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Cultura

Pai do Rock Brasileiro: Raul Seixas completaria 80 anos, e seu legado de rebeldia e genialidade segue vivo

Neste sábado (28), Raul Seixas faria 80 anos. Com mais de 300 músicas, o Maluco Beleza segue influenciando gerações com sua obra atemporal. Leia também Lucas Passos estreia em grande estilo no CTN, em São Paulo, e divide palco com Nadson O Ferinha Considerado o pai do rock brasileiro e uma figura de culto para […]

29/06/2025 · 16h02
Pai do Rock Brasileiro: Raul Seixas completaria 80 anos, e seu legado de rebeldia e genialidade segue vivo

Neste sábado (28), Raul Seixas faria 80 anos. Com mais de 300 músicas, o Maluco Beleza segue influenciando gerações com sua obra atemporal.

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Considerado o pai do rock brasileiro e uma figura de culto para sucessivas gerações, o cantor e compositor Raul Seixas completaria 80 anos neste sábado (28). Nascido em Salvador e fascinado pela efervescência cultural do rock’n’roll dos anos 50, Raul criou um estilo inconfundível, misturando o ritmo estrangeiro com elementos genuinamente brasileiros, como o baião. Ao longo de 26 anos de carreira, ele lançou 17 discos e mais de 300 músicas, deixando um legado de canções memoráveis cujas letras contestadoras, cheias de crítica social e filosofia, como “Maluco Beleza”, “Metamorfose Ambulante”, “Gita” e “Ouro de Tolo”, continuam a ecoar na cultura nacional.

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Apesar de seu status icônico, o sucesso de Raul Seixas não foi imediato. Sua jornada começou no final dos anos 60 com a banda Os Panteras, que, após um convite de Jerry Adriani, tentou a sorte no Rio de Janeiro. No entanto, o primeiro disco não obteve êxito. Conforme relatado pelo pesquisador Herom Vargas, Raul enfrentou dificuldades financeiras, trabalhou como produtor e participou de um projeto experimental chamado “Sociedade da Grã Ordem Kavernista”, que também não decolou. A virada veio apenas em 1973, após uma participação notável no Festival Internacional da Canção, quando o lançamento do disco “Krig-ha, Bandolo!” finalmente o consagrou nacionalmente, provando que a persistência era uma de suas maiores virtudes.

O universo de Raul era plural, abordando desde o misticismo e a filosofia, em parcerias célebres com Paulo Coelho, até a crítica social direta, ao lado do parceiro mais frequente, Cláudio Roberto. Contrariando o mito, amigos como Sylvio Passos o descrevem não como um ocultista devoto, mas como um “materialista dialético” e uma “metamorfose ambulante”, um investigador da condição humana que traduzia suas inquietações em música. Mesmo após sua morte prematura em 1989, aos 44 anos, sua obra permanece viva, celebrada anualmente por fãs na “Passeata Raulseixista” em São Paulo, um evento que reforça a imortalidade de sua mensagem e a certeza de que, para muitos, Raul não morreu.

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Neste sábado (28), Raul Seixas faria 80 anos. Com mais de 300 músicas, o Maluco Beleza segue influenciando gerações com sua obra atemporal.

Considerado o pai do rock brasileiro e uma figura de culto para sucessivas gerações, o cantor e compositor Raul Seixas completaria 80 anos neste sábado (28). Nascido em Salvador e fascinado pela efervescência cultural do rock’n’roll dos anos 50, Raul criou um estilo inconfundível, misturando o ritmo estrangeiro com elementos genuinamente brasileiros, como o baião. Ao longo de 26 anos de carreira, ele lançou 17 discos e mais de 300 músicas, deixando um legado de canções memoráveis cujas letras contestadoras, cheias de crítica social e filosofia, como “Maluco Beleza”, “Metamorfose Ambulante”, “Gita” e “Ouro de Tolo”, continuam a ecoar na cultura nacional.

Apesar de seu status icônico, o sucesso de Raul Seixas não foi imediato. Sua jornada começou no final dos anos 60 com a banda Os Panteras, que, após um convite de Jerry Adriani, tentou a sorte no Rio de Janeiro. No entanto, o primeiro disco não obteve êxito. Conforme relatado pelo pesquisador Herom Vargas, Raul enfrentou dificuldades financeiras, trabalhou como produtor e participou de um projeto experimental chamado “Sociedade da Grã Ordem Kavernista”, que também não decolou. A virada veio apenas em 1973, após uma participação notável no Festival Internacional da Canção, quando o lançamento do disco “Krig-ha, Bandolo!” finalmente o consagrou nacionalmente, provando que a persistência era uma de suas maiores virtudes.

O universo de Raul era plural, abordando desde o misticismo e a filosofia, em parcerias célebres com Paulo Coelho, até a crítica social direta, ao lado do parceiro mais frequente, Cláudio Roberto. Contrariando o mito, amigos como Sylvio Passos o descrevem não como um ocultista devoto, mas como um “materialista dialético” e uma “metamorfose ambulante”, um investigador da condição humana que traduzia suas inquietações em música. Mesmo após sua morte prematura em 1989, aos 44 anos, sua obra permanece viva, celebrada anualmente por fãs na “Passeata Raulseixista” em São Paulo, um evento que reforça a imortalidade de sua mensagem e a certeza de que, para muitos, Raul não morreu.

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