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Segurança Pública

Polícia Civil intensifica ações do DAGV para proteger pessoas com deficiência em Sergipe

A Polícia Civil de Sergipe ampliou o trabalho do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e da Delegacia Especial de Atendimento aos Idosos e às Pessoas com Deficiência (DEAIPD) no combate a crimes contra pessoas com deficiência, enquadrados como capacitismo. 53 ocorrências em oito meses Levantamento da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim) […]

12/09/2025 · 21h19 · Atualizado às 19h18
Polícia Civil intensifica ações do DAGV para proteger pessoas com deficiência em Sergipe

A Polícia Civil de Sergipe ampliou o trabalho do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e da Delegacia Especial de Atendimento aos Idosos e às Pessoas com Deficiência (DEAIPD) no combate a crimes contra pessoas com deficiência, enquadrados como capacitismo.

53 ocorrências em oito meses

Levantamento da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim) indica que, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 53 casos de violência contra pessoas com deficiência no estado. Entre eles, destacam-se 25 registros de discriminação e 21 de apropriação indevida de bens ou proventos. Houve ainda quatro ocorrências de retenção de cartão magnético e três de abandono.

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Atuação e legislação

Além dos crimes patrimoniais e de preconceito, o DAGV investiga situações de violência doméstica, maus-tratos, negligência e violência sexual. A delegada Nayanna Batalha, da DEAIPD, lembra que atos contra pessoas com deficiência também estão previstos na Lei nº 11.346/2015. O artigo 88 estabelece pena de reclusão de um a seis anos e multa para quem discriminar ou induzir discriminação.

A oficial investigadora Abigail Souza, coordenadora de prevenção à violência da Secretaria de Segurança Pública (SSP), reforça a importância de ações educativas para reduzir casos de capacitismo e promover inclusão.

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Atendimento especializado

Em Aracaju, o DAGV dispõe de equipe capacitada e estrutura adaptada para acolher vítimas com deficiências física, auditiva, visual ou intelectual. O serviço inclui escuta qualificada e encaminhamento à rede de proteção.

O estado mantém unidades do DAGV em Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão, Lagarto, Estância, Cristinápolis, Tobias Barreto e Propriá. As delegacias articulam o envio dos casos a órgãos como CREAS, Defensoria Pública, Ministério Público e serviços de saúde, garantindo medidas protetivas e acesso a direitos.

Como denunciar

Crimes contra pessoas com deficiência podem ser comunicados em qualquer delegacia ou diretamente no DAGV. Em situações de flagrante, a Polícia Militar atende pelo 190; para denúncias recorrentes, a Polícia Civil disponibiliza o Disque-Denúncia 181.

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A Polícia Civil de Sergipe ampliou o trabalho do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e da Delegacia Especial de Atendimento aos Idosos e às Pessoas com Deficiência (DEAIPD) no combate a crimes contra pessoas com deficiência, enquadrados como capacitismo.

53 ocorrências em oito meses

Levantamento da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim) indica que, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 53 casos de violência contra pessoas com deficiência no estado. Entre eles, destacam-se 25 registros de discriminação e 21 de apropriação indevida de bens ou proventos. Houve ainda quatro ocorrências de retenção de cartão magnético e três de abandono.

Atuação e legislação

Além dos crimes patrimoniais e de preconceito, o DAGV investiga situações de violência doméstica, maus-tratos, negligência e violência sexual. A delegada Nayanna Batalha, da DEAIPD, lembra que atos contra pessoas com deficiência também estão previstos na Lei nº 11.346/2015. O artigo 88 estabelece pena de reclusão de um a seis anos e multa para quem discriminar ou induzir discriminação.

A oficial investigadora Abigail Souza, coordenadora de prevenção à violência da Secretaria de Segurança Pública (SSP), reforça a importância de ações educativas para reduzir casos de capacitismo e promover inclusão.

Atendimento especializado

Em Aracaju, o DAGV dispõe de equipe capacitada e estrutura adaptada para acolher vítimas com deficiências física, auditiva, visual ou intelectual. O serviço inclui escuta qualificada e encaminhamento à rede de proteção.

O estado mantém unidades do DAGV em Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão, Lagarto, Estância, Cristinápolis, Tobias Barreto e Propriá. As delegacias articulam o envio dos casos a órgãos como CREAS, Defensoria Pública, Ministério Público e serviços de saúde, garantindo medidas protetivas e acesso a direitos.

Como denunciar

Crimes contra pessoas com deficiência podem ser comunicados em qualquer delegacia ou diretamente no DAGV. Em situações de flagrante, a Polícia Militar atende pelo 190; para denúncias recorrentes, a Polícia Civil disponibiliza o Disque-Denúncia 181.

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