Quatro atletas haitianos foram revelados pela Academia Pérolas Negras, iniciativa social criada por brasileiros no país caribenho. Eles jogam contra o Brasil nesta sexta (19/6) na Copa do Mundo.
A Seleção Brasileira enfrentará o Haiti nesta sexta-feira (19/6) na 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Do lado haitiano, estarão quatro jogadores que têm uma ligação especial com o Brasil, pois foram formados no projeto Academia Pérolas Negras, uma iniciativa social criada por brasileiros no país caribenho em 2004.
O projeto foi idealizado pela ONG Viva Rio, durante a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, e teve um papel fundamental no desenvolvimento de atletas como o goleiro Josué Duverger, o lateral-direito Carlens Arcus, o meio-campista Danley Jean Jacques e o atacante Derick Etienne. Os quatro jogadores fazem parte do elenco haitiano, que participa da Copa do Mundo pela segunda vez em sua história.
“Há histórias que vão muito além do futebol”, celebrou a Academia Pérolas Negras ao compartilhar imagens dos atletas que passaram por seu programa.
A própria Academia fez uma homenagem nas redes sociais, destacando que, quando foi criada, o objetivo era proporcionar oportunidades por meio do esporte, educação e desenvolvimento humano. “Anos depois, ver atletas que passaram pela nossa história representando a seleção haitiana na Copa do Mundo mostra a força desse propósito”, afirmaram.
Devido à crescente crise no Haiti, a Academia Pérolas Negras transferiu suas atividades para o Brasil em 2016, estabelecendo sua sede no estado do Rio de Janeiro e participando de competições locais. Em 2017, a equipe conquistou o título da Série C, equivalente à 5ª divisão estadual do Campeonato Carioca, e em 2020 venceu a Série B2, a 4ª divisão. Atualmente, a equipe disputa a Série A, que corresponde à 2ª divisão do campeonato carioca.
Vale lembrar que, em 2004, a Seleção Brasileira, então campeã do mundo, também enfrentou o Haiti no famoso “Jogo da Paz”. A equipe brasileira desembarcou em Porto Príncipe para um amistoso em prol da campanha de desarmamento no país, que passava por uma guerra civil. Os ingressos para a partida foram oferecidos em troca de armas, e o Estádio Sylvio Cator ficou lotado, com a equipe canarinho vencendo por 6 a 0.



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