Vídeos compartilhados nas redes sociais acenderam o alerta na região; Delegacia Regional pede o apoio da população com denúncias e registros formais.
A Delegacia Regional de Propriá, município localizado na região do Baixo São Francisco sergipano, informou que tomou conhecimento de vídeos e relatos que estão circulando nas redes sociais denunciando possíveis casos de envenenamento de cães e gatos na localidade. Diante da gravidade das imagens e das reclamações virtuais, a Polícia Civil reforçou que está acompanhando de perto o cenário e trabalha para reunir elementos consistentes que permitam a abertura e o avanço de investigações formais.
Segundo as declarações do delegado Albene Júnior, até o presente momento a instituição não dispõe de dados oficiais ou laudos técnicos além do material midiático que vem sendo compartilhado na internet. Por conta dessa escassez de detalhes estruturados, a Polícia Civil solicita publicamente a colaboração dos moradores de Propriá.
Como colaborar com as investigações
Para que as equipes policiais consigam mapear as ocorrências e identificar os possíveis responsáveis pela prática criminosa, as autoridades orientam a população a adotar duas medidas fundamentais:
- Registro de Boletim de Ocorrência (BO): É fundamental que os tutores dos animais afetados ou testemunhas presenciais compareçam à delegacia para registrar formalmente o caso, fornecendo detalhes como datas, horários e locais exatos.
- Disque-Denúncia (181): Informações sobre suspeitos de estarem distribuindo iscas envenenadas podem ser repassadas de forma totalmente anônima e gratuita através do telefone 181.
Maus-tratos a animais é crime com pena de reclusão
A autoridade policial fez questão de emitir um alerta contundente à sociedade, relembrando que a prática de maus-tratos, mutilação ou provocação da morte de animais domésticos e silvestres configura crime grave previsto na legislação ambiental brasileira.
Com o endurecimento recente da lei, a pena para quem comete esse tipo de atrocidade contra cães e gatos pode chegar a cinco anos de reclusão, além de aplicação de multa e proibição da guarda de outros animais. A Delegacia Regional de Propriá ressaltou que repudia veementemente esse tipo de conduta e reafirmou seu compromisso institucional de apurar minuciosamente os fatos para punir rigorosamente os culpados, caso as denúncias sejam materializadas.
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