O presidente do Ceará, João Paulo Silva, fez uma grave denúncia sobre um ato de intimidação que recebeu durante seu mandato. Na tarde desta quinta-feira, 26 de junho, uma bomba foi enviada como um “presente” deixado na escola de teatro de uma de suas filhas. O explosivo estava acompanhado de flores, uma caixa de bombons e uma mensagem que dizia “Fora JP” e “Safado”.
“Isso é algo totalmente inadmissível e que ultrapassa qualquer limite, envolvendo a integridade física até mesmo de minha filha. Vamos seguir adiante para que esses atos criminosos sejam devidamente punidos. Faço o meu melhor pelo Ceará todos os dias e a pressão é natural, mas esses atos criminosos são inaceitáveis”, desabafou João Paulo.
As polícias civil e militar já foram acionadas para investigar o caso, mas até o momento não há identificação dos autores do ato. O presidente do Ceará também se manifestou nas redes sociais, condenando o envio do explosivo, enquanto o clube divulgou uma nota de repúdio em relação ao ocorrido.
Esse envio de explosivo se dá em um contexto de crescente pressão política no Ceará, com manifestações da oposição e torcedores contra o mandato de João Paulo. Recentemente, em maio, um protesto em frente à sede do clube resultou em confusão e intervenção da Polícia Militar.
O Ministério Público classificou o protesto como incitação à violência e atos de desordem, levando a punições para torcidas organizadas e a suspensão de cinco torcedores, incluindo conselheiros do clube e líderes da oposição. A situação atual levanta preocupações sobre a segurança de figuras públicas e a integridade do ambiente esportivo no estado.


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