Dados do Banco Central indicam 1,008 bilhão de chaves registradas no fim de setembro, alta de 80 milhões desde dezembro de 2025. Isso não representa usuários únicos: há cerca de 170 milhões de clientes no Pix.
O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). No dia 30, o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros, contra 998 milhões em agosto, o que representa um crescimento de cerca de 80 milhões de chaves desde o fim de 2025, quando havia 920 milhões.
O total de chaves, porém, não corresponde à quantidade de usuários do Pix. Como uma mesma pessoa ou empresa pode cadastrar mais de uma chave, o sistema reúne aproximadamente 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Considerando esses números aproximados, a média é próxima de seis chaves por cliente.
Do total de registros, 956,7 milhões estavam vinculados a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas, conforme os dados do BC. Mais da metade dos cadastros corresponde a chaves aleatórias, que permitem receber transferências sem a necessidade de compartilhar informações pessoais, como CPF, telefone ou e-mail.
Distribuição por tipo de chave
- Aleatórias: 526,8 milhões (52,3%)
- Celulares: 166,3 milhões (16,5%)
- CPF: 153,9 milhões (15,4%)
- E-mails: 144,6 milhões (14,3%)
As chaves Pix são identificadores associados a uma conta bancária ou a uma conta de pagamento, e servem para facilitar o envio e o recebimento de dinheiro. O usuário pode cadastrar CPF, Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), número de celular, endereço de e-mail ou optar por uma chave aleatória gerada pela instituição financeira.
Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode ficar vinculada a uma única conta por vez. O cadastro e o gerenciamento das chaves são feitos pelo aplicativo ou pelo internet banking da instituição financeira. A chave Pix não é obrigatória: também é possível realizar transferências usando os dados bancários do destinatário ou recursos como Código QR.
O avanço no número de chaves acompanha a utilização crescente do Pix para transferências e pagamentos cotidianos. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.
O SPI processa e liquida transferências entre instituições financeiras em tempo real. Operações realizadas entre clientes de uma mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo sistema do BC.
A chave aleatória oferece a vantagem de receber valores sem divulgar diretamente dados pessoais, mas os usuários são orientados a conferir a identidade do destinatário antes de confirmar uma transferência. Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas como medida adicional de prevenção a fraudes.
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