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Psiquiatra explica os três níveis do autismo e o que significam na vida real

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Psiquiatra explica os três níveis do autismo e o que significam na vida real

Especialistas explicam os níveis de autismo e suas implicações na vida dos pacientes.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h42
Psiquiatra explica os três níveis do autismo e o que significam na vida real

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Classificação do DSM-5 define graus de suporte para pessoas com autismo. Especialista da Unifesp detalhou como cada nível impacta a autonomia e o cotidiano dos pacientes.

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O autismo é classificado em três níveis de suporte, conforme o DSM-5, um manual diagnóstico publicado em 2013. Durante uma conversa com Dr. Roberto Kalil no programa CNN Sinais Vitais, a psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, detalhou como essa classificação funciona na prática e qual é seu significado para os pacientes e suas famílias.

De acordo com Bordini, a lógica da classificação é diretamente proporcional à necessidade de suporte: quanto maior o número do nível, maior é a dependência do indivíduo para realizar atividades cotidianas.

“Quanto maior o número, maior a necessidade de suporte para a pessoa ter uma funcionalidade melhor nos aspectos de comunicação, de sociabilidade e das atividades de vida diária”, afirmou a especialista.

No nível 3, que é o mais severo, estão os indivíduos com alta dependência. Bordini explicou que esses pacientes, em sua maioria, necessitam de suporte 24 horas, são não verbais e apresentam deficiência intelectual associada. Por outro lado, no nível 1, que é o menos severo, o apoio necessário é mais discreto.

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“Esse apoio pode ser mais discreto — uma psicoterapia, um ajuste na escola menos intrusivo. A pessoa consegue ter uma funcionalidade um pouco mais preservada”, explicou a psiquiatra.

O nível 2 representa os casos intermediários entre os dois extremos.

A psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, também comentou sobre as dificuldades enfrentadas por adultos no espectro autista, ressaltando que os desafios são amplos e se manifestam em várias áreas da vida. Ela destacou que mesmo indivíduos sem deficiência intelectual associada — e até aqueles com nível cognitivo superior à média da população — enfrentam obstáculos significativos.

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“Vão ter desafios, especialmente em ambientes sociais mais complexos, não previsíveis, que saem da rotina, ambientes que muitas vezes sobrecarregam o sistema sensorial desses indivíduos”, afirmou Mecca.

No mercado de trabalho, as dificuldades se estendem desde o processo seletivo até a manutenção do emprego, devido a questões ligadas a habilidades comunicativas e padrões mais rígidos de pensamento e comportamento. Nos relacionamentos, Mecca destacou os desafios relacionados à reciprocidade socioemocional, incluindo a dificuldade de perceber as próprias emoções e comunicar desconfortos ao outro.

“A gente vai ter desafios em diferentes níveis”, concluiu a psicóloga.

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Classificação do DSM-5 define graus de suporte para pessoas com autismo. Especialista da Unifesp detalhou como cada nível impacta a autonomia e o cotidiano dos pacientes.

O autismo é classificado em três níveis de suporte, conforme o DSM-5, um manual diagnóstico publicado em 2013. Durante uma conversa com Dr. Roberto Kalil no programa CNN Sinais Vitais, a psiquiatra Daniela Bordini, coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp, detalhou como essa classificação funciona na prática e qual é seu significado para os pacientes e suas famílias.

De acordo com Bordini, a lógica da classificação é diretamente proporcional à necessidade de suporte: quanto maior o número do nível, maior é a dependência do indivíduo para realizar atividades cotidianas.

“Quanto maior o número, maior a necessidade de suporte para a pessoa ter uma funcionalidade melhor nos aspectos de comunicação, de sociabilidade e das atividades de vida diária”, afirmou a especialista.

No nível 3, que é o mais severo, estão os indivíduos com alta dependência. Bordini explicou que esses pacientes, em sua maioria, necessitam de suporte 24 horas, são não verbais e apresentam deficiência intelectual associada. Por outro lado, no nível 1, que é o menos severo, o apoio necessário é mais discreto.

“Esse apoio pode ser mais discreto — uma psicoterapia, um ajuste na escola menos intrusivo. A pessoa consegue ter uma funcionalidade um pouco mais preservada”, explicou a psiquiatra.

O nível 2 representa os casos intermediários entre os dois extremos.

A psicóloga Tatiana Mecca, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, também comentou sobre as dificuldades enfrentadas por adultos no espectro autista, ressaltando que os desafios são amplos e se manifestam em várias áreas da vida. Ela destacou que mesmo indivíduos sem deficiência intelectual associada — e até aqueles com nível cognitivo superior à média da população — enfrentam obstáculos significativos.

“Vão ter desafios, especialmente em ambientes sociais mais complexos, não previsíveis, que saem da rotina, ambientes que muitas vezes sobrecarregam o sistema sensorial desses indivíduos”, afirmou Mecca.

No mercado de trabalho, as dificuldades se estendem desde o processo seletivo até a manutenção do emprego, devido a questões ligadas a habilidades comunicativas e padrões mais rígidos de pensamento e comportamento. Nos relacionamentos, Mecca destacou os desafios relacionados à reciprocidade socioemocional, incluindo a dificuldade de perceber as próprias emoções e comunicar desconfortos ao outro.

“A gente vai ter desafios em diferentes níveis”, concluiu a psicóloga.

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