Quinze pequenas empreendedoras paranaenses foram reconhecidas na segunda (24) na sede do Sebrae/PR, em Curitiba. Três primeiras colocadas em cinco categorias receberam prêmios; campeãs seguem para a etapa regional.
Quinze pequenas empreendedoras paranaenses foram reconhecidas na noite desta segunda-feira (24), na etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN), realizada na sede do Sebrae/PR, em Curitiba. Foram premiadas as três primeiras colocadas em cinco categorias: Produtora Rural e Artesã, Microempreendedora Individual (MEI), Pequenos Negócios, Ciência e Tecnologia e Negócios Internacionais. As primeiras colocadas de cada categoria seguiram para a etapa regional da premiação.
O evento marcou a 21ª edição do prêmio no Estado e reuniu representantes da instituição. Durante a cerimônia também foram apresentadas as 25 finalistas do PSMN, que concorreram às cinco categorias, com três colocações reconhecidas em cada uma.
“Para o Sebrae, apoiar o empreendedorismo feminino não acontece apenas nesta noite. Esse é um trabalho feito todos os dias, em todas as regiões do Paraná, por muitas pessoas que estão próximas dessas empreendedoras, conhecem suas realidades, acompanham seus desafios e ajudam a construir novos caminhos”, afirmou Vitor Roberto Tioqueta.
Além de Vitor Roberto Tioqueta, participaram da cerimônia o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Reinaldo Rissete, e o diretor de Administração e Finanças, José Gava Neto. Ao final da programação, a pesquisadora Tatiana Sampaio ministrou a palestra “O caso da polilaminina e o cenário da inovação no Brasil”.
Categorias premiadas
- Produtora Rural e Artesã
- Microempreendedora Individual (MEI)
- Pequenos Negócios
- Ciência e Tecnologia
- Negócios Internacionais
O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios recebeu 597 inscrições no Paraná nesta edição. As 25 finalistas representaram trajetórias variadas e, entre elas, as vencedoras de cada categoria avançaram para a fase regional, que irá escolher as representantes das cinco regiões do País para a etapa nacional.
“As 597 inscrições mostram a diversidade e a força das mulheres que empreendem em todo o Paraná. Chegar às 25 finalistas representa um reconhecimento a trajetórias que se destacam não apenas pelos resultados dos negócios, mas também pelo impacto que geram”, afirmou Letícia Monteiro Pimentel.
Dados da Receita Federal apresentados durante a ocasião mostraram que as mulheres estão presentes em 910.442 empresas no Paraná, o equivalente a 45,2% dos negócios formais do Estado, sendo 722.474 empresas lideradas exclusivamente por mulheres.
Vencedora: categoria Pequenos Negócios
Aos 15 anos, Maritânia Figueiredo deixou Minas Gerais e chegou ao Paraná. Filha de cortadores de cana e criada em uma família de seis irmãos, começou a trabalhar como faxineira em uma fábrica de massas e, ao longo do tempo, tornou-se sócia da empresa Cristal Massas. Maritânia conciliou a experiência prática com formação acadêmica em Administração de Empresas e enfrentou perdas pessoais enquanto seguia na condução do negócio.
“Minha origem explica de onde eu vim. Minhas escolhas, minha fé e minhas ações mostram até onde posso chegar”, disse Maritânia, vencedora da categoria Pequenos Negócios.
“Meu maior orgulho é perceber que a minha história deixou de ser apenas sobrevivência e se tornou possibilidade: para minha família, para nossos colaboradores e para outras mulheres. Meu sonho não é apenas produzir mais; é construir uma empresa cada vez mais preparada para atravessar gerações, gerar novas oportunidades e deixar um legado”, completou.
Produtora Rural e Artesã
Carla Gualano voltou ao Brasil após 15 anos na Itália e, com o esposo, começou a produzir queijos artesanais inspirados na tradição italiana. A iniciativa nasceu ao identificar pouca variedade de queijos artesanais no Paraná. Nos primeiros anos, a estruturação da queijaria exigiu busca por orientação junto à vigilância sanitária e a órgãos ligados à agricultura, além de visitas a regiões como a Serra da Canastra (MG) e participação em ações de qualificação.
“Não se ouvia falar dessa palavra queijaria aqui”, recordou Carla.
“O pessoal fala: nossa, mas nunca provei… nunca achei que uma ricota pudesse ser saborosa, cremosa, que poderia ser assada, ou que eu poderia comer de colher com geleia ou doce de leite”, relatou a empreendedora sobre a aceitação dos produtos.
Carla também participou da formação de uma associação de produtores no Estado e da construção de parcerias que ampliaram a visibilidade da produção artesanal.







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