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Policial

Prefeitura de Aracaju reforça capacitação sobre Grupos Reflexivos para autores de violência doméstica

A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher) de Aracaju participou, na última semana, de uma imersão sobre o projeto Grupos Reflexivos, iniciativa conduzida há 14 anos pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O curso, realizado na capital sergipana, marcou a segunda etapa de formação de técnicos […]

01/12/2025 · 15h28
Prefeitura de Aracaju reforça capacitação sobre Grupos Reflexivos para autores de violência doméstica

A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher) de Aracaju participou, na última semana, de uma imersão sobre o projeto Grupos Reflexivos, iniciativa conduzida há 14 anos pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

O curso, realizado na capital sergipana, marcou a segunda etapa de formação de técnicos que irão conduzir os encontros destinados a autores de violência doméstica. Implantada recentemente como política pública municipal, a metodologia é aplicada pela SerMulher na Sala Azul, espaço dedicado à reorientação de agressores. De acordo com o TJSE, o programa ajudou a reduzir a reincidência desses crimes de 60% para 6,7%.

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Metodologia unificada

Conduzido pelo professor e pesquisador João Paulo Feitoza, o treinamento abordou competências necessárias à facilitação dos grupos, considerando aspectos de gênero, interseccionalidades e relações entre patriarcado, machismo estrutural e outras formas de violência.

Profissionais dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams) participaram do encontro, com o objetivo de uniformizar o trabalho em todo o estado.

Depoimentos

A técnica da SerMulher Vanessa Correia destacou que a capacitação forneceu “conhecimento mais refinado” aos facilitadores, abrangendo ações necessárias para implantação dos grupos, identificação de perfis e construção dos encontros, além de fortalecer políticas públicas em defesa das mulheres.

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Já a psicóloga da Coordenadoria da Mulher do TJSE, Sabrina Duarte, ressaltou que o alinhamento metodológico garante atuação coesa das equipes: “É uma capacitação essencial, inclusive para os profissionais que estão iniciando esse trabalho”.

Pesquisa continuada

Com dez anos de experiência na área, João Paulo Feitoza lembra que os projetos Viver Melhor e Viver Família, desenvolvidos em parceria com a Faculdade Estácio desde 2014, também registraram queda na reincidência de violência doméstica. Para ele, a expansão dos Grupos Reflexivos é uma estratégia eficaz de enfrentamento ao problema.

 

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A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher) de Aracaju participou, na última semana, de uma imersão sobre o projeto Grupos Reflexivos, iniciativa conduzida há 14 anos pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

O curso, realizado na capital sergipana, marcou a segunda etapa de formação de técnicos que irão conduzir os encontros destinados a autores de violência doméstica. Implantada recentemente como política pública municipal, a metodologia é aplicada pela SerMulher na Sala Azul, espaço dedicado à reorientação de agressores. De acordo com o TJSE, o programa ajudou a reduzir a reincidência desses crimes de 60% para 6,7%.

Metodologia unificada

Conduzido pelo professor e pesquisador João Paulo Feitoza, o treinamento abordou competências necessárias à facilitação dos grupos, considerando aspectos de gênero, interseccionalidades e relações entre patriarcado, machismo estrutural e outras formas de violência.

Profissionais dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams) participaram do encontro, com o objetivo de uniformizar o trabalho em todo o estado.

Depoimentos

A técnica da SerMulher Vanessa Correia destacou que a capacitação forneceu “conhecimento mais refinado” aos facilitadores, abrangendo ações necessárias para implantação dos grupos, identificação de perfis e construção dos encontros, além de fortalecer políticas públicas em defesa das mulheres.

Já a psicóloga da Coordenadoria da Mulher do TJSE, Sabrina Duarte, ressaltou que o alinhamento metodológico garante atuação coesa das equipes: “É uma capacitação essencial, inclusive para os profissionais que estão iniciando esse trabalho”.

Pesquisa continuada

Com dez anos de experiência na área, João Paulo Feitoza lembra que os projetos Viver Melhor e Viver Família, desenvolvidos em parceria com a Faculdade Estácio desde 2014, também registraram queda na reincidência de violência doméstica. Para ele, a expansão dos Grupos Reflexivos é uma estratégia eficaz de enfrentamento ao problema.

 

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