A defesa do senador protocolou recurso no TJ-RJ para reverter o bloqueio de valores da CazéTV. A ação, movida pela Koncretize, cobra R$32,4 milhões; o processo tramita em segredo e será analisado por Cleber Ghelfenstein.
A defesa do senador Romário (PL-RJ) protocolou um recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) com o objetivo de reverter a decisão que bloqueou valores que o congressista tem a receber da CazéTV. O caso será analisado pelo desembargador Cleber Ghelfenstein.
A decisão que originou o bloqueio foi proferida pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em um processo de cumprimento de sentença onde a empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. cobra de Romário a quantia de R$ 32,4 milhões. É importante ressaltar que a ação tramita sob segredo de Justiça.
No mesmo despacho, o juiz responsável ordenou que a CazéTV apresente à Justiça documentos relacionados à contratação de Romário para a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Entre os documentos solicitados estão contratos, propostas comerciais, notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamento.
Além disso, a empresa deve esclarecer se a contratação foi feita diretamente pela CazéTV ou por outra empresa envolvida na transmissão do Mundial. Caso os pagamentos tenham sido realizados por uma terceira empresa, esta deverá ser identificada e qualificada nos autos do processo.
A origem da dívida remonta a um contrato firmado entre Romário e a Koncretize para a operação do estacionamento do antigo Café Onze Bar, que utilizava elevadores para veículos. Após o fechamento do estabelecimento em 2011, surgiram divergências sobre a retirada dos equipamentos, o que desencadeou a disputa judicial.
Para tentar resolver a situação, Romário havia assinado um termo de confissão de dívida no valor aproximado de R$ 1,5 milhão. Contudo, segundo a Koncretize, o acordo não foi cumprido, resultando em um montante que, com a incidência de juros e correção monetária, atingiu a cifra de R$ 32,4 milhões.
Durante a execução da sentença, a Justiça autorizou a penhora de um imóvel, uma lancha e um Porsche pertencentes ao senador. Além disso, foram impostas restrições, por meio do Renajud, sobre um Audi e um Peugeot registrados em seu nome. Até o momento, não há previsão para o julgamento do recurso no TJ-RJ, nem informações sobre a apresentação da documentação exigida pela decisão judicial por parte da CazéTV.
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