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17 de maio de 2026

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Publicado em 17 de maio de 2026

Rio, Petrobras e Naturgy fecham acordo para reduzir preço do gás

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O governo do estado do Rio de Janeiro firmou um acordo com a Petrobras e a concessionária Naturgy para reduzir o preço do gás natural veicular (GNV) em aproximadamente 6,5%. O entendimento também prevê diminuição no custo do gás de cozinha e do gás fornecido a indústrias, com percentuais que serão detalhados após apuração técnica.

Segundo estimativa do governo fluminense, a queda no valor do GNV beneficiará cerca de 1,5 milhão de motoristas que utilizam o combustível. O percentual exato da redução será calculado pela Naturgy e submetido à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), que terá a atribuição de validar os cálculos antes da aplicação das novas tarifas.

O próprio governo informou que o aditivo ao contrato com a Naturgy foi homologado pela Agenersa na última quinta-feira (14) e que os detalhes serão publicados no Diário Oficial do Estado na semana seguinte. Enquanto a validação não ocorre, os ajustes tarifários não entram em vigor.

As projeções apresentadas indicam que o gás natural destinado a indústrias deve ficar cerca de 6% mais barato, e o gás de botijão para uso residencial deve recuar em torno de 2,5%.

Contexto e justificativa

A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, que mediou o aditivo entre Petrobras e Naturgy, afirmou que os novos valores possuem “efeito potencial de política pública energética”. Em nota técnica, o órgão ressaltou que o Rio de Janeiro é o principal mercado de GNV no país, em parte pelo fato de abrigar as maiores bacias produtoras e por incentivos estaduais, como desconto no IPVA para veículos a gás.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que, em 2025, o Rio respondeu por 76,90% da produção nacional de gás natural.

Mercado e produção

O movimento de redução de preços ocorre em um momento de alta internacional dos derivados de petróleo, associada a tensões no Oriente Médio, que afetaram o fluxo pelo Estreito de Ormuz e provocaram aumento do preço do óleo cru em mais de 40% em poucas semanas. Apesar disso, em abril o GNV ficou fora do conjunto de aumentos medidos pelo IPCA: a gasolina subiu 1,86% e o GNV registrou diminuição de 1,24% no mês.

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A Petrobras tem destacado o aumento da oferta doméstica como caminho para conter preços. A presidente da estatal relatou que, ao assumir, a companhia colocava 29 milhões de metros cúbicos por dia no mercado, cifra que, segundo a empresa, atualmente varia entre 50 milhões e 52 milhões de m³/dia.

Além disso, a estatal vinculou a reativação da fábrica de fertilizantes em Camaçari à queda do preço do gás natural e informou que, com três fábricas em operação (Sergipe, Bahia e Paraná), espera suprir 20% da demanda nacional de fertilizantes. A conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), está prevista para iniciar operação comercial em 2029, quando a participação da Petrobras no mercado de ureia deve subir para 35%.

As medidas e percentuais finais dependem da validação dos cálculos pela Agenersa e da publicação dos detalhes no Diário Oficial do Estado.

 

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