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Economia

Quedas e queimaduras lideram internações de crianças em 2025

Em 2025, quedas e queimaduras foram as principais causas de internação de crianças até 14 anos: 55 mil e 25 mil casos, respectivamente.

30/08/2026 · 20h42
Quedas e queimaduras lideram internações de crianças em 2025

Levantamento do Projeto Criança Segura com dados do DataSUS mostra que, em 2025, menores de 14 anos tiveram mais de 55 mil internações por quedas e mais de 25 mil por queimaduras.

Quedas e queimaduras foram as principais causas de internação de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil em 2025. Foram mais de 55 mil internações por quedas, 43,4% do total nessa faixa etária, e mais de 25 mil por queimaduras, 19,6% do total.

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Os números constam de levantamento do Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, com dados do DataSUS. Em 2025, houve mais de 1,6 milhão de hospitalizações por acidentes no país, considerando todas as idades. Crianças e adolescentes até 14 anos responderam por 162 mil dessas internações, 9,7% do total.

Onde os casos se concentram

A média mensal foi de 10,7 mil internações de crianças e adolescentes até 14 anos por acidentes.

Em números absolutos, as maiores incidências ocorreram em São Paulo, com 19.837 casos (15,4%), Minas Gerais, com 12.183 (9,5%), e Paraná, com 10.708 (8,3%). As menores foram no Amapá, com 468 (0,4%), Roraima, com 543 (0,4%), e Sergipe, com 297 hospitalizações (0,2%).

Ponderados pela população, os dados mudam: o Pará registrou a maior taxa, com 120 internações por 100 mil habitantes, seguido por Tocantins, com 113, e Maranhão, com 102. No outro extremo ficaram Rio de Janeiro, com 43, Rio Grande do Norte, com 39, e Sergipe, com 13 por 100 mil.

Os resultados demonstram que quedas, queimaduras, sinistros de trânsito, intoxicações, sufocações e afogamentos continuam figurando entre as principais causas de internação infantil no Brasil. Investir em ambientes seguros, educação preventiva e fortalecimento de políticas públicas significa reduzir hospitalizações, sequelas permanentes e óbitos evitáveis

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O trecho consta do relatório que acompanha o levantamento.

Outras causas mapeadas

Os acidentes de trânsito aparecem em terceiro lugar, com 12,6 mil ocorrências (9,9%), concentradas na faixa dos 10 aos 14 anos (50,4%) e também presentes entre 5 e 9 anos (32,3%).

Foram registradas 4,2 mil intoxicações (3,3%), sendo 37,7% em crianças de 1 a 4 anos e 31,2% de 5 a 9 anos. Com menor incidência aparecem sufocações, com 644 ocorrências (0,5%), mais frequentes de 1 a 4 anos; afogamentos, com 261 casos (0,2%), concentrados de 1 a 4 anos; e acidentes com armas de fogo, com 70 registros (0,1%).

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Alta de 5,4% em um ano

Na comparação com os dois anos anteriores, as internações de crianças e adolescentes até 14 anos por acidentes subiram 2,2% em 2024 sobre 2023 e 5,4% em 2025 sobre 2024.

Os maiores crescimentos entre 2024 e 2025 foram em intoxicações, com alta de 19,7%, sufocação, com 10,8%, e queimaduras, com 7,4%. Acidentes com armas de fogo foram a única categoria em queda, de 13,6%. No triênio 2023 a 2025, o aumento somou 9.221 casos, ou 7,7%.

O relatório destaca a necessidade de campanhas educativas e de maior atenção dos cuidadores. Estima-se que mais de 90% dos acidentes envolvendo crianças sejam evitáveis, e o uso de celulares aparece como fator relevante, com a desatenção dos cuidadores apontada entre as causas do aumento recente.

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Levantamento do Projeto Criança Segura com dados do DataSUS mostra que, em 2025, menores de 14 anos tiveram mais de 55 mil internações por quedas e mais de 25 mil por queimaduras.

Quedas e queimaduras foram as principais causas de internação de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil em 2025. Foram mais de 55 mil internações por quedas, 43,4% do total nessa faixa etária, e mais de 25 mil por queimaduras, 19,6% do total.

Os números constam de levantamento do Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, com dados do DataSUS. Em 2025, houve mais de 1,6 milhão de hospitalizações por acidentes no país, considerando todas as idades. Crianças e adolescentes até 14 anos responderam por 162 mil dessas internações, 9,7% do total.

Onde os casos se concentram

A média mensal foi de 10,7 mil internações de crianças e adolescentes até 14 anos por acidentes.

Em números absolutos, as maiores incidências ocorreram em São Paulo, com 19.837 casos (15,4%), Minas Gerais, com 12.183 (9,5%), e Paraná, com 10.708 (8,3%). As menores foram no Amapá, com 468 (0,4%), Roraima, com 543 (0,4%), e Sergipe, com 297 hospitalizações (0,2%).

Ponderados pela população, os dados mudam: o Pará registrou a maior taxa, com 120 internações por 100 mil habitantes, seguido por Tocantins, com 113, e Maranhão, com 102. No outro extremo ficaram Rio de Janeiro, com 43, Rio Grande do Norte, com 39, e Sergipe, com 13 por 100 mil.

Os resultados demonstram que quedas, queimaduras, sinistros de trânsito, intoxicações, sufocações e afogamentos continuam figurando entre as principais causas de internação infantil no Brasil. Investir em ambientes seguros, educação preventiva e fortalecimento de políticas públicas significa reduzir hospitalizações, sequelas permanentes e óbitos evitáveis

O trecho consta do relatório que acompanha o levantamento.

Outras causas mapeadas

Os acidentes de trânsito aparecem em terceiro lugar, com 12,6 mil ocorrências (9,9%), concentradas na faixa dos 10 aos 14 anos (50,4%) e também presentes entre 5 e 9 anos (32,3%).

Foram registradas 4,2 mil intoxicações (3,3%), sendo 37,7% em crianças de 1 a 4 anos e 31,2% de 5 a 9 anos. Com menor incidência aparecem sufocações, com 644 ocorrências (0,5%), mais frequentes de 1 a 4 anos; afogamentos, com 261 casos (0,2%), concentrados de 1 a 4 anos; e acidentes com armas de fogo, com 70 registros (0,1%).

Alta de 5,4% em um ano

Na comparação com os dois anos anteriores, as internações de crianças e adolescentes até 14 anos por acidentes subiram 2,2% em 2024 sobre 2023 e 5,4% em 2025 sobre 2024.

Os maiores crescimentos entre 2024 e 2025 foram em intoxicações, com alta de 19,7%, sufocação, com 10,8%, e queimaduras, com 7,4%. Acidentes com armas de fogo foram a única categoria em queda, de 13,6%. No triênio 2023 a 2025, o aumento somou 9.221 casos, ou 7,7%.

O relatório destaca a necessidade de campanhas educativas e de maior atenção dos cuidadores. Estima-se que mais de 90% dos acidentes envolvendo crianças sejam evitáveis, e o uso de celulares aparece como fator relevante, com a desatenção dos cuidadores apontada entre as causas do aumento recente.

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