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Economia

JAC Motors pede nova recuperação judicial no Brasil

JAC Motors pediu nova recuperação judicial com R$ 239,5 milhões em dívidas; vendas caíram e operação no Brasil foi reduzida a três pontos físicos.

11/10/2026 · 04h47 · Atualizado às 16h33
JAC Motors pede nova recuperação judicial no Brasil

O pedido abrange 44 empresas do grupo e uma dívida submetida à recuperação de R$ 239,5 milhões. É a segunda vez do conglomerado na Justiça, após encerrar processo anterior em maio de 2025.

A JAC Motors voltou a pedir recuperação judicial no Brasil, em um pedido apresentado pelo Grupo SHC, comandado pelo empresário Sergio Habib. O processo envolve 44 empresas ligadas à operação e soma uma dívida submetida à recuperação de R$ 239,5 milhões, pouco mais de um ano depois do encerramento do primeiro processo do grupo.

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Esta é a segunda recuperação judicial enfrentada pelo Grupo SHC. A primeira havia começado em 2018, quando o passivo superava R$ 517 milhões, e só foi encerrada em maio de 2025. Cerca de um ano e cinco meses depois do fim daquele processo, o grupo retornou à Justiça para tentar reorganizar suas obrigações financeiras.

Do total de R$ 239,5 milhões submetidos ao novo pedido de recuperação judicial, aproximadamente 97% correspondem a dívidas com bancos e fundos de crédito. Há ainda R$ 130,7 milhões em débitos que não estão sujeitos ao processo, o que eleva o passivo global para perto de R$ 370 milhões. As dívidas trabalhistas somam cerca de R$ 2,7 milhões.

A volta ao cenário de insolvência judicial ocorre em meio a uma forte retração nas vendas e à redução da presença da marca no mercado brasileiro. Em 2025, a JAC registrou apenas 988 veículos leves emplacados, retração de 51,1% em comparação com as 2.022 unidades de 2024. Entre janeiro e setembro de 2026, foram emplacadas apenas 373 unidades.

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A diminuição nas vendas resultou também no fechamento de concessionárias. A empresa mantém atualmente três pontos físicos no país — em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além de 142 oficinas credenciadas. A operação passou a ser mais enxuta, com concentração de esforços em poucos modelos e foco em picapes e vendas digitais, tendo a Hunter a diesel como principal aposta.

O portfólio da marca encolheu nos últimos anos, com a saída de modelos como E-JS4 e E-J7, e o futuro do E-JS1 foi descrito como incerto. A montadora chegou a trazer algumas unidades do E-JS3 ao Brasil com a intenção de lançar o elétrico para competir com o BYD Dolphin, mas acabou desistindo do projeto, culpando a BYD pelo recuo.

O novo pedido de recuperação judicial e os números de emplacamento mostram que a JAC enfrenta um momento de reestruturação profunda no mercado brasileiro, com impacto na rede comercial e no portfólio de produtos.

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O pedido abrange 44 empresas do grupo e uma dívida submetida à recuperação de R$ 239,5 milhões. É a segunda vez do conglomerado na Justiça, após encerrar processo anterior em maio de 2025.

A JAC Motors voltou a pedir recuperação judicial no Brasil, em um pedido apresentado pelo Grupo SHC, comandado pelo empresário Sergio Habib. O processo envolve 44 empresas ligadas à operação e soma uma dívida submetida à recuperação de R$ 239,5 milhões, pouco mais de um ano depois do encerramento do primeiro processo do grupo.

Esta é a segunda recuperação judicial enfrentada pelo Grupo SHC. A primeira havia começado em 2018, quando o passivo superava R$ 517 milhões, e só foi encerrada em maio de 2025. Cerca de um ano e cinco meses depois do fim daquele processo, o grupo retornou à Justiça para tentar reorganizar suas obrigações financeiras.

Do total de R$ 239,5 milhões submetidos ao novo pedido de recuperação judicial, aproximadamente 97% correspondem a dívidas com bancos e fundos de crédito. Há ainda R$ 130,7 milhões em débitos que não estão sujeitos ao processo, o que eleva o passivo global para perto de R$ 370 milhões. As dívidas trabalhistas somam cerca de R$ 2,7 milhões.

A volta ao cenário de insolvência judicial ocorre em meio a uma forte retração nas vendas e à redução da presença da marca no mercado brasileiro. Em 2025, a JAC registrou apenas 988 veículos leves emplacados, retração de 51,1% em comparação com as 2.022 unidades de 2024. Entre janeiro e setembro de 2026, foram emplacadas apenas 373 unidades.

A diminuição nas vendas resultou também no fechamento de concessionárias. A empresa mantém atualmente três pontos físicos no país — em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além de 142 oficinas credenciadas. A operação passou a ser mais enxuta, com concentração de esforços em poucos modelos e foco em picapes e vendas digitais, tendo a Hunter a diesel como principal aposta.

O portfólio da marca encolheu nos últimos anos, com a saída de modelos como E-JS4 e E-J7, e o futuro do E-JS1 foi descrito como incerto. A montadora chegou a trazer algumas unidades do E-JS3 ao Brasil com a intenção de lançar o elétrico para competir com o BYD Dolphin, mas acabou desistindo do projeto, culpando a BYD pelo recuo.

O novo pedido de recuperação judicial e os números de emplacamento mostram que a JAC enfrenta um momento de reestruturação profunda no mercado brasileiro, com impacto na rede comercial e no portfólio de produtos.

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