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Professora Débora Garofalo transforma sucata em projeto de robótica e é reconhecida internacionalmente

Educação

Professora Débora Garofalo transforma sucata em projeto de robótica e é reconhecida internacionalmente

A professora Débora Garofalo, que iniciou em 2015 um projeto de robótica a partir de sucata em uma escola municipal da zona sul de São Paulo, foi...

14/06/2026 · 13h47
Professora Débora Garofalo transforma sucata em projeto de robótica e é reconhecida internacionalmente

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A professora Débora Garofalo, que iniciou em 2015 um projeto de robótica a partir de sucata em uma escola municipal da zona sul de São Paulo, foi premiada internacionalmente em 2026 e recebeu homenagens no Brasil. O programa, que surgiu na EMEF Almirante Ary Parreiras, numa região marcada por quatro grandes favelas e altos índices de violência, virou referência por reduzir evasão escolar e trabalho infantil e por se tornar política pública estadual.

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O trabalho desenvolvido por Débora rendeu-lhe reconhecimento anterior: em 2019 ela ficou entre os dez finalistas do Global Teacher Prize, sendo a primeira brasileira e a primeira sul-americana a atingir essa etapa. Em 2026, durante cerimônia em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi premiada na categoria Global Teacher Influencer of the Year, criada para reconhecer ações docentes que ultrapassam o espaço escolar. Na última quinta-feira (11), a educadora também foi lembrada no Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em evento na Casa Firjan, no Rio de Janeiro.

Principais trechos da entrevista

Débora relatou que o projeto nasceu quando assumiu uma vaga ligada à tecnologia e inovação, deixando sua posição anterior como professora de língua portuguesa. Ao aplicar um diagnóstico entre os estudantes, constatou que 70% apontaram o lixo como um problema que atrapalhava a ida à escola e favorecia doenças como dengue e leptospirose. A partir daí, optou por transformar o material descartado em recurso pedagógico. O primeiro protótipo, um carrinho movido por bexiga que explorava a Terceira Lei de Newton, despertou grande interesse entre as crianças.

A iniciativa teve impacto mensurável: o Ideb da escola, nos anos finais, subiu de 4,2 para 5,2; mais de uma tonelada de lixo foi reutilizada em protótipos; a evasão escolar caiu em 93% entre estudantes em situação de risco, que passaram a frequentar a escola em tempo integral e a receber alimentação e certificado de voluntariado; e o trabalho infantil foi reduzido em 95% graças a ações conjuntas com órgãos públicos e judiciário na comunidade.

Para ampliar o alcance, Débora aceitou convite da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo para incorporar o projeto ao currículo do estado, com implementação prevista para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. No estado, criou-se a Expo Movimento Inova e o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista, reaproveitando escolas subutilizadas como espaços de produção e aprendizagem. Quando deixou a secretaria, em 2022, havia 18 centros em funcionamento, além de uma carreta móvel e um currículo pioneiro de tecnologia e inovação, anterior à BNCC da Computação.

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Posteriormente, ela atuou no Rio de Janeiro por dois anos, participando da estruturação de 300 escolas voltadas à tecnologia (GETs). Depois disso, passou a oferecer formação de professores e consultoria para outros estados e municípios.

copia_de_debora

Débora destacou ainda que a presença da tecnologia na escola não equivale necessariamente ao uso de telas. Ela apontou a necessidade de intencionalidade pedagógica, formação docente e infraestrutura, e defendeu a inclusão da educação midiática e do desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Citou a BNCC da Computação, aprovada em 2022 e com obrigatoriedade prevista para 2026, como documento orientador cujo cumprimento exige suporte técnico e recursos das secretarias.

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A professora também lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna, com propostas práticas para professores e estudantes trabalharem com leitura, literatura e experimentação. O primeiro volume teve boa receptividade, já saiu o segundo e o terceiro está previsto para o segundo semestre.

O trabalho de Débora se destaca por transformar um problema local em material pedagógico e por escalar práticas de inovação para políticas públicas estaduais e ações em outros estados.

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A professora Débora Garofalo, que iniciou em 2015 um projeto de robótica a partir de sucata em uma escola municipal da zona sul de São Paulo, foi premiada internacionalmente em 2026 e recebeu homenagens no Brasil. O programa, que surgiu na EMEF Almirante Ary Parreiras, numa região marcada por quatro grandes favelas e altos índices de violência, virou referência por reduzir evasão escolar e trabalho infantil e por se tornar política pública estadual.

O trabalho desenvolvido por Débora rendeu-lhe reconhecimento anterior: em 2019 ela ficou entre os dez finalistas do Global Teacher Prize, sendo a primeira brasileira e a primeira sul-americana a atingir essa etapa. Em 2026, durante cerimônia em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi premiada na categoria Global Teacher Influencer of the Year, criada para reconhecer ações docentes que ultrapassam o espaço escolar. Na última quinta-feira (11), a educadora também foi lembrada no Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em evento na Casa Firjan, no Rio de Janeiro.

Principais trechos da entrevista

Débora relatou que o projeto nasceu quando assumiu uma vaga ligada à tecnologia e inovação, deixando sua posição anterior como professora de língua portuguesa. Ao aplicar um diagnóstico entre os estudantes, constatou que 70% apontaram o lixo como um problema que atrapalhava a ida à escola e favorecia doenças como dengue e leptospirose. A partir daí, optou por transformar o material descartado em recurso pedagógico. O primeiro protótipo, um carrinho movido por bexiga que explorava a Terceira Lei de Newton, despertou grande interesse entre as crianças.

A iniciativa teve impacto mensurável: o Ideb da escola, nos anos finais, subiu de 4,2 para 5,2; mais de uma tonelada de lixo foi reutilizada em protótipos; a evasão escolar caiu em 93% entre estudantes em situação de risco, que passaram a frequentar a escola em tempo integral e a receber alimentação e certificado de voluntariado; e o trabalho infantil foi reduzido em 95% graças a ações conjuntas com órgãos públicos e judiciário na comunidade.

Para ampliar o alcance, Débora aceitou convite da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo para incorporar o projeto ao currículo do estado, com implementação prevista para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. No estado, criou-se a Expo Movimento Inova e o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista, reaproveitando escolas subutilizadas como espaços de produção e aprendizagem. Quando deixou a secretaria, em 2022, havia 18 centros em funcionamento, além de uma carreta móvel e um currículo pioneiro de tecnologia e inovação, anterior à BNCC da Computação.

Posteriormente, ela atuou no Rio de Janeiro por dois anos, participando da estruturação de 300 escolas voltadas à tecnologia (GETs). Depois disso, passou a oferecer formação de professores e consultoria para outros estados e municípios.

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Débora destacou ainda que a presença da tecnologia na escola não equivale necessariamente ao uso de telas. Ela apontou a necessidade de intencionalidade pedagógica, formação docente e infraestrutura, e defendeu a inclusão da educação midiática e do desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Citou a BNCC da Computação, aprovada em 2022 e com obrigatoriedade prevista para 2026, como documento orientador cujo cumprimento exige suporte técnico e recursos das secretarias.

A professora também lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna, com propostas práticas para professores e estudantes trabalharem com leitura, literatura e experimentação. O primeiro volume teve boa receptividade, já saiu o segundo e o terceiro está previsto para o segundo semestre.

O trabalho de Débora se destaca por transformar um problema local em material pedagógico e por escalar práticas de inovação para políticas públicas estaduais e ações em outros estados.

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