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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Educação

Projeto apoia ONGs de proteção animal com tecnologia e educação em saúde   

Realizado por alunos da Unit e com apoio da Sema, o Farmácia Pet promove orientação sobre medicamentos, organização de estoques e práticas sustentáveis para tutores, voluntários e entidades parceiras. Um projeto de extensão desenvolvido por alunos da Universidade Tiradentes (Unit) está conciliando a conscientização sobre descarte correto de medicamentos e insumos com a promoção da […]

29/08/2026 · 14h02
Projeto apoia ONGs de proteção animal com tecnologia e educação em saúde   

Realizado por alunos da Unit e com apoio da Sema, o Farmácia Pet promove orientação sobre medicamentos, organização de estoques e práticas sustentáveis para tutores, voluntários e entidades parceiras.

Um projeto de extensão desenvolvido por alunos da Universidade Tiradentes (Unit) está conciliando a conscientização sobre descarte correto de medicamentos e insumos com a promoção da adoção e dos cuidados responsáveis com os animais. Trata-se do projeto Farmácia Pet, realizado pelos estudantes dos cursos de Farmácia e da área de Tecnologia da Informação (TI). Ele começou a funcionar no início deste ano de 2026, no âmbito do programa Conecta Farolândia, que reúne diversos projetos de extensão realizados pela Unit com o apoio de secretarias e repartições da Prefeitura de Aracaju.  

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Em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), os estudantes promovem o uso racional de medicamentos em animais de estimação, a educação em saúde, a sustentabilidade e o descarte correto de medicamentos, bem como a organização de um sistema de apoio a ONGs que atuam na proteção e resgate de animais. “O principal objetivo é promover a saúde e o bem-estar animal por meio do uso racional de medicamentos, da educação dos tutores e protetores independentes e do fortalecimento das ONGs. Além disso, buscamos incentivar o descarte ambientalmente adequado de medicamentos, reduzir riscos de automedicação e aproximar a universidade da comunidade por meio de ações de extensão”, explica a professora Wanessa Jeane de Santana Mota, preceptora da disciplina Experiências Extensionistas e orientadora do projeto. 

As primeiras ações foram desenvolvidas na região do bairro Farolândia, através do programa Conecta Farolândia, e alcançaram primeiramente os representantes das ONGs, estendendo-se depois aos moradores da região. Após as reuniões iniciais de levantamento, os estudantes fizeram o estudo científico, planejaram as ações e elaboraram materiais educativos. Além disso, desenvolveram protocolos para triagem de medicamentos, propostas de pontos de coleta, formulários de acompanhamento e estratégias para destinação ambientalmente adequada dos medicamentos impróprios.  

Uma das ações promovidas pelos alunos foi o desenvolvimento de um sistema informatizado para controle da entrada e saída de medicamentos destinados ao programa Aju Animal, da Sema, facilitando a gestão dos estoques pelas equipes responsáveis. Segundo o estudante Saulo Marcel Leite Carvalho, do oitavo período de Ciência da Computação, que liderou e organizou as tarefas do grupo de alunos de TI no projeto, o sistema gerencia insumos como quantidade de remédios, doações recebidas, quantidade de ração disponível e parceiros, além de acompanhar as datas de vencimento. E foi desenvolvida ainda uma interface, chamada na programação de front-end e responsável pelo visual, pela estética e pela experiência do usuário em um aplicativo ou site.  

“Acho que o que mais aprendi foi essa gestão de um pequeno grupo e lidar da melhor forma com a necessidade de alguém que solicitou um determinado serviço dentro do projeto. Participar desse projeto significa muito, na vida de um universitário é muito importante você contribuir das melhores formas, quanto mais eu puder demonstrar meu trabalho mais feliz eu fico, diria que me sinto gratificado em poder contribuir e ajudar a Sema”, afirmou Saulo. 

Outra ação realizada no âmbito do Farmácia Pet foi a criação de um protocolo destinado a orientar as ações de manejo de medicamentos e rações. Os alunos apresentaram um Procedimento Operacional Padrão (POP) sobre como funciona a seleção, armazenamento e descarte dos medicamentos, além de elaborar etiquetas para auxiliar no processo de identificação e de aplicar um questionário sobre como os trabalhadores das ONG’s faziam para descartar os medicamentos. 

De acordo com a aluna Rebecca Maria Santana da Silva, do sexto período de Farmácia, o foco principal do projeto é atender as necessidades trabalhadores das ONG’s voltadas ao cuidado com os pets. “Pensamos que como boa parte dos participantes das instituições atuam como trabalho voluntário, o rigor de um conhecimento técnico específico nessa área não é algo obrigatório. Portanto, desenvolvemos um projeto que, de forma breve e objetiva, pudesse informar e ajudar em todo o processo de organização e utilização dos medicamentos, em especial os antimicrobianos, que podem ser utilizados tanto para humanos quanto para animais”, explicou ela. 

