Presidente da Câmara Municipal de Aracaju afirma que antiga clínica psiquiátrica no Siqueira Campos se tornou foco de insegurança e problema social
O vereador Ricardo Vasconcelos (PSD) cobrou, na sessão desta quarta-feira (6), uma solução para a situação de abandono de uma antiga clínica psiquiátrica localizada na região dos bairros Siqueira Campos e Novo Paraíso, em Aracaju. Segundo ele, o imóvel tem sido utilizado como abrigo por usuários de drogas e tem gerado insegurança para moradores do entorno.
Durante o discurso, o parlamentar afirmou que o problema se arrasta há anos, sem uma resposta efetiva do poder público. Ele relembrou que o espaço está desativado desde 2012 e que, após uma ocupação encerrada em 2019, a área voltou a ficar abandonada.
“Não podemos deixar uma situação como essa se arrastar por tanto tempo. Hoje, o que se vê ali é praticamente uma cracolândia, com pessoas sendo furtadas, assaltadas e vivendo com medo”, disse.
O vereador citou casos recentes de violência na região, incluindo o de um idoso que teve todos os pertences levados. Segundo ele, moradores relatam insegurança constante, especialmente durante a noite.
Proposta de novo uso
Ricardo Vasconcelos sugeriu que o imóvel receba uma nova destinação e defendeu a criação de um asilo público municipal no local. De acordo com ele, a proposta é uma pauta antiga do seu mandato e atenderia uma demanda social relevante.
“Se for por falta de destinação, eu já tenho uma sugestão: vamos construir um asilo público municipal. Hoje, em Sergipe, só existem instituições privadas, e quem não tem condições acaba ficando desassistido”, afirmou o presidente.
O parlamentar criticou a visão de que equipamentos voltados à população idosa representam apenas custo e defendeu que o poder público trate o tema como investimento social.
“Não podemos tratar os idosos como um peso. É uma responsabilidade da sociedade garantir dignidade no fim da vida”, disse.
Cobrança por providências
O vereador informou que pretende buscar esclarecimentos junto às secretarias municipais para identificar a quem pertence o imóvel e quais medidas podem ser adotadas. Ele também mencionou que o Ministério Público já foi acionado, mas que, até o momento, não houve avanços concretos. “Não dá mais para esperar. É uma área grande, abandonada, que poderia estar sendo utilizada para atender a população”, afirmou.
Ricardo também fez um paralelo com a cobrança recorrente sobre imóveis privados abandonados na cidade, defendendo que o poder público deve dar o exemplo. “Uma gestão que deixa um imóvel desse porte abandonado não dá bom exemplo. Precisamos agir e mudar essa realidade”, concluiu o parlamentar.
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