Estreia de Zanardi terminou em goleada sofrida em Caxias do Sul. Time desfalcado e com pouco treino revelou problemas estruturais que vão além do campo.
Márcio Zanardi teve um início desafiador à frente da Ponte Preta, enfrentando uma derrota por 3 a 0 contra o Juventude, em Caxias do Sul. Essa partida, apesar de ser apenas o primeiro jogo sob sua liderança, expôs questões que vão além da mudança no comando técnico. Com apenas dois dias de preparação e desfalcada, a equipe entrou em campo contra um adversário que já contava com a vantagem de um time mais estruturado.
O Juventude apresentou um modelo de jogo consolidado, com salários em dia e estabilidade em seu departamento de futebol, enquanto a Ponte ainda busca essa solidez. Durante os 90 minutos, a diferença entre as duas equipes ficou evidente. A partida teve momentos que lembraram jogos de videogame no nível mais fácil, onde o Juventude atuou com bastante liberdade, abrindo 2 a 0, além de ter um gol anulado e ainda desperdiçar um pênalti, sem ser realmente ameaçado.
No segundo tempo, o time gaúcho manteve o controle da posse de bola e chegou ao terceiro gol sem necessidade de aumentar a intensidade de jogo. Mais preocupante do que a superioridade técnica foi a falta de reação da Ponte, que teve dificuldades em todos os setores do campo. O goleiro Diogo Silva se destacou, evitando um placar ainda mais elástico, enquanto Elvis tentava assumir responsabilidades em um cenário onde muitos jogadores, como Palacios, Léo Gomes, Tárik, Brandão e David da Hora, tiveram desempenhos abaixo do esperado.
“Precisamos de mais atitude dos atletas”, afirmou o treinador, resumindo o desempenho da equipe.
A situação da Ponte Preta em 2026 parece criar um ciclo vicioso de frustrações, onde cada nova expectativa gerada com a chegada de um novo treinador se transforma em mais um jogo fraco. Com essa derrota, a Ponte acumula nove perdas em 13 jogos da Série B, estando há sete partidas sem vitória e com a pior defesa da competição, tendo sofrido 25 gols, e o terceiro pior ataque, com apenas 10 gols marcados.
Apesar do cenário difícil, ainda há tempo para que a equipe se reabilite, já que o campeonato ainda não chegou à metade. A permanência na Série B ainda está ao alcance, mas o desafio para Zanardi não é apenas voltar a vencer, mas também fazer com que os adversários sintam que enfrentar a Ponte requer esforço.
Atualmente, essa sensação parece inexistente.

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