Investigação aponta indícios de crime premeditado e tentativa de ocultação de provas; oficial da PM já estava afastado das funções e agora aguarda decisão judicial sobre custódia.
O inquérito que apura a morte da soldado Gisele Rocha deu um passo decisivo nesta terça-feira (10). A Polícia Civil da Bahia protocolou junto ao Ministério Público o pedido de prisão preventiva do tenente-coronel apontado como o autor do crime. A medida visa garantir a ordem pública e impedir que a hierarquia e o poder do oficial interfiram na coleta final de provas ou na integridade de testemunhas que já prestaram depoimento.
As investigações avançaram após a perícia técnica no celular da vítima e do suspeito revelar mensagens que indicavam um relacionamento conturbado e ameaças prévias. Gisele foi encontrada sem vida em sua residência, e o que inicialmente foi tratado como uma ocorrência inconclusiva, rapidamente se transformou em uma investigação de feminicídio. Laudos necroscópicos e o cruzamento de dados de câmeras de segurança colocaram o oficial na cena do crime no horário estimado do óbito.
O Comando Geral da Polícia Militar informou que o tenente-coronel já se encontrava em afastamento administrativo, mas a decretação da prisão preventiva o transferirá para uma unidade prisional militar específica para oficiais. A defesa do acusado nega as acusações, alegando falta de provas diretas, mas a delegada responsável pelo caso afirma que o conjunto probatório é “robusto e suficiente” para sustentar a segregação cautelar.
Cronologia e Provas
- O Crime: Ocorrido em fevereiro, gerou forte comoção nas redes sociais e entre colegas de farda.
- Provas Técnicas: Localização de GPS, registros de câmeras e perícia digital em dispositivos móveis.
- Tipificação: O pedido de prisão fundamenta-se em Feminicídio Qualificado, com agravantes de impossibilidade de defesa da vítima.
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