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Impactos positivos

A Sema e seu projeto Aju Animal participam das reuniões de planejamento, articulando ações e aproximando a Unit das ONGs e dos programas municipais voltados ao bem-estar animal, além de contribuir com as orientações relacionadas ao descarte ambientalmente adequado dos medicamentos e às políticas públicas de proteção animal. Neste contexto, surgiu a oportunidade de integrar a Farmácia Pet ao Conecta Farolândia, que reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento social da comunidade. “Como o Farmácia Pet possui uma forte atuação em educação, cidadania, saúde animal e sustentabilidade, surgiu naturalmente a oportunidade de integrar as ações do projeto às atividades do programa, ampliando seu alcance e fortalecendo a relação entre universidade, comunidade e poder público”, destaca Wanessa. 

Para a orientadora, o impacto do projeto é “bastante significativo” para as ONGs e tutores de animais, ao informar sobre o uso seguro de medicamentos e reduzir os riscos relacionados à automedicação; e igualmente para a sociedade, incentivando o descarte correto de medicamentos, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo as ações de proteção animal por meio da integração entre universidade, comunidade e gestão pública.  

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Ela adianta que a proposta é ampliar as ações educativas, fortalecer as parcerias existentes e desenvolver novas soluções para apoiar as ONGs de proteção animal. “Além das campanhas educativas, pretendemos expandir o sistema de gestão de medicamentos desenvolvido pelos estudantes da área de Tecnologia da Informação para apoiar o programa Aju Animal, tornando o controle de entrada e saída de medicamentos mais eficiente e transparente. O projeto possui um modelo totalmente replicável e pode ser expandido para outros bairros e municípios, desde que haja parcerias entre universidade, poder público e organizações da sociedade civil”, destaca.  

Os alunos destacam como o trabalho em equipe e o empenho na entrega de resultados de qualidade à população como os principais aprendizados que levam da participação no Farmácia Pet, além da satisfação em levar benefícios concretos à população. Para a professora, a experiência permite que os estudantes desenvolvam competências técnicas e humanas. “Eles aprendem a aplicar o conhecimento científico em situações reais, trabalham em equipe, dialogam com diferentes públicos, desenvolvem responsabilidade social, pensamento crítico, planejamento, gestão de projetos e comunicação científica. Mais do que aprender conteúdos técnicos, eles compreendem o papel social do farmacêutico e a importância da atuação interdisciplinar na promoção da saúde única”, completa.  

Autor: Gabriel Damásio 

Fonte: Asscom Unit 

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Um projeto de extensão desenvolvido por alunos da Universidade Tiradentes (Unit) está conciliando a conscientização sobre descarte correto de medicamentos e insumos com a promoção da adoção e dos cuidados responsáveis com os animais. Trata-se do projeto Farmácia Pet, realizado pelos estudantes dos cursos de Farmácia e da área de Tecnologia da Informação (TI). Ele começou a funcionar no início deste ano de 2026, no âmbito do programa Conecta Farolândia, que reúne diversos projetos de extensão realizados pela Unit com o apoio de secretarias e repartições da Prefeitura de Aracaju.  

Em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), os estudantes promovem o uso racional de medicamentos em animais de estimação, a educação em saúde, a sustentabilidade e o descarte correto de medicamentos, bem como a organização de um sistema de apoio a ONGs que atuam na proteção e resgate de animais. “O principal objetivo é promover a saúde e o bem-estar animal por meio do uso racional de medicamentos, da educação dos tutores e protetores independentes e do fortalecimento das ONGs. Além disso, buscamos incentivar o descarte ambientalmente adequado de medicamentos, reduzir riscos de automedicação e aproximar a universidade da comunidade por meio de ações de extensão”, explica a professora Wanessa Jeane de Santana Mota, preceptora da disciplina Experiências Extensionistas e orientadora do projeto. 

As primeiras ações foram desenvolvidas na região do bairro Farolândia, através do programa Conecta Farolândia, e alcançaram primeiramente os representantes das ONGs, estendendo-se depois aos moradores da região. Após as reuniões iniciais de levantamento, os estudantes fizeram o estudo científico, planejaram as ações e elaboraram materiais educativos. Além disso, desenvolveram protocolos para triagem de medicamentos, propostas de pontos de coleta, formulários de acompanhamento e estratégias para destinação ambientalmente adequada dos medicamentos impróprios.  

