientou os usuários a desconsiderarem os alertas recebidos.
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