O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, evitou esclarecer detalhes nesta terça-feira (21) sobre a capacidade das forças armadas americanas de realizar um ataque à suposta instalação nuclear iraniana localizada sob a Montanha Pickaxe. O assunto ganhou relevância devido a rumores de que o Irã pode ter transferido centrífugas e urânio para esse complexo.
“Muitas de nossas capacidades são sigilosas”, afirmou Hegseth durante uma audiência no Capitólio, quando questionado se os EUA poderiam atingir a instalação profundamente enterrada.
Ele complementou: “Mas, se alguém no mundo consegue alcançar qualquer coisa, são as forças armadas dos Estados Unidos”.
A Montanha Pickaxe está situada próxima à instalação nuclear de Natanz, em uma região acidentada do Irã. Especialistas e agências de inteligência acreditam que o local esteja enterrado a uma profundidade maior do que as instalações que foram alvo dos EUA durante a Operação Midnight Hammer, realizada em junho de 2025.
Nas últimas semanas, o presidente americano Donald Trump destacou a Montanha Pickaxe como um possível alvo para um bombardeio, afirmando: “Vamos atacar aquela área muito em breve, e com muita força”.
A inteligência israelense acredita que o Irã tenha transferido parte de seu estoque de urânio enriquecido e centrífugas avançadas para a Montanha Pickaxe, conforme relatado por uma fonte israelense. O objetivo de localizar e remover cerca de 450 quilos de urânio altamente enriquecido do Irã continua sendo uma prioridade para os EUA e Israel.
Trump, ao ser questionado sobre as alegações israelenses, minimizou a situação, afirmando: “não temos isso registrado”.
A especialista em não proliferação, Andrea Stricker, sugeriu que Trump deveria agir para desativar a Montanha Pickaxe e impedir que o Irã completasse as obras no local, restabelecendo suas opções de enriquecimento ou desenvolvimento de armas nucleares.
No entanto, alguns especialistas expressaram ceticismo quanto à eficácia de um ataque dos EUA nessa instalação profundamente enterrada. James Acton, codiretor do programa de política nuclear do Carnegie Endowment, comentou nas redes sociais que duvida que os EUA consigam causar mais do que o desabamento dos túneis de acesso ao complexo. “Isso não muda o jogo”, concluiu Acton.
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