Uma das ações promovidas pelos alunos foi o desenvolvimento de um sistema informatizado para controle da entrada e saída de medicamentos destinados ao programa Aju Animal, da Sema, facilitando a gestão dos estoques pelas equipes responsáveis. Segundo o estudante Saulo Marcel Leite Carvalho, do oitavo período de Ciência da Computação, que liderou e organizou as tarefas do grupo de alunos de TI no projeto, o sistema gerencia insumos como quantidade de remédios, doações recebidas, quantidade de ração disponível e parceiros, além de acompanhar as datas de vencimento. E foi desenvolvida ainda uma interface, chamada na programação de front-end e responsável pelo visual, pela estética e pela experiência do usuário em um aplicativo ou site.  

“Acho que o que mais aprendi foi essa gestão de um pequeno grupo e lidar da melhor forma com a necessidade de alguém que solicitou um determinado serviço dentro do projeto. Participar desse projeto significa muito, na vida de um universitário é muito importante você contribuir das melhores formas, quanto mais eu puder demonstrar meu trabalho mais feliz eu fico, diria que me sinto gratificado em poder contribuir e ajudar a Sema”, afirmou Saulo. 

Outra ação realizada no âmbito do Farmácia Pet foi a criação de um protocolo destinado a orientar as ações de manejo de medicamentos e rações. Os alunos apresentaram um Procedimento Operacional Padrão (POP) sobre como funciona a seleção, armazenamento e descarte dos medicamentos, além de elaborar etiquetas para auxiliar no processo de identificação e de aplicar um questionário sobre como os trabalhadores das ONG’s faziam para descartar os medicamentos. 

De acordo com a aluna Rebecca Maria Santana da Silva, do sexto período de Farmácia, o foco principal do projeto é atender as necessidades trabalhadores das ONG’s voltadas ao cuidado com os pets. “Pensamos que como boa parte dos participantes das instituições atuam como trabalho voluntário, o rigor de um conhecimento técnico específico nessa área não é algo obrigatório. Portanto, desenvolvemos um projeto que, de forma breve e objetiva, pudesse informar e ajudar em todo o processo de organização e utilização dos medicamentos, em especial os antimicrobianos, que podem ser utilizados tanto para humanos quanto para animais”, explicou ela. 

Impactos positivos

A Sema e seu projeto Aju Animal participam das reuniões de planejamento, articulando ações e aproximando a Unit das ONGs e dos programas municipais voltados ao bem-estar animal, além de contribuir com as orientações relacionadas ao descarte ambientalmente adequado dos medicamentos e às políticas públicas de proteção animal. Neste contexto, surgiu a oportunidade de integrar a Farmácia Pet ao Conecta Farolândia, que reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento social da comunidade. “Como o Farmácia Pet possui uma forte atuação em educação, cidadania, saúde animal e sustentabilidade, surgiu naturalmente a oportunidade de integrar as ações do projeto às atividades do programa, ampliando seu alcance e fortalecendo a relação entre universidade, comunidade e poder público”, destaca Wanessa. 

Para a orientadora, o impacto do projeto é “bastante significativo” para as ONGs e tutores de animais, ao informar sobre o uso seguro de medicamentos e reduzir os riscos relacionados à automedicação; e igualmente para a sociedade, incentivando o descarte correto de medicamentos, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo as ações de proteção animal por meio da integração entre universidade, comunidade e gestão pública.  

Ela adianta que a proposta é ampliar as ações educativas, fortalecer as parcerias existentes e desenvolver novas soluções para apoiar as ONGs de proteção animal. “Além das campanhas educativas, pretendemos expandir o sistema de gestão de medicamentos desenvolvido pelos estudantes da área de Tecnologia da Informação para apoiar o programa Aju Animal, tornando o controle de entrada e saída de medicamentos mais eficiente e transparente. O projeto possui um modelo totalmente replicável e pode ser expandido para outros bairros e municípios, desde que haja parcerias entre universidade, poder público e organizações da sociedade civil”, destaca.  

Os alunos destacam como o trabalho em equipe e o empenho na entrega de resultados de qualidade à população como os principais aprendizados que levam da participação no Farmácia Pet, além da satisfação em levar benefícios concretos à população. Para a professora, a experiência permite que os estudantes desenvolvam competências técnicas e humanas. “Eles aprendem a aplicar o conhecimento científico em situações reais, trabalham em equipe, dialogam com diferentes públicos, desenvolvem responsabilidade social, pensamento crítico, planejamento, gestão de projetos e comunicação científica. Mais do que aprender conteúdos técnicos, eles compreendem o papel social do farmacêutico e a importância da atuação interdisciplinar na promoção da saúde única”, completa.  

Autor: Gabriel Damásio 

Fonte: Asscom Unit 

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