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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Piloto ignorou riscos e causou acidente na Serra do Japi, aponta CENIPA

Acidente

Piloto ignorou riscos e causou acidente na Serra do Japi, aponta CENIPA

Investigação sobre acidente aéreo na Serra do Japi é concluída após dois anos.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h24
Piloto ignorou riscos e causou acidente na Serra do Japi, aponta CENIPA

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Relatório encerrado após dois anos revela erros fatais: mau tempo e decisões equivocadas derrubaram aeronave PT-WLP. Piloto desapareceu por dois dias após decolar de Jundiaí rumo a São Paulo.

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A investigação sobre o acidente aéreo que ocorreu na Serra do Japi, onde uma aeronave com um único piloto desapareceu por dois dias, foi finalizada após dois anos. O relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) revelou fatores que contribuíram para o acidente, como a insistência do piloto em realizar o voo, as condições meteorológicas adversas e a tomada de decisões inadequadas.

A aeronave, identificada pelo prefixo PT-WLP, desapareceu em março de 2024, quando decolou de Jundiaí com destino ao Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista. O relatório menciona que o piloto estava iniciando um novo emprego, o que pode ter gerado uma pressão autoimposta para completar o voo, diminuindo a margem de segurança na avaliação dos riscos envolvidos.

“A recente formalização do vínculo empregatício do piloto, associada à proximidade de um compromisso familiar, pode ter gerado uma pressão autoimposta para a conclusão do translado, reduzindo a margem de segurança na avaliação dos riscos relacionados à operação”, aponta o documento.

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A aeronave colidiu com a vegetação em uma altitude de 3.832 metros, em um momento de visibilidade limitada. A investigação também destacou o julgamento do piloto como um fator crítico na ocorrência do acidente. O relatório afirma que o piloto decidiu retornar ao aeroporto de origem, mantendo o voo sob regras visuais em altitudes abaixo do relevo circundante, o que foi considerado inadequado dadas as condições.

“A falha em analisar as alternativas mais seguras, como a transição para um plano de voo IFR (voo por instrumento), demonstrou um julgamento inadequado diante da situação”, complementam os investigadores.

A presença de névoa úmida e a formação de camadas de nuvens baixas na região da Serra do Japi dificultaram a visibilidade, prejudicando a percepção dos obstáculos durante o voo noturno. Os destroços da aeronave foram localizados pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo no dia 29 de março, após o piloto ter reportado que retornaria para Jundiaí devido à inoperância do Aeroporto Campo de Marte.

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O último contato da aeronave foi realizado por volta das 23h da quinta-feira (28), enquanto sobrevoava a região da Serra do Japi. Tragicamente, o corpo do piloto foi encontrado pela Defesa Civil de São Paulo dois dias após o desaparecimento, na tarde de 30 de março.

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Relatório encerrado após dois anos revela erros fatais: mau tempo e decisões equivocadas derrubaram aeronave PT-WLP. Piloto desapareceu por dois dias após decolar de Jundiaí rumo a São Paulo.

A investigação sobre o acidente aéreo que ocorreu na Serra do Japi, onde uma aeronave com um único piloto desapareceu por dois dias, foi finalizada após dois anos. O relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) revelou fatores que contribuíram para o acidente, como a insistência do piloto em realizar o voo, as condições meteorológicas adversas e a tomada de decisões inadequadas.

A aeronave, identificada pelo prefixo PT-WLP, desapareceu em março de 2024, quando decolou de Jundiaí com destino ao Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista. O relatório menciona que o piloto estava iniciando um novo emprego, o que pode ter gerado uma pressão autoimposta para completar o voo, diminuindo a margem de segurança na avaliação dos riscos envolvidos.

“A recente formalização do vínculo empregatício do piloto, associada à proximidade de um compromisso familiar, pode ter gerado uma pressão autoimposta para a conclusão do translado, reduzindo a margem de segurança na avaliação dos riscos relacionados à operação”, aponta o documento.

A aeronave colidiu com a vegetação em uma altitude de 3.832 metros, em um momento de visibilidade limitada. A investigação também destacou o julgamento do piloto como um fator crítico na ocorrência do acidente. O relatório afirma que o piloto decidiu retornar ao aeroporto de origem, mantendo o voo sob regras visuais em altitudes abaixo do relevo circundante, o que foi considerado inadequado dadas as condições.

“A falha em analisar as alternativas mais seguras, como a transição para um plano de voo IFR (voo por instrumento), demonstrou um julgamento inadequado diante da situação”, complementam os investigadores.

A presença de névoa úmida e a formação de camadas de nuvens baixas na região da Serra do Japi dificultaram a visibilidade, prejudicando a percepção dos obstáculos durante o voo noturno. Os destroços da aeronave foram localizados pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo no dia 29 de março, após o piloto ter reportado que retornaria para Jundiaí devido à inoperância do Aeroporto Campo de Marte.

O último contato da aeronave foi realizado por volta das 23h da quinta-feira (28), enquanto sobrevoava a região da Serra do Japi. Tragicamente, o corpo do piloto foi encontrado pela Defesa Civil de São Paulo dois dias após o desaparecimento, na tarde de 30 de março.